EXIT! CRISE E CRÍTICA DA
SOCIEDADE DAS MERCADORIAS
CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch
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A INDÚSTRIA CULTURAL NO SÉCULO XXI
Sobre a actualidade da concepção de Adorno e Horkheimer
Da crítica aparente da burguesia intelectual ao culto pós-moderno da superficialidade * Crítica cultural elitista ou emancipatória? * Reducionismo tecnológico * A publicidade como percepção cultural do mundo e de si mesmo * A continuação do "trabalho abstracto" e da concorrência por outros meios * A Internet como novo meio central da indústria cultural * A virtualização do mundo da vida * Interatividade da Web 2.0 e individualização * Uma cultura grátis paga cara * O limite interno do capital e a crise económica da indústria cultural * A caminho do esgotamento das reservas culturais * O mundo não é um acessório. Por que é impossível uma "revolução cultural" separada

Autor: Robert Kurz
Tradução de Lumir Nahodil
Junho
Sinopse: Robert Kurz (1943-2012), filósofo e ensaísta alemão, foi um dos
fundadores das revistas Krisis e Exit! e co-autor de Manifesto Contra o Trabalho
(Antígona, 2006). Dinheiro sem Valor, a derradeira obra de Kurz, falecido em
Julho do passado ano, é uma exaustiva análise crítica do sistema mundial
capitalista e das suas contradições, e um contributo fundamental para a
reinterpretação dos fundamentos da crítica da economia política.
Em memória de
1943-2012
«O livro (Dinheiro sem Valor) conclui com as tenebrosas perspectivas que se manifestam de um “regresso do arcaico”, virando-se contra a “regressão” predominante “para o terreno do fetiche do capital que já não é capaz de se reproduzir”:
“Quem ainda diz que o fetiche do capital e a sua "razão" imanente terá sido um passo positivo na história da humanidade (é o caso dos idealistas da troca, como idiotas históricos da ideologia do Iluminismo) deve ser designado nas condições do século XXI como maníaco pós-religioso, que não fica nada atrás dos maníacos pseudo-religiosos desta época. Essa razão é por natureza destruída na sua própria consequência histórica. Aquele estado de emergência da moderna relação sacrificial paradoxal que no passado surgia periodicamente já se tornou o estado normal para a maioria na sociedade mundial do início do século XXI e avança passo a passo nos centros capitalistas. Até bem dentro da esquerda faz-se notar uma identificação irracional e em pânico com a relação sacrificial fundamental, porque as pessoas foram instruídas mesmo intelectualmente nas categorias dessa relação e reprimiram o "outro" Marx da crítica radical do sistema de "riqueza abstrata".
A fuga para a co-gestão da crise só pode levar à cumplicidade com o sacrifício humano, consumado objectivamente e finalmente com plena consciência; não mais como sacrifício de energia laboral abstractificada até o material humano sugado cair morto, mas sim, depois de esta compulsão se tornar objectivamente obsoleta, já apenas como “eutanásia” para as massas dos não utilizáveis em termos capitalistas, a qual tem de assumir traços anómicos. Depois de o dinheiro ter sido transformado de vítima simbólica em objectividade geral do valor no sistema de "trabalho abstracto", agora o "dinheiro sem valor" pode regressar a relações quase arcaicas nesta base desvalorizada, dessubstancializada, que no entanto já não estão submetidas a qualquer ritual limitado, mas acabam numa matança e numa descivilização sem rumo. Se as metamorfoses do dinheiro na passagem do sacrifício humano para o objecto simbólico de substituição constituíram um processo parcial de civilização na base não suplantada das relações de fetiche, o fetiche do capital desencadeou um movimento sacrificial reificado que tem como resultado a regressão de todos os elementos civilizatórios da história humana anterior. Os sanguinários sacerdotes astecas eram inofensivos e amigáveis em comparação com os burocratas do sacrifício ao fetiche do capital global no seu limite interno histórico.”
O que aqui é apresentado, obviamente, não são as consequências do processo de uma lei natural, como Robert Kurz não se cansou de chamar a atenção: o fetiche do capital é feito pelos seres humanos e também pode ser por eles eliminado. A barbárie não é inevitável.»
