EXIT! CRISE E CRÍTICA DA
SOCIEDADE DA MERCADORIA
CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch
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OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA
Uma operação “chumbo derretido” para corações sensíveis
SUMÁRIO:
Assimetria moral e análise histórica * A violenta comoção do inconsciente colectivo antijudaico * O carácter dual do Estado de Israel * A identificação positiva e negativa de Israel com o capital mundial * As exigências impossíveis de um paradoxo real * A razão de Estado de Israel nas guerras contra o Hamas e o Hezbollah * A opinião pública mundial anti-israelita e a decomposição ideológica da esquerda * Uma "terceira posição" que não é posição nenhuma * Crime e castigo ou crítica radical historicamente mediada? * Um coração pelo regime da Sharia * O determinismo da consciência e o papel dos heróis * O conflito por procuração e a desmoralização da crítica do capitalismo * Anti-israelismo – a matriz de um novo anti-semitismo * A esquerda como Dr. Jekyll e Mr. Hyde
Os
assassinos de crianças de Gaza - Robert Kurz; Exit!
nº6 Outubro de 2009 Deutsch
Uwe
Stelbrink
O
TROPEÇÃO DO PRIMEIRO BAILARINO
Um
outro alemão completamente diferente propôs um dia “trazer à baila as relações
petrificadas, tocando-lhes a sua própria melodia”. Naturalmente que, ao
tempo, Marx não tinha em mente propriamente o primeiro bailarino do Estado,
como marcador do compasso. Não é de estranhar, por conseguinte, que este tenha
tropeçado.
Nada
de fatalismos. Dentro de quatro semanas teremos outro. Business
as usual.
O
tropeção do primeiro bailarino - Uwe Stelbrink;
Junho de 2010 Deutsch
QUEM
VIVE ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES?
Primeiro
foram os mercados financeiros que, perante a crise, foram acusados de falta de
seriedade, em seguida, as finanças do Estado. Se os poderosos tornados
impotentes já não sabem nada de nada, só se lembram da sabedoria da avó. De
repente, em toda parte se fala dos males da dívida, como se tivesse havido uma
descoberta completamente nova. Diz-se que temos vivido acima das nossas
possibilidades. Mas o que significa isso? Se se tratasse de um mero
comportamento errado de pecadores do deficit, que tivessem violado o capitalismo
“correcto”, então simplesmente teriam de ir à falência todos aqueles que
não pudessem pagar as dívidas. Foi esse o caso do Lehman Brothers. Mas as
consequências revelaram-se tão devastadoras que, desde essa falência, têm
vindo a ser retardadas, com acções financeiras aventureiras. Em primeiro lugar
no sistema bancário, depois em grandes conglomerados empresariais, como a
General Motors, e finalmente em Estados, como a Grécia. Contra as leis do
mercado, os bancos centrais injectam cada vez mais liquidez nos mercados.
Perante isso, as poupanças anunciadas são uma gota de água no oceano.
Quem vive acima das suas possibilidades? - Robert Kurz; Junho de 2010 Deutsch
RESGATE
SEM GARANTIA
Karstadt
é um caso limite de desvalorização, como a Opel
E
ainda que tenham sido queimados no crash financeiro biliões de dólares e de euros, a inundação de
dinheiro dos bancos centrais desde então alimentou novamente com liquidez os
fundos de investimento. Portanto, os objectos da massa falida atraem mais
desejos de compra, não importando se se trata do comércio de órgãos como
partes do corpo das empresas ou de um interesse real na continuação do seu
funcionamento. Os programas de poupança e as crises monetárias, com novas
quebras económicas como resultado, poderão, no entanto, anular os cálculos de
ambas as opções. Karstadt é, como a Opel, um caso limite de desvalorização
do capital. Diz-se que o futuro da empresa e dos trabalhadores está garantido;
mas o futuro, hoje em dia, talvez já tenha apenas o alcance de uma moratória.
Resgate
sem garantia - Robert Kurz; Junho de 2010
Deutsch
APOIO
DO ESTADO E LÓGICA DE MERCADO
A
Opel como caso exemplar do tratamento da contradição em desespero
No meio do turbilhão da crise financeira e económica global, a comunidade dos crentes na economia de mercado mudou de cavalos. O Estado, durante muito tempo desqualificado como o mal burocrático, em toda a parte foi chamado a puxar a carroça do capital para terreno seguro, com gigantescos pacotes financeiros. Por um lado, o radicalismo de mercado amansado reconhece, assim, que o Estado sempre foi parte integrante do sistema social e não um mero factor de perturbação externa. Por outro lado, mostra-se, por isso mesmo, que o Estado não pode ser um salvador soberano, estando ele próprio, pelo contrário, refém das contradições internas da gloriosa economia de mercado. Os programas públicos, com dimensões de economia de guerra, apenas adiaram e transferiram o problema da falta de valorização real do capital. Enquanto a economia transnacional das bolhas financeiras durou duas décadas até ao crash, as finanças públicas nacionais ao fim de um ano já esbarram nos seus limites.