Em memória
de Robert Kurz - (Claus Peter
Ortlieb; EXIT! nº 10 Dezembro de 2012)
Roswitha Scholz
Reedição
O SEXO DO CAPITALISMO
Teorias feministas e a metamorfose pós-moderna do capital
As teses fundamentais deste livro, cuja primeira edição saiu na Primavera de 2000, relacionaram directamente pela primeira vez a crítica do patriarcado moderno com as formas capitalistas basilares de "trabalho abstracto" e valor, em vez de se ficarem no plano sociológico. Ultrapassando o feminismo anterior desenvolve-se a abordagem de uma teorização que apresenta a relação de género burguesa no mesmo nível de abstracção que a crítica da economia política de Marx. Indo para lá quer da antiga noção marxista de "contradição secundária" quer da dissolução pós-moderna do princípio fundamental capitalista em diferenças e situações particulares, a teoria da dissociação sexual ousa afirmar uma nova compreensão da totalidade social que rompe com o universalismo androcêntrico do aparelho conceptual dominante.
A argumentação de Roswitha Scholz tem provocado desde então muitas discussões e reacções. Algumas das suas elaborações conceptuais e ideias penetraram de facto no discurso teórico. Mas o debate muitas vezes sofre com o facto de o livro entretanto estar esgotado há anos e só ser conhecido de nome. Após múltiplos pedidos surge agora finalmente a nova edição. Além de um prefácio, a segunda edição é ampliada com um extenso posfácio que reflecte criticamente sobre as tendências feministas na década após a primeira edição do livro.
Encomendas nas livrarias ou directamente na editora Horlemann: info@horlemann-verlag.de
O Sexo do Capitalismo [Excertos] - (Roswitha Scholz;
Janeiro 2000)
Por: Graziela Wolfart (Instituto Humanitas Unisinos)
Grupo de Estudos de Crítica ao Valor-Cisão – "Em relação ao marxismo tradicional, Kurz retoma a crítica à forma valor não se atendo à crítica da mais valia, mas compreendendo-a como desdobramento necessário de uma sociedade que só pode compreender a atividade humana como objetivação, como produção de valor, e daí sua relação necessária com o dinheiro e com o movimento sem fim de fazer de dinheiro mais dinheiro. A teoria crítica radical de Robert Kurz não se propõe a ser a base de uma planificação da vida social pós-capitalista; antes compreende como necessário o deslocamento da teoria de sua função de planificadora da prática. Nesse sentido, a teoria não pode ser tomada como instrumento de uma vanguarda estrategista que se direcione a organizar a prática num sentido positivo, a prática teórica como instrumento crítico não pode defender nenhuma prática que esteja referida às formas que pretende criticar. Nesse sentido, destaca a problemática do fetiche da mercadoria, do trabalho, da política do sujeito, como elementos importantes para a crítica da prática. A prática, por si, amarrada nas formas sociais fetichistas não pode ser hipostasiada como emancipação"
NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM
Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2011 para 2012
A teoria de Marx não está a ser desenvolvida para lá das leituras historicamente obsoletas, mas está a ser despojada de sua crítica essencial das formas fundamentais do capitalismo, para transformar o limitado marxismo do movimento operário tradicional num marxismo de classe média pós-moderno ainda mais limitado. Em vez de criar uma nova ideia de revolução e, assim, formar um pólo oposto à barbárie da crise, a esquerda iludida pelo culturalismo em parte fantasiou até mesmo o fascismo religioso islâmico como força susceptível de aliança (viva a diversidade) e, inversamente, deu espaço a um impulso estupidamente anti-semita, inimigo de Israel por princípio; a condizer com o enterro da crítica radical da economia política...