Apoio
do estado e lógica de mercadodo - Robert Kurz;
Junho de 2010 Deutsch
O
ESTADO DO DINHEIRO E O DINHEIRO DO ESTADO
Mesmo
o carácter do banco emissor como "última instância" para a criação
de dinheiro não dá ao Estado o comando real do dinheiro. A competência do
banco emissor é puramente formal, não é substancial. O dinheiro por ele
criado a partir do nada apenas pode representar a substância de valor real da
acumulação de capital. Se se injecta dinheiro a mais, como se correspondesse a
relações reais de valor, o resultado é a desvalorização do próprio
dinheiro. Por maioria de razão isto se aplica, naturalmente, se o Estado deixa
de se sujeitar às condições do crédito e, em vez disso, dá instruções ao
seu banco central para lhe transferir dinheiro directamente. Actualmente os
Estados, por um lado, em todo o mundo lançam mão desta medida desesperada. Por
outro lado, querem limitar as suas consequências com uma política de poupança
rígida. Assim se vão movendo numa contradição circular que só pode conduzir
a novas distorções. Se as falhas do Estado e as falhas do mercado estão
permanentemente a entrar e a sair, com intervalos cada vez mais curtos, isso
aponta para crise do próprio meio transversal em si. O que é apenas outra
maneira de dizer que as forças produtivas cresceram para além da forma da
"riqueza abstracta”. Aqui se desacredita tanto a credulidade no Estado
como a credulidade no mercado.
O estado do dinheiro e o dinheiro do Estado - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch
SOMOS
OPEL
Somos Opel - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch
A
EUROLÂNDIA ESTÁ REDUZIDA A CINZAS
A
inflação só é evitada à custa de uma deflação radical
A
salvação do Euro e do sistema bancário, de todo o modo em grande parte já
dependente da alimentação endovenosa pelo Estado, e que agora também assenta
em títulos de dívida pública duvidosos, só vai à custa da depressão nos países
do Euro financeiramente fracos. A agulha já esta feita para aí na Grécia;
seguem-se a Espanha, Portugal e outros países. O resultado só pode ser uma
explosão do desemprego em massa na Alemanha, que vai repercutir novamente no
resto da União Europeia. Uma política de austeridade a todo o custo nos países
do Euro com saldo comercial negativo, que equivale ao colapso da economia de
exportação alemã, ameaça colocar o apertado orçamento de Estado da Alemanha
na mesma posição que a dos denunciados pecadores do deficit. Pois a força
financeira transforma-se então em fraqueza financeira. Se as consequências
deflacionistas do diktat de poupança se revelassem, uma nova reviravolta
levaria a uma combinação caótica de tendências deflacionistas e
inflacionistas (estagflação). O governo de Merkel não está em posição de
impor os seus próprios interesses na União Europeia, mas flutua na escolha
entre a peste e a cólera. Muito menos o tempo pode andar para trás, para um
espaço económico e monetário nacional no sentido do chauvinismo balante do
marco alemão, que sempre teve por base uma orientação unilateral para a
exportação. Jogado para trás na sua própria economia nacional, o esplendor
alemão teria de acabar completamente. As contradições internas da União
Monetária Europeia são um catalisador para a segunda onda da crise.
A Eurolândia está reduzida a cinzas - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch
A
TEORIA DE MARX, A CRISE E A ABOLIÇÃO DO CAPITALISMO
Perguntas e respostas sobre a situação histórica da crítica social radical
Nota:
A entrevista que se segue constitui a introdução a uma colectânea de análises
e ensaios do autor, a publicar em França.
A
teoria de Marx, a crise e a abolição do capitalismo - Robert
Kurz; Maio de 2010 Deutsch
A
ECONOMIA NÃO É VERDADEIRAMENTE UMA CIÊNCIA
Entrevista
ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung
O
que ocorre a um matemático nestes dias sobre o tema Grécia?
O
que me impressiona em primeiro lugar, embora não tanto como matemático, é a fúria
nacionalista contra os "gregos na falência", atiçada por alguns média,
que assim desviam a atenção da contribuição alemã para a miséria grega.
Afinal, a Alemanha deve a sua vitória no campeonato mundial de exportação
essencialmente às exportações para a Europa do sul, financiadas com o
endividamento. Enquanto matemático, o que talvez me chame mais a atenção são
os grandes números, agora objecto de muita veneração, e os quais nem um Pitágoras
poderia sequer ter imaginado. E outro ponto também muito interessante é esta
repentina queda de uma economia nacional normalmente endividada na situação de
falência, em que já não há nada a fazer. Que limites foram aqui
verdadeiramente ultrapassados? Isto para mim não é realmente claro.
A economia não é verdadeiramente uma ciência - Claus Peter Ortlieb; Maio de 2010 Deutsch
O
CREPÚSCULO DO EURO
De
uma maneira ou de outra, o Euro não é sustentável, mas também não há
retorno às antigas zonas monetárias nacionais. O colapso do Euro é a próxima
fase da desintegração do capitalismo, cujos aprendizes de feiticeiro vão
fugindo de uma catástrofe financeira para outra.
O crepúsculo do euro - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch
Roswitha Scholz
FORMA
SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA
Na
urgência de um realismo dialéctico hoje
Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais
Forma social e totalidade concreta - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch
UMA
CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA
Sobre
a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise
final
1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão
Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch
NÃO
HÁ MESTRE DA CRISE
Com
a ida do presidente do Banco Central Alemão, Axel Weber, para a presidência do
Banco Central Europeu favorece-se uma
política monetária de linha dura
Embora
o mandato de Jean-Claude Trichet só termine no Outono de 2011, já começou a
disputa sobre quem deve ficar à frente do Banco Central Europeu (BCE). À
primeira vista, parece tratar-se do habitual regatear dos lugares e do
bizantinismo opaco que caracteriza as instituições europeias. Dado que o BCE
está concebido como independente da influência directa dos governos nacionais,
tanto maior o regateio, a disputa e os truques baixos, quando se trata do
preenchimento dos cargos mais importantes. Após o holandês Wim Duisenberg e o
francês Jean-Claude Trichet, o governo alemão gostaria agora, obviamente, de
fazer subir a presidente do BCE o actual presidente do Banco Central Alemão,
Axel Weber, para também aí ficar sintonizado.