Não há revolução em lado nenhum - (Robert Kurz; Janeiro de 2012)
Produção e reprodução na crise do capitalismo
1. Após a cultural turn e a fobia à crítica radical da economia que lhe estava associada, diversos marxismos sofreram novo impulso desde a década de 1990, em paralelo com o desabar da crise não propriamente esperado. A teoria feminista também não ficou imune a esta situação. Frigga Haug desdobra-se em visitas pela República; em 2009 uma edição da revista Argument foi dedicada ao tema "Elementos de um novo feminismo de esquerda". Nancy Fraser proclamou: "Mulheres, pensai economicamente!". E mesmo feministas (ex?)-desconstrutivistas exigem agora que seja abordada a opressão das mulheres no contexto da crítica do capitalismo. (1)
Estende
o teu manto, Maria! - (Roswitha Scholz; Junho 2010)
Deutsch
Revista EXIT! nº 10, Dezembro 2012
Resumos dos artigos publicados
SUMÁRIO E EDITORIAL
Com a morte de Robert Kurz, os membros da redacção perderam um amigo e companheiro e o nosso projeto perdeu a sua cabeça marcante, sempre promotora do desenvolvimento da teoria. Não será possível tapar o fosso assim aberto porque a teoria crítica, mais ainda do que outras actividades, é marcada pela personalidade daqueles que a fazem. Ninguém pode substituir Robert Kurz.
Nesta situação a esperança está sobretudo em que nos últimos anos muitos jovens têm encontrado a via da teoria crítica da dissociação-valor inspirados também e sobretudo pelos livros e textos de Robert Kurz. A maioria da nossa equipe redactorial, por exemplo, não tem mais de trinta anos. Não sendo isso um critério de qualidade, aponta para a capacidade de uma possível continuação do desenvolvimento. Por isso continuaremos no futuro e com forças renovadas a tentar fazer compreender criticamente o patriarcado capitalista em seu ocaso a fim de contribuir para a sua abolição consciente.
Sumário e Editorial da Revista EXIT! nº 10 - (Claus Peter Ortlieb; Dezembro de 2012) Deutsch
Johannes Vogele
O lado obscuro do capital
"Masculinidade" e "feminilidade" como pilares da modernidade
O lado obscuro do capital - (Johannes Vogele; Outubro de 2007) Français
ESPIRAL DESCENDENTE
Não há saída da crise da dívida
O capitalismo global não consegue livrar-se da crise de sobreacumulação que dura desde os anos setenta, pois, com o advento da microeletrónica e sua aplicação na produção, uma parte cada vez menor da força de trabalho global é suficiente para produzir para todos. Ora o "fim da sociedade do trabalho" a isso associado, ou seja, o desaparecimento do trabalho do processo de produção em si não seria nenhuma desgraça, pois a maioria de nós poderia finalmente imaginar algo melhor do que trabalhar no duro toda a vida. O problema deste desenvolvimento só surge porque o capitalismo, como é bem sabido, se baseia na exploração do trabalho, sendo que os lucros sérios do ponto de vista capitalista e continuados só podem ser gerados através da utilização do trabalho humano. E os lucros são, afinal de contas, o sentido e a finalidade da economia capitalista.
Espiral descendente - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2012 Deutsch
O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda
O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda - (Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2012 Deutsch Français Italiano
Elogio de
O TERROR DA CRISE
Como se pretende fazer da Grécia um exemplo
DINHEIRO SEM VALOR
Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política
Pois justamente hoje recomenda-se que se procure a distância teórica não tanto no silêncio de muitos anos de desenvolvimento do conceito da obra de arte total, mas sim como formulação do conflito no corpo a corpo no campo de debate. Num tempo de reais rupturas de época, trata-se menos do que nunca de uma mera compreensão filológica no sentido académico, mas sim afinal da práxis histórica da crítica radical. Também o esclarecimento da relação entre o lógico e o histórico na teoria de Marx, um ponto importante na discussão aqui referida, tem consequências decisivas para uma abolição da sociedade fetichista capitalista, a ser definida de novo após o fim inglório dos programas anteriores de socialismo e comunismo.
OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA
Uma operação “chumbo derretido” para corações sensíveis
Os assassinos de crianças de Gaza - Robert Kurz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch
A
GUERRA CONTRA OS JUDEUS
Porque
se volta a opinião pública global contra Israel na crise económica
A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch
Notas críticas sobre uma clássica do feminismo
A conceptualidade da dissociação refere-se ao pressuposto tácito da modernidade como o “Outro” (aqui fala Simone de Beauvoir) da produção de mercadorias e do fetiche do capital, e como tal representa um plano estrutural fundamental completamente diferente – em certo sentido situado ainda mais fundo – que vai além do conceito de fetichismo marxiano. A dimensão da dissociação-valor, assim, não apenas abrange uma relação de género assimétrica, mas visa a sociedade como um todo. Transcendência no sentido da crítica da dissociação e do valor é, portanto, algo diferente de uma crítica do valor avaliada de modo universalista androcêntrico, mas também algo diferente da de De Beauvoir. Nessa medida, o feminismo, no sentido da tematização da dissociação-valor como princípio fundamental estruturalmente determinante, simplesmente não pode mais permitir-se uma desajeitada confissão de cumplicidade, que acaba por desembocar traiçoeiramente na perspectiva de género objectivamente neutra. Da mesma forma, a tematização deste princípio pressuposto (na medida em que sabe das suas mediações) é necessária exactamente para dar a relevância aos “outros Outros” no sentido de totalidade concreta de facto não menos valorizada em termos de hierarquia conceptual...
DESVALORIZAÇÃO DUPLA
Mas logo que a inundação de dinheiro dos bancos centrais para lá do resgate dos balanços se transforme em procura real, será despertado o potencial de inflação. Como a crise tem vindo a desenvolver-se há tanto tempo, poderá até ocorrer, pela primeira vez na história do capitalismo, uma desvalorização simultânea do meio dinheiro em si e de grande parte do capital (mercadorias, meios de produção, força de trabalho). Esta desvalorização dupla significaria a apresentação à falência histórica do “modo de produção baseado no valor" (Marx) como um todo, por já não conseguir servir de suporte a qualquer reprodução social.
O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO
Como se esquece o universal do patriarcado produtor de mercadorias
“A dignidade dela está em ser ignorada”
Jean-Jacques Rousseau
Introdução * Breve esboço da elaboração teórica feminista desde "68" * O problema da obsessão de auto-relativização no feminismo e a dissociação-valor como princípio fundamental do patriarcado produtor de mercadorias * O problema fundamental do relativismo e a inevitabilidade da abstracção dialecticamente mediada no contexto da crítica da dissociação e do valor * Auto-afirmação em vez de autonegação como pressuposto da auto-relativização * O patriarcado produtor de mercadorias esquecido * Bibliogafia
O Tabu da Abstracção no Feminismo - (Roswitha Scholz; EXIT! nº8 Julho 2011)
EUTANÁSIA ECONÓMICA
Como os hospitais gregos estão praticamente falidos, as grandes empresas farmacêuticas suspenderam o fornecimento de medicamentos para o cancro, para a SIDA e para a hepatite; e o abastecimento de insulina também foi interrompido. Este não é um caso especial, mas a imagem do futuro. Pelo menos aos doentes pobres e "supérfluos", não mais utilizáveis do ponto de vista capitalista, será assinalado por todos os peritos o que já o rei Frederico da Prússia berrou aos seus soldados em fuga do campo de batalha: "Cães, vocês querem viver para sempre?"
Eutanásia económica - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch
O
CAPITALISMO NÃO SE REPETE
Na atitude perante a vida, a lembrança de tempos supostamente melhores, por exemplo, do milagre económico, não passa de nostalgia. Na cultura pop chama-se a isso "retro": Quando os produtores de ideias não se lembram de mais nada, eles requentam coisas velhas ligeiramente modificadas. E ao voltar à "cena do crime" pela terceira vez deve ter-se em atenção se ela foi vista há poucos anos. Nada de novo sob o sol, parece ser o lema. De algum modo se espalhou a crença de que quem quiser encontrar uma receita para o presente só tem de olhar para o passado. Por que outra razão estariam a política, os média e a ciência económica, perante a crise em desenvolvimento nos últimos anos, sempre à procura de paralelos históricos? Quem abre um jornal acredita muitas vezes que está perante uma aula de história.
O capitalismo não se repete - (Robert Kurz; Dezembro de 2011) Deutsch
NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE
Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte
Nota prévia * 23 Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª. * 24 A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas * 25 A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política * 26 A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado * 27 O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda * 28 O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista * 29 Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental * 30 A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral" * 31 A política como definição do inimigo existencial * 32 Estado de excepção e capacidade política * 33 Executores e executados do estado de excepção * 34 Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda * 35 A miséria do positivismo jurídico * 36 A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses * Antevisão da terceira parte
Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 8 Julho de 2011) Deutsch
NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE
Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte
1 O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial • 2 A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise • 3 Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização • 4 A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes • 5 O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã • 6 "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários • 7 Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau • 8 O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida • 9 Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral" • 10 O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral" • 11 A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral" • 12 O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial • 13 A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel • 14 A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral" • 15 Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização • 16 O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário • 17 A repetição feminista da emancipação redutora • 18 O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado • 19 A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental • 20 O duplo Marx e a dupla definição do político • 21 O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels • 22 Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels • Antevisão da segunda parte
Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 7 Dezembro de 2010) Deutsch
NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS
A identidade (masculina) pós-moderna entre a mania da diferenciação e a segurança da teoria marxista vulgar. Réplica às críticas à teoria da dissociação e do valor
Introdução * O conceito de dissociação-valor * Igual originariedade e sujeito “autónomo” * Falsa historicização e falsa ontologização * Dissociação-valor como conceito da totalidade * O não-idêntico e a lógica da dissociação e do valor * Princípio social fundamental e diferenças * A ausência do conceito de dissociação-valor na teoria feminista * Teoria, empiria e desenvolvimento histórico * Sexo e Género * Dissociação-valor e heterossexualidade compulsiva * Dissociação-valor e crítica da economia política * Diferentes níveis de análise e pensamento positivista * Conclusão: O espírito do tempo pós-moderno na crise, os círculos de esquerda virados queer e a insustentabilidade de uma mentalidade de crítica ecléctica
Não digo nada sem a minha alltours - (Roswitha Scholz;
EXIT! nº7 Dezembro 2010)
O bárbaro como sujeito? - (Moinhos Satânicos; Novembro de 2011)
Apresentação do ensaio “
A inocência perdida da produtividade
A
inocência perdida da produtividade - Claus Peter Ortlieb; Maio de 2010
A ECONOMIA EMPRESARIAL COMO JOGO DE RISCO
A economia
empresarial como jogo de risco - Robert Kurz; Abril de 2011
A
EUROLÂNDIA ESTÁ REDUZIDA A CINZAS
A
inflação só é evitada à custa de uma deflação radical
A salvação do Euro e do sistema bancário, de todo o modo em grande parte já dependente da alimentação endovenosa pelo Estado, e que agora também assenta em títulos de dívida pública duvidosos, só vai à custa da depressão nos países do Euro financeiramente fracos. A agulha já esta feita para aí na Grécia; seguem-se a Espanha, Portugal e outros países.
A Eurolândia está reduzida a cinzas - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch Español
A
TEORIA DE MARX, A CRISE E A ABOLIÇÃO DO CAPITALISMO
Perguntas e respostas sobre a situação histórica da crítica social radical
Nota:
A entrevista que se segue constitui a introdução a uma colectânea de análises
e ensaios do autor, a publicar em França.
A teoria de Marx, a crise e a abolição do capitalismo - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch
A
ECONOMIA NÃO É VERDADEIRAMENTE UMA CIÊNCIA
Entrevista
ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung
A economia não é verdadeiramente uma ciência - Claus Peter Ortlieb; Maio de 2010 Deutsch
FORMA
SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA
Na
urgência de um realismo dialéctico hoje
Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais
Forma social e totalidade concreta - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch
O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO
“Crítica
do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova
pequena-burguesia digital
O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch
UMA
CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA
Sobre
a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise
final
1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão
Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch
CRISE
ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.
Comunicação
apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009
Crise Económica
Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert
Kurz; Novembro de 2009
Roswitha
Scholz
LÓGICA
DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO
Notas
sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e
Washington
Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch
A
ROTA DE COLISÃO NO PACÍFICO
O milagre
da exportação da China baseava-se no milagre do consumo dos E.U.A.