Não há mestre da crise - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch
Uwe
Stelbrink
AS
METAMORFOSES DA CRISE
Quando as bolhas da valorização virtual do dinheiro estouraram nos mercados financeiros internacionais e os E.U.A., como “locomotiva da economia mundial" em perda acelerada de fôlego, puseram a nu que afinal o crescimento "eterno" era financeiramente induzido e a “economia real" de todos os países era dependente de uma procura financiada pelo deficit, nessa altura um bom conselho era caro – e, por um milésimo de segundo histórico, houve silêncio na floresta. Após esse momento assustador em que, até para os suplementos da imprensa conservadora, ficou claro que o capitalismo global poderia ser embatido nos seus limites, começou novamente a conversa habitual de todos os sábios e salvadores do sistema: que a vida continuou, sim, que o padeiro voltou a vender o pão, e o metro de superfície vai andando (embora, em Berlim, apenas como uma sombra de si mesmo), e já não era sem tempo!
As metamorfoses da crise - Uwe Stelbrink; Fevereiro de 2010 Deutsch
NO FIO DA NAVALHA
Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010
Imagina que é a crise económica mundial e ninguém vai nisso. Esta era uma espécie de senha sentida dos ignorantes unidos há um ano exactamente. "Hurra, ainda estamos vivos!", titulava a "Spiegel" doze meses depois. Uma maneira indirecta de conceder que a queda fora maior do que se tinha então admitido; mas também um grito de triunfo prematuro, porque novamente se julga ter escapado. Não é preciso ter muita imaginação, perspicácia e capacidade de previsão para perceber que a próxima onda-tsunami do terramoto económico global virá com certeza. Após a longa série de desastres financeiros de vários tipos desde a década de 1980, o processo de crise global da 3ª revolução industrial assumiu em 2008 uma nova qualidade, que tem suas formas próprias de evolução. Notável é o novo encurtamento do horizonte da percepção positivista. Os instrumentos "científicos" têm falhado e muito: "Navegamos à vista”, diz o novo Ministro das Finanças alemão, Schäuble. E um gestor de topo da Daimler foi autorizado a anunciar que as perspectivas de planeamento em política de modelos, marketing e estratégias de vendas encolheram de 12 anos para 12 meses.
Moishe Postone
HAMBURGO, 2009 – UM
OUTRO OUTONO ALEMÃO
Mensagem à Manifestação contra Anti-semitismo em 13/12/2009
Penso que é politicamente importante que muita gente na esquerda esteja levando a sério as expressões de anti-semitismo generalizadas entre grupos que se consideram anti-imperialistas. Talvez isto também possa levar a alguma clarificação teórica há muito tempo em falta. A questão não é se a política de Israel pode ser criticada. A política de Israel deve ser criticada, especialmente a destinada a socavar qualquer possibilidade de um Estado palestiniano viável na Cisjordânia e em Gaza. No entanto, a crítica do “sionismo” prevalecente em muitos círculos anti-imperialistas vai além de uma crítica da política israelita. Ela atribui a Israel e aos “sionistas” uma maldade única e um poder de conspiração global. Israel não é criticado como outros países são criticados – mas como a encarnação do que é profunda e fundamentalmente o mal. Em suma, a representação de Israel e dos sionistas nesta forma de “anti-sionismo” “anti-imperialista” é essencialmente a mesma que a dos judeus no anti-semitismo virulento que encontrou a sua expressão mais pura do nazismo. Em ambos os casos a “solução” é a mesma – a eliminação em nome da emancipação.
Hamburgo, 2009 - um outro outono alemão - Moishe
Postone; Dezembro de 2009
CRISE
ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.
Comunicação
apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009
1.
Segundo a actual “formação de opinião” nos média, na política e na ciência
económica, a crise económica mundial já não deve existir. Os discursos de
fim de alarme sucedem-se diariamente. Gostaria de se acreditar que, aconteça o
que acontecer, dentro de um ano tudo vai pertencer ao passado. Talvez não tenha
sido assim tão grave; há que esquecer o grande susto geral nos meses após o
colapso do Lehman Brothers e as ondas de choque que se lhe seguiram. Ao mesmo
tempo, tem de se admitir que o novo crescimento esperado após o colapso global
começa a um nível muito mais baixo; levaria muitos anos até se chegar outra
vez ao nível de acumulação de antes da crise. As consequências disto
raramente são discutidas. Nesta situação, é apropriado pôr em evidência a
base epistémica para a "formação de opinião". Base que é constituída
por um pensamento positivista, o qual reconhece apenas factos imediatos,
dissociados do seu contexto social mundial e do seu devir histórico. O método
consiste numa "projecção" (extrapolação) de dados empíricos
isolados e de sondagens de "opinião". Esta forma de abordagem falhou
grandiosamente no passado recente. Ainda no início do Verão de 2008 se
extrapolava com optimismo profissional o suposto crescimento da economia mundial
até 2020. Aparentemente, a crise desabou do céu limpo. Podemos, pois, concluir
que a percepção e a metodologia positivistas não podem dizer nada sobre o
desenvolvimento real. O que também se aplica ao actual discurso de fim de
alarme. Se a maioria da esquerda académica e política nem sequer conseguiu
prever a crise económica mundial, isso indica que ela já há muito tempo
adaptou momentos do pensamento positivista e que está pouco a par da teoria da
crise.
Crise Económica
Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert
Kurz; Novembro de 2009
Roswitha
Scholz
LÓGICA
DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO
Notas
sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e
Washington
1. O terror nos E.U.A. e a subsequente guerra de bombardeamentos contra o Afeganistão levaram à confusão e a polarizações na esquerda crítica do valor (e não só). A uma posição como a representada pela "Bahamas" e pela maioria da "Jungle World" que, perante o pano de fundo histórico dos nazis e do Holocausto, se colocam ambas incondicionalmente ao lado dos valores ocidentais e da civilização ocidental, indo até à exigência extrema de um bombardeamento exaustivo dos países islâmicos (declaração da Bahamas), a essa posição fazem frente entre outras as abordagens que procuram uma explicação com base na crítica do valor das estruturas objectivas do desenvolvimento capitalista contemporâneo, ou seja, das causas sociais (mundiais) destes bárbaros atentados terroristas. Salta à vista o perigo público constituído pela posição exacerbada da Bahamas.
Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch
EDITORIAL
DA REVISTA EXIT! Nº 6
(Publicada
em Outubro de 2009)
Nos tempos que correm é francamente maçador escrever um editorial, uma vez que os editoriais da EXIT! sempre foram mais que uma curta apresentação dos diversos artigos, nunca deixando de procurar também apreender resumidamente o cenário real de cada situação, a partir do desenvolvimento de superfície. Mas, entretanto, tornou-se um pouco ocioso esboçar os momentos individuais em que agora se exprime, em sua forma de desenvolvimento actual, um processo de crise social que há muito tempo vem sendo repetidamente negado; pois a natureza histórica desta crise tornou-se entretanto evidente. Termos como colapso e “rota de colisão [Crashkurs]”, a previsão do desaparecimento de sectores económicos inteiros, etc., termos e previsões pelos quais a teoria da crise da crítica do valor foi publicamente repreendida como irresponsável e histérica desde a década de noventa, têm saído com a maior das facilidades nos últimos meses da boca dos apresentadores e apresentadoras do espectáculo diário, tal como dos corretores de bolsa, e as correspondentes avaliações já há muito tempo se encontram na imprensa mainstream burguesmente respeitável.
Editorial da Revista EXIT! nº6 - ( Roswitha Scholz: Outubro de 2009) Deutsch Deutsch
A
ROTA DE COLISÃO NO PACÍFICO
O milagre
da exportação da China baseava-se no milagre do consumo dos E.U.A.
Até há poucos anos ainda se falava do “século do Pacífico". O eixo da economia mundial, dizia-se, ter-se-ia deslocado da relação entre os E.U.A. e a Europa, no Atlântico, para a relação entre os E.U.A. e a Ásia (especialmente a China), no Pacífico. Ao mesmo tempo, sabia-se que o alegado novo eixo era portador de um "desequilíbrio extremo". O Pacífico era uma grande via de exportação de sentido único. Os Estados Unidos, a despeito da queda dos salários reais, absorviam unilateralmente o excedente das mercadorias da Ásia. Este milagre do consumo da classe média, que respondia por 80 por cento da conjuntura económica dos E.U.A., era alimentado em grande parte pelos rendimentos fictícios da bolha das acções e ultimamente sobretudo da bolha imobiliária. Esta estrutura de deficit do Pacífico era o motor da economia mundial. Porém, desde o Outono de 2008 que o motor vem falhando e parará nos próximos meses. As exportações da Ásia para os Estados Unidos já caíram. No entanto, não deve estar tudo assim tão mal. O Fundo Monetário Internacional já prevê novamente para 2010 uma recuperação da economia mundial.
A
Rota de Colisão no Pacífico - Robert Kurz; Outubro
de 2009
ASSISTIR
O CAPITALISMO NA DOENÇA?
A
esquerda e o crash financeiro histórico
Nota
prévia: Versão textualizada da comunicação apresentada ao congresso da ATTAC
“O capitalismo está no fim?”, ocorrido de 6 a 8/03/2009 na Universidade Técnica
de Berlim. Texto publicado na documentação do Congresso (Editora VSA,
Hamburgo)
A
história continua a engendrar uma ironia perversa, que consiste no facto de que
esta história, segundo Marx, é realmente feita pelos próprios homens, mas sem
terem consciência do que fazem. A ironia da crise actual reside numa inversão
curiosa. Enquanto a esquerda, após a ruptura de época de 1989, viu o
capitalismo na estrada para a vitória histórica, pretendeu em grande parte
“aportar” às únicas condições existentes e assim se acostumou a tomar o
“crescimento financeiramente induzido" pelo seu valor nominal, agora é a
própria relação de capital que, da noite para o dia, se transforma num desesperado
tratamento da contradição [Widerspruchsbearbeitung],
designado com risinhos histéricos como "socialismo do mercado
financeiro" ou até como "comunismo de Wall Street". Embora a
economia baseada no crédito e nas bolhas financeiras tenha sido apresentada
pela ciência académica como nova lei viável da economia e posta em andamento
pelas políticas de desregulamentação das próprias instituições dominantes,
ela é de repente considerada pelas mesmas elites como "excesso" e
como expressão da "ganância". Na ressaca, mais uma vez se chama a
terreiro o Estado, como último recurso e suposto deus ex machina.
Assistir
o capitalismo na doença? - Robert Kurz; Março de
2009
Deutsch
O pensamento liberal não pertence apenas aos representantes de uma liberdade radical do mercado, que atualmente estão dando os últimos suspiros, mesmo se com isso os problemas da crise mundial capitalista remanescem sem solução. Isaiah Berlin, cujo centenário de nascimento se aproxima, foi mais um dos representantes daquele liberalismo, que com freqüência é percebido nos países de língua inglesa como “de esquerda“ por preocupar-se mais com os direitos de minorias do que com os direitos dos grandes grupos industriais e comerciais. Para Berlin, o conceito cambiante de liberdade ganhou substância a partir da oposição às ideologias doutrinárias do séc. XX, que ele experimentou por assim dizer fisicamente, na sua condição sofrida de judeu emigrado da Rússia e da Letônia para a Inglaterra. Berlin não quis vincular-se a nenhuma doutrina, também não a de um capitalismo completamente desenfreado.