A
Rota de Colisão no Pacífico - Robert Kurz; Outubro
de 2009
ASSISTIR
O CAPITALISMO NA DOENÇA?
A
esquerda e o crash financeiro histórico
Nota
prévia: Versão textualizada da comunicação apresentada ao congresso da ATTAC
“O capitalismo está no fim?”, ocorrido de 6 a 8/03/2009 na Universidade Técnica
de Berlim. Texto publicado na documentação do Congresso (Editora VSA,
Hamburgo)
Assistir
o capitalismo na doença? - Robert Kurz; Março de
2009
Deutsch
O
CAPITAL E A HISTÓRIA
A
confiança no capitalismo parece inabalável, até na esquerda. Ele renascerá
como Fénix das cinzas de todas as crises e iniciará novas retomas. Entretanto,
já não pode ser negado que estamos actualmente confrontados com uma queda histórica.
Uma nova crise económica mundial com consequências imprevisíveis está na
ordem do dia da história. Porém, apesar de tudo, a pergunta geral é apenas:
Quando é que a crise acaba? Que capitalismo virá após a crise? Esta
expectativa alimenta-se do entendimento de que o capitalismo é o "eterno
retorno do mesmo". Os mecanismos fundamentais da valorização permanecem
sempre os mesmos. É verdade que há revoluções tecnológicas, convulsões
sociais, mudanças nas "relações de forças" e novas potências
hegemónicas. Mas esta é apenas uma superficial "história de
eventos", um eterno sobe e desce de ciclos. Nesta perspectiva, a crise é
meramente funcional para o capitalismo. Ela leva à "limpeza", pois
desvaloriza o capital em excesso. Assim se abre caminho para novos processos de
acumulação.
O Capital e a História - Robert Kurz; Abril de 2009 Deutsch Vídeo
CINZENTA
É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA E VERDE É A TEORIA
O
problema da práxis como evergreen de uma crítica truncada do
capitalismo
Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch
ENTREVISTA
À REVISTA ONLINE PORTUGUESA “SHIFT”, ZION EDIÇÕES
Entrevista à Revista Online Portuguesa "SHIFT", ZION EDIÇÕES - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch Italiano
WASTE TO WASTE
Os Roma e nós
WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch
ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE TELEPOLIS
(Hannover, Alemanha)
Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch
A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno
A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch
O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"
O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo
1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.
O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média" - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch
Roswitha Scholz
Homo Sacer e "Os Ciganos"
O Anticiganismo Reflexões sobre uma variante essencial e por isso "esquecida" do racismo moderno
1. Introdução: Anticiganismo o racismo "esquecido"
O interesse pelo anticiganismo, isto é, pelo racismo específico contra os Sinti e os Roma, é marginal mesmo entre a esquerda. Alguns nem sequer sabem o que significa "anticiganismo". Wolfgang Wippermann escreve sobre o assunto: "Os meus colegas, professores e historiadores, não se debruçaram sobre os Sinti e os Roma por isso ter sido e continuar a ser considerado pouco elegante. Também a inteligência crítica falhou, pois demorou muito tempo até se dedicar a este aspecto da história alemã. O mesmo se aplica aos agrupamentos de esquerda aos quais o destino dos Sinti e Roma até hoje não tem suscitado muito interesse" (Wippermann, 1999, p. 106). E o mesmo se diga, infelizmente, dos contextos da crítica do valor. Como se a construção moderna do "cigano", enquanto avesso ao trabalho, sensual, "wild and free", não fosse de interesse precisamente para uma posição crítica do valor e do trabalho. Esquece-se que as próprias necessidades reprimidas não foram projectadas apenas sobre "exóticos", "negros" e "selvagens", algures em África ou nas Caraíbas, mas que "eles" já desde há séculos que se encontram bem juntinhos, por assim dizer no meio de nós: os "ciganos", como parte inseparável da própria cultura moderna e ocidental.
Homo Sacer e "Os Ciganos" - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch
PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL
A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira
Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.
Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch
A RUPTURA ONTOLÓGICA
Antes do início de uma outra história mundial
A Ruptura Ontológica - Robert Kurz; Agosto de 2004 Deutsch
BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL
Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial
Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005 Deutsch
O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO
(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)
O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS
Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004
"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español
SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS
Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal
Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura
Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch
A HISTÓRIA COMO APORIA
Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche
(2ª Série)
A História como Aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch
(1ª Série)
A História como Aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch
O REGRESSO DO JORGE
Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno
e sua viragem para o decisionismo autoritário
O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch
A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO
Uma aliança não santa de transviados da modernização
A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch
A Substância do Capital
O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.
Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".
O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo
A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch
Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.
"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"
A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch
A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS
Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.
Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização
A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch
TABULA RASA
Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?
Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)
A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ
Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos
A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)
ONTOLOGIA NEGATIVA
Os obscurantistas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade
A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.
Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)
A Guerra de Ordenamento Mundial
O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização
O que parecia ser a "vitória" do capitalismo ocidental foi-se revelando, ao longo dos anos noventa, como uma derrocada socio-económica irreversível, desde já, de extensas partes da periferia do mercado mundial. No centro deste processo de crise encontra-se o derretimento da substância real (produtora de valor real) do trabalho capitalista por obra da terceira revolução industrial, a crescente "incapacidade de exploração" do capital devida aos seus próprios padrões tecnológicos de produtividade e, com isso, a dessubstancialização do dinheiro (o desacoplamento dos mercados financeiros da economia real). Esta lógica interior da crise, contudo, não se repercute apenas sob a forma de uma ruptura estrutural ao nível das relações mundiais de mercado (globalização do capital), mas igualmente como ruptura estrutural ao nível do sistema político mundial (fim da soberania e do direito internacional)...
A imparável desagregação da economia é suposto ser detida com meios económicos, ao passo que se pretende travar a igualmente imparável desagregação da política com meios políticos. Os senhores mundiais do capital já não compreendem o seu próprio mundo...
A crise do sistema mundial e o novel vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español English
As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo I - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English
Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo II - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
O Império e os Seus Teóricos - Capitulo VII - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
A Guerra de Ordenamento Mundial - Bibliografia - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
Razão Sangrenta
20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"
O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.
Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español
AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?
Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español
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Textos, entrevistas, conferências
-2011-
CEGOS NA CRISE
O FIM DO BOOM DAS MATÉRIAS-PRIMAS
O fim do Boom das matérias-primas - (Robert Kurz; Outubro de 2011)
A educação para a barbárie
A educação para a barbárie - (Moinhos Satânicos; Setembro de 2011)
O FIM DA FÁBULA DO AUTOMÓVEL
O fim da fábula do automóvel - (Robert Kurz; Agosto de 2011)
OS DEPÓSITOS DE LIXO TÓXICO DO CRÉDITO
Os depósitos de lixo tóxico do crédito - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch
O TERROR DA POUPANÇA E A REVOLTA
O Terror da Poupança e a Revolta - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch
REAÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL
Reação em Cadeia
Pós-Nacional - Robert Kurz; Junho de 2011
UM HERÓI DO MUNDO PÓS-MODERNO
A ECONOMIA POLÍTICA DA EDUCAÇÃO
A economia política
da educação - Robert Kurz; Março de 2011
TRABALHO SEM VALOR
A BOMBA INFLACIONÁRIA
A Bomba inflacionária - Robert Kurz; Fevereiro de 2011 Deutsch
O CONSUMO DO FUTURO
-2010-
POLÍTICA
DE BALANÇOS CRIATIVOS
Política de balanços criativos - Robert Kurz; Novembro de 2010 Deutsch
PRÉMIO NOBEL PARA O HARTZ IV
Prémio Nobel para o Hartz IV - Robert Kurz; Outubro de 2010 Deutsch
ENTRE A MANIA DA POUPANÇA E A MANIA DAS GRANDEZAS
Entre a mania da
poupança e a mania das grandezas - Robert
Kurz; Setembro de 2010
O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL
O Fim da economia da potência mundial - Robert Kurz; Agosto de 2010 Deutsch
QUEM
VIVE ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES?