A madeira torta da teoria - Robert Kurz; Maio de 2009 Deutsch
O
CAPITAL E A HISTÓRIA
A
confiança no capitalismo parece inabalável, até na esquerda. Ele renascerá
como Fénix das cinzas de todas as crises e iniciará novas retomas. Entretanto,
já não pode ser negado que estamos actualmente confrontados com uma queda histórica.
Uma nova crise económica mundial com consequências imprevisíveis está na
ordem do dia da história. Porém, apesar de tudo, a pergunta geral é apenas:
Quando é que a crise acaba? Que capitalismo virá após a crise? Esta
expectativa alimenta-se do entendimento de que o capitalismo é o "eterno
retorno do mesmo". Os mecanismos fundamentais da valorização permanecem
sempre os mesmos. É verdade que há revoluções tecnológicas, convulsões
sociais, mudanças nas "relações de forças" e novas potências
hegemónicas. Mas esta é apenas uma superficial "história de
eventos", um eterno sobe e desce de ciclos. Nesta perspectiva, a crise é
meramente funcional para o capitalismo. Ela leva à "limpeza", pois
desvaloriza o capital em excesso. Assim se abre caminho para novos processos de
acumulação.
O Capital e a História - Robert Kurz; Abril de 2009 Deutsch Video
Entrevista à revista brasileira “IHU online”
Universidade
do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre
O
fim da modernização significa, portanto, que não só a forma capitalista da
reprodução tem de ser suplantada, mas também que, durante muito tempo, uma
sociedade mundial pós-capitalista terá de sofrer e lidar com as consequências
da destruição capitalista da natureza. Para a análise e crítica da teoria da
crise, é essencial ver a interconexão interna das duas barreiras históricas
do capitalismo. Existe, porém, o perigo de jogar um contra o outro esses dois
aspectos da crise histórica; isto tanto da parte das elites capitalistas como
dos representantes de um “reducionismo ecológico”, que só querem admitir a
barreira natural externa. A administração capitalista da crise e o
reducionismo ecológico podem entrar numa aliança perversa, que acabe por negar
a barreira económica e, em nome da crise ecológica, pregar às massas
depauperadas e miseráveis uma ideologia de “renúncia social”. Contra isso,
é preciso defender que seja dada prioridade à crise, à crítica e à suplantação
do contexto da forma capitalista, porque a destruição da natureza é a consequência
e não a causa da barreira interna deste sistema.
Entrevista à Revista Brasileira "IHU online"
-
Robert
Kurz; Março de 2009 Deutsch
Revista
IHU
CINZENTA
É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA E VERDE É A TEORIA
O
problema da práxis como evergreen de uma crítica truncada do
capitalismo
Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch
O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO
“Crítica
do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova
pequena-burguesia digital
O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch
ENTREVISTA
À REVISTA ONLINE PORTUGUESA “SHIFT”, ZION EDIÇÕES
Entrevista à Revista Online Portuguesa "SHIFT", ZION EDIÇÕES - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch Italiano
Crise
mundial e ignorância
Carta
aberta às interessadas e interessados na EXIT! na passagem de ano 2008/2009
Crise
Mundial e Ignorância -
Robert Kurz;
Janeiro de 2009 Deutsch
A
GUERRA CONTRA OS JUDEUS
Porque
se volta a opinião pública global contra Israel na crise económica
A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch
Roswitha Scholz
WASTE TO WASTE
Os Roma e nós
WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch
ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE TELEPOLIS
(Hannover, Alemanha)
Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch
ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE
Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil
Em que sentido as teorias de Marx são importantes para se compreender o actual momento de crise no sistema financeiro global?
A importância da crítica da economia política de Marx para explicar a grande crise financeira actual evidencia-se desde logo em dois níveis, sendo um aspecto fundamental a sua derivação da forma do dinheiro [Geldform], no 1º volume de O Capital, e outro a sua análise do crédito, principalmente no 3º volume. Aqui somente posso tratar alguns pontos elementares.
Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU
A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno
A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch
Roswitha Scholz
O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"
O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo
1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.
O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média" - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch
Roswitha Scholz
Homo Sacer e "Os Ciganos"
O Anticiganismo Reflexões sobre uma variante essencial e por isso "esquecida" do racismo moderno
1. Introdução: Anticiganismo o racismo "esquecido"
O interesse pelo anticiganismo, isto é, pelo racismo específico contra os Sinti e os Roma, é marginal mesmo entre a esquerda. Alguns nem sequer sabem o que significa "anticiganismo". Wolfgang Wippermann escreve sobre o assunto: "Os meus colegas, professores e historiadores, não se debruçaram sobre os Sinti e os Roma por isso ter sido e continuar a ser considerado pouco elegante. Também a inteligência crítica falhou, pois demorou muito tempo até se dedicar a este aspecto da história alemã. O mesmo se aplica aos agrupamentos de esquerda aos quais o destino dos Sinti e Roma até hoje não tem suscitado muito interesse" (Wippermann, 1999, p. 106). E o mesmo se diga, infelizmente, dos contextos da crítica do valor. Como se a construção moderna do "cigano", enquanto avesso ao trabalho, sensual, "wild and free", não fosse de interesse precisamente para uma posição crítica do valor e do trabalho. Esquece-se que as próprias necessidades reprimidas não foram projectadas apenas sobre "exóticos", "negros" e "selvagens", algures em África ou nas Caraíbas, mas que "eles" já desde há séculos que se encontram bem juntinhos, por assim dizer no meio de nós: os "ciganos", como parte inseparável da própria cultura moderna e ocidental.
Homo Sacer e "Os Ciganos" - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch
PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL
A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira
Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.
Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch
A RUPTURA ONTOLÓGICA
Antes do início de uma outra história mundial
A Ruptura Ontológica - Robert Kurz; Agosto de 2004 Deutsch
BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL
Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial
Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005 Deutsch
UMA ERA GLACIAL PARA A TEORIA CRÍTICA?
Carta Aberta às interessadas e interessados na EXIT!
Uma Era Glacial para a Teoria Crítica? - Robert Kurz; Janeiro de 2008 Deutsch
O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO
(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)
No processo de barbarização e autodestruição do sistema mundial dominante existe um foco em que se enredam de um modo especial a destrutiva globalização capitalista, a história e a constituição ideológica do mundo moderno nos seus limites sistémicos históricos é o Próximo Oriente, com Israel e o chamado conflito da Palestina ao centro. À primeira vista parece tratar-se do campo mais importante do imperialismo ocidental do petróleo. O que naturalmente é certo, tendo em conta o cru interesse da cultura de combustão capitalista. Mas este conflito não se circunscreve de modo nenhum a esse aspecto; pelo contrário, ele inclui ainda outra dimensão essencial completamente diferente, que é a lógica do anti-semitismo, como ideologia de crise capitalista central, e a constituição do Estado de Israel a ela associada, Estado este que por isso mesmo não é um Estado como os outros.
O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
O DEPARTAMENTO DE MARKETING DO "SUJEITO-AUTOMÁTICO"
Sobre a defesa do clima simulada pela União Europeia
O Departamento de Marketing do "Sujeito-Automático" - Claus Peter Ortlieb; Março de 2007 Deutsch
"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS
Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004
"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español
SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS
Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal
Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura
Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch
A HISTÓRIA COMO APORIA
Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche
(2ª Série)
A História como Aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch
(1ª Série)
A História como Aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch
O REGRESSO DO JORGE
Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno
e sua viragem para o decisionismo autoritário
O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch
A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO
Uma aliança não santa de transviados da modernização
A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch
A Substância do Capital
O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.
Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".
O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo
A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch
Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.
"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"
A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch
DONT TREAT EVERY "THING" ALIKE!
Algumas notas provisórias sobre os papéis de J. Ulrich, C-P. Ortlieb e Blaha/Wallner.
1. A meu ver, Comte é a consequência de Kant: Pensa-o até ao fim, ao suspender em definitivo a "coisa em si", em Kant ainda inderrogável. Apesar disso, também o próprio Kant tinha face aos "povos subdesenvolvidos" concepções hierarquizadas pelo desenvolvimento. Na perspectiva de Comte, Kant é infantilizado, ou pelo menos implicitamente feminilizado, por assim dizer vestido com roupa de mulher, por estar em certo sentido ainda apegado à teologia e colocar ainda questões sobre os objectos ou sobre a possibilidade do seu conhecimento e estudo em geral. De repente, a velha e sobranceira metafísica ainda é assim transformada em mulher.
Tais modos de proceder fazem parte eles próprios perfeitamente do repertório do valor-dissociação, com as suas características alterações de significado; no âmbito da luta da concorrência, o adversário é feminilizado à força. É precisamente isso que aponta o valor-dissociação como princípio da forma social. Enunciados semelhantes também se encontram por exemplo em iluministas alemães, quando se opina por exemplo que os franceses são mais parecidos com as mulheres (talvez por estarem muito simplesmente apegados de imediato ao pensamento positivista, ao contrário do espírito de grande especulação!), ou quando no nacional-socialismo se considerava os intelectuais mimados e efeminados, por contraposição ao homem másculo e marcial. Aqui se apresenta o valor-dissociação como princípio fundamental, revelando o seu carácter relacional e flexível, pois tais atribuições servem para definir o adversário como inferior, de resto num perfeito arranjo de associação masculina.
DON`T TREAT EVERY "THING" ALIKE! - (Roswitha Scholz; Maio 2005) Deutsch
A DESCER NO ELEVADOR DA HISTÓRIA
O fim da sociedade de bem-estar alemã e a crise da União Europeia
Durante muito tempo pareciam bem definidas as fronteiras mundiais entre a miséria em massa e o relativo bem-estar em massa. A linha de demarcação separava essencialmente o Norte do Sul do planeta. Essa constelação no entanto foi apenas um produto da história posterior à Segunda Guerra Mundial. Nos centros capitalistas, a mobilização das indústrias fordistas desencadeou um impulso sem precedentes de trabalho em massa e acumulação de capital, ligados à ascensão dos sindicatos e da social-democracia. A "automobilização" da sociedade ia de par com a construção crescente de uma rede de segurança social (o Estado do bem-estar), especialmente profunda na Alemanha Ocidental e em parte na França. Até mesmo no espaço anglo-saxónico de tradicional liberalismo económico os governos trabalhistas no Reino Unido e a "grande sociedade" do presidente Lyndon Johnson nos USA, na tradição do "New Deal", criavam novas estruturas sociais. O sociólogo alemão Ulrich Beck descreveu a ascensão social na era fordista do pós-guerra como "efeito elevador": apesar da continuação das diferenciações sociais, a sociedade como um todo era elevada a um patamar superior. Os salários reais se multiplicavam, enquanto o tempo de trabalho pelo contrário diminuía constantemente. A esperança geral de vida aumentava por meio de um sistema médico melhorado para todos.