Quem vive acima das suas possibilidades? - Robert Kurz; Junho de 2010
A BOLHA CHINESA
Falência
do Estado e assalto aos bancos
Falência
do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz;
Fevereiro de 2010
NO FIO DA NAVALHA
Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010
No fio da navalha - Robert
Kurz; Janeiro de 2010
-2009-
SOBREPRODUÇÃO
QUEM
REGULA O QUÊ?
Porque está
a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória
CAPITALISMO
SEM MAIS-VALIA?
Um
debate insuficiente sobre os limites do crescimento
O
CREPÚSCULO DO EURO
ECONOMIA
E PSICOLOGIA
Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch
DEFLAÇÃO E INFLAÇÃO
-2008-
O CARISMA DA CRISE
Por que está a obamania condenada ao fracasso
O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch
NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL
Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch
ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE
Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil
Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU
A ÚLTIMA INSTÂNCIA
A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch
A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL
A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa
A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch
CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS
A longa ressaca após o desastre da Telekom
Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch
A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO
Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais
A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch
-2007-
TEMPO É ASSASSÍNIO
Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch
DESARMAMENTO MORAL
A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social
Desarmamento Moral - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch
A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO
A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch
-2006-
Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho
Revista Trópico, Setembro de 2006
Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho; Setembro de 2006
A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS
A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch
CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO
Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch
-2005-
A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER
O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia
A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch
O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR
Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade
O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch
MAIS VALIA ABSOLUTA
Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch
-2004-
A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO
A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español
Novos e velhos combates
A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.
Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español
O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE
Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens
O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch
UM MUNDO SEM DINHEIRO
Um Mundo sem Dinheiro - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch Español English
O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA
O Ultimo Estadio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español
A nova simultaneidade histórica
O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.
A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English
-2003-
AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO
LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA
As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español
O que é a terciarização?
Perspectivas de mudança social.
O
que é a terciarização - (Robert Kurz; Novembro 2003)
Deutsch
Español
English
Um corte maior: Anulação das dívidas
Um corte maior: Anulação das dívidas - (Robert Kurz; Setembro 2003) Deutsch
Não-rentáveis, uni-vos!
Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais
A MÃE DE TODAS AS BATALHAS
A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français
Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano
-2002-
A GUERRA CONTRA A CRISE
A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español
ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS
Economia política dos direitos humanos - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano
CONTRA-REALISMO
Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English
A pulsão de morte da concorrência
Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise
A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español
A guerra dos dois mundos
A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español
-2001-
Economia totalitária e paranóia do terror
A pulsão de morte da razão
capitalista
Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano
As leituras de Marx no Século XXI
As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español
POPULISMO HISTÉRICO
A confusão de sentimentos burgueses e a busca de
bodes expiatórios
Populismo
histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch
English
Español
Italiano
-2000-
Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.
Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español
-1999-
MANIFESTO CONTRA O TRABALHO
O Homem Flexível
O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano
A expropriação do tempo
A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Français
-1998-
APOCALYPSE NOW!
Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural
Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch
O DUPLO MARX
O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español
Objetividade inconsciente
Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza
Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español
-1997-
ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA
Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"
Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español
Canhões e Capitalismo
A revolução militar como origem da modernidade
Canhões e Capitalismo -(Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français
-1996-
Os últimos combates
O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.
Os últimos combates - (Robert
Kurz; Março de 1996) Deutsch
-1995-
ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO
Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch
O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO
Sobre a contradição histórica na teoria de Marx
O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch
A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS
Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global
A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español
-1994-
O FIM DA POLÍTICA
Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria
O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano
-1993-
DOMINAÇÃO SEM SUJEITO
SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA
Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español
-1992-
O valor é o homem
Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos
O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch
-1991-
A HONRA PERDIDA DO TRABALHO
O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.
A
honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10
Janeiro de 1991) Deutsch
A Superação da Crise e "Utopia"
Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.
A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)
Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)
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Outros Textos
A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno
A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord
Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)
Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)
Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)
O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)
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Lisboa: última actualização - 30.04.2013