A Descer no Elevador da História - (Robert Kurz; Setembro 2005) Deutsch
A DESVALORIZAÇÃO DO VALOR
O capitalismo não é outra coisa senão a incessante "valorização do valor", aparecendo como o fim-em-si de transformar dinheiro em mais dinheiro. E em que consiste o valor? Segundo Marx, no "trabalho abstracto" representado pelas mercadorias, na massa de "nervo, músculo e cérebro" gasta no processo de produção. Contudo, apenas é válido o trabalho que corresponde ao standard de produtividade. O qual é medido pelo mercado e pela "muda coerção da concorrência" (Marx) nele dominante. No mercado mundial, à falta de outra medida, impõe-se o nível mais alto de produtividade dos países capitalistas centrais. Os países periféricos só podem acompanhar este nível, se é que podem, através de um desgaste brutal da sua força de trabalho. Sob estas condições, o produto do trabalho de milhares de trabalhadores chineses mal pagos talvez não seja maior como produto válido do valor, do que o de um trabalhador ocidental high tech. Pelo que não passa de uma ilusão de óptica pensar que o emprego massivo de trabalho barato na China, na Índia, etc., catapultaria para cima o produto global de valor na mesma medida.
A Desvalorização do Valor - (Robert Kurz; Junho 2005) Deutsch
Roswitha Scholz
A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS
Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.
Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização
Trata-se de compreender o problema das diferenças em planos diversos: na dimensão social-estrutural, que diz respeito a diferenças entre disparidades económicas, racismo, antisemitismo e sexismo; assim como no plano individual, sendo que ninguém se resume a estruturas, constituindo antes um indivíduo inconfundível e singular, sem, no entanto, poder subtrair-se às estruturas; finalmente no plano fundamental do valor-dissociação, como princípio social da forma, que, no entanto, contrariamente a uma lógica dedutiva universalista clássica, por assim dizer admite por si o particular e as diferenças, como quero demonstrar.
A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch
TABULA RASA
Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?
A crítica da dissociação, a crítica do sujeito e a crítica do Iluminismo constituem uma unidade indivisível, não sendo qualquer destes momentos possível sem qualquer dos outros. É de um modo correspondente, que prescinda de simplificações abusivas, que a crítica tem de proceder se quiser concluir o novo paradigma crítico do valor e da dissociação o que não equivale à conclusão da elaboração teórica em termos gerais, mas unicamente à conclusão preliminar da "destruição criadora" do velho paradigma. Podem e devem existir, sem dúvida, diversas posições, acentuações e aspectos no contexto da teoria crítica do valor e da dissociação; mas não podem existir lado a lado, em uma aleatoriedade quase que pós-moderna, sendo irremediavelmente opostas umas às outras, tendo antes de ser mutuamente compatíveis a um nível fundamental, o que também significa terem de comportar um carácter vinculativo comum.
Uma coexistência pacífica com o modus dissociativo "masculino" da elaboração teórica está excluída. Assim sendo, para a forma do sujeito moderna, capitalista e "ocidental", que de qualquer modo já apenas existe nas respectivas formas de decadência, não deve crescer nada que a salve se for para a emancipação da relação de coacção destruidora do mundo, que é a socialização do valor, constituir uma opção séria. Provavelmente isto até nem suscita controvérsia; mas nesse caso a crítica do sujeito não deveria ser apenas mantida coerente, mas também deveria ser cautelosamente delimitada em termos conceptuais, face a outras questões que dizem respeito a conquistas culturais da Humanidade de um modo geral. Há que fazer tábua rasa com a forma do sujeito capitalista e ocidental e com a vinculação a uma forma de fetiche em termos gerais, mas, lá por isso, não com tudo e qualquer coisa que a Humanidade tenha produzido até à data apesar da sua vinculação fetichista e através da mesma.
Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)
A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ
Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos
Escrever este livro custou alguns sacrifícios. Pois quem já tem vontade de discutir as questões básicas da teoria social e da crítica social na forma velha e relha da luta por distinções e separações no seio da esquerda? Por isso em primeiro lugar uma palavra para todas as leitoras e leitores que não têm que lidar com a ideologia anti-alemã: a questão aqui não é simplesmente uma "sensibilidade de esquerda", mas a questão completamente diversa do problema a colocar de uma nova formulação da crítica radical do capitalismo; trata-se da teoria da história, do estatuto do nacional-socialismo e de Auschwitz, da crítica do iluminismo e do marxismo do movimento operário, da crítica da forma burguesa do sujeito, dos conceitos de teoria e de crítica em geral, da relação entre forma do valor e ideologia, mas também da espécie e do modo das discussões no seio de uma esquerda paralisada. Desde que as discussões aqui expostas estejam também para lá das suas referências ao sindroma anti-alemão do interesse por uma esquerda em luta consigo mesma e com o seu passado.
A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)
ONTOLOGIA NEGATIVA
As eminências pardas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade
A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.
É certo que já o marxismo do movimento operário em todas as suas variantes, devido à sua forma do sujeito e do interesse, estritamente associada ao moderno sistema produtor de mercadorias, se manteve apegado ao pensamento burguês do Iluminismo; no entanto, ao mesmo tempo, ele não deixou de o criticar como sendo burguês, mesmo que fosse apenas de um modo restrito ao prisma da sociologia de classes, sem se aproximar de uma crítica categorial da Modernidade. Adorno, com a sua teoria transitória, até chegou, por momentos que fosse, a ir para além desta limitação abandonando o quadro de referência sociológico ("classista") e criticando o carácter do Iluminismo no que diz respeito à sua lógica identitária e autodestrutividade sem, contudo, conseguir levar esta crítica até ao fim. É precisamente o mesmo que tem de ser feito agora, mas é precisamente a esta tarefa que toda a gente recusa sujeitar-se. Venham da estrebaria de esquerda que vierem, os que até à data foram os portadores da crítica de renome recuam perante este problema-obstáculo como cavalos que tomaram os freios nos dentes.
E, no seu pânico cavalar, todos eles galopam de volta ao século XVIII, como se nem sequer tivesse existido a redutora crítica marxista do pensamento iluminista. Numa azáfama febril debitam-se as frases feitas mais decrépitas da constituição capitalista, como se fossem as mais recentes descobertas empolgantes da crítica radical do capitalismo. Há algo de lúgubre na forma como os resquícios da inteligentsia de esquerda competem com os arautos do capitalismo de linha dura, para saber quem consegue apregoar mais alto os tópicos essenciais da ideologia do Iluminismo, que já há muito tempo se tornaram insípidos e absurdos. Em que poderá ainda consistir o debate se dos dois lados se ouvem as mesmas palavras de ordem? Pelos vistos já não se trata de nada de fundamental, mesmo que a crise mundial do sistema produtor de mercadorias se encontre, ao mesmo tempo, em plena efervescência e com tendência a alastrar...
Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)
A Guerra de Ordenamento Mundial
O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização
O que parecia ser a "vitória" do capitalismo ocidental foi-se revelando, ao longo dos anos noventa, como uma derrocada socio-económica irreversível, desde já, de extensas partes da periferia do mercado mundial. No centro deste processo de crise encontra-se o derretimento da substância real (produtora de valor real) do trabalho capitalista por obra da terceira revolução industrial, a crescente "incapacidade de exploração" do capital devida aos seus próprios padrões tecnológicos de produtividade e, com isso, a dessubstancialização do dinheiro (o desacoplamento dos mercados financeiros da economia real). Esta lógica interior da crise, contudo, não se repercute apenas sob a forma de uma ruptura estrutural ao nível das relações mundiais de mercado (globalização do capital), mas igualmente como ruptura estrutural ao nível do sistema político mundial (fim da soberania e do direito internacional)...
A imparável desagregação da economia é suposto ser detida com meios económicos, ao passo que se pretende travar a igualmente imparável desagregação da política com meios políticos. Os senhores mundiais do capital já não compreendem o seu próprio mundo...
A crise do sistema mundial e o novel vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español English
As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo I - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English
Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo II - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
O Império e os Seus Teóricos - Capitulo VII - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
A Guerra de Ordenamento Mundial - Bibliografia - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch
Razão Sangrenta
20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"
O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.
Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español
Roswitha Scholz
Sobre o conceito de valor e de valor-dissociação
Para melhor explicar o significado de "valor-dissociação", é preciso esclarecer primeiro o conceito androcêntrico de valor, no sentido da "crítica fundamental do valor", que assumo criticamente como ponto de partida. Em geral, o conceito de valor é tomado positivamente, seja no marxismo tradicional, no feminismo ou na economia política, onde ele aparece simplesmente na forma dos preços, como objecto da sociedade humana, sem pressupostos e suprahistórico. Não assim na "crítica fundamental do valor". Aqui o valor é compreendido e criticado como expressão duma relação social fetichista. Sob as condições da produção de mercadorias para mercados anónimos, os membros da sociedade não utilizam os seus recursos de comum acordo, para a conveniente reprodução da sua vida, mas, isolados entre si, produzem mercadorias, que só se tornam produtos sociais através da troca no mercado. As mercadorias são "valor" porque "representam" "trabalho abstracto" (dispêndio de energia social humana abstracta), ou seja, elas representam uma determinada quantidade de energia social despendida. Esta representação exprime-se por sua vez num meio particular, o dinheiro, que é a forma geral do valor para todo o universo das mercadorias.
Sobre o conceito de valor e de valor-dissociação - (Roswitha Scholz; Janeiro 2000) Deustch
AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?
A ideologia anti-semita moderna como tal, da mesma maneira que o racismo, encontra-se na sociedade burguesa desde o Iluminismo e, nesse sentido, é um fenômeno capitalista universal. Os nazistas não só tomaram do liberalismo anglo-saxão a sua ideologia social-darwinista, como também uma série de outros elementos repressivos da modernidade (entre eles, por exemplo, os campos de concentração). Nesse registro, Auschwitz é parte constituinte da totalidade histórica do capitalismo. No entanto, só na Alemanha o anti-semitismo, num contexto de formação da nação legitimada pela ideologia do sangue, converteu-se em processo eliminatório. Nesse sentido, Auschwitz é parte constituinte essencial da história específica alemã. Por outro lado, esse anti-semitismo alemão eliminatório não se converteu, durante o século XIX, em programa estatal de assassinato em escala industrial, o que só veio a ocorrer no contexto da crise econômica mundial do nazi-fordismo. Auschwitz é também parte constituinte da segunda revolução industrial.
Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español
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Textos, entrevistas, conferências
-2010-
TEMPOS
DE CRISE DOURADOS?
Tempos de crise dourados? - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch
CONTAS
DE MERCEEIRO
Contas de merceeiro - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch
A BOLHA CHINESA
A bolha chinesa - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch
DA
CRISE DO EURO À CRISE MONETÁRIA MUNDIAL?
Da crise do euro à crise monetária mundial? - Robert Kurz; Março de 2010 Deutsch
Falência
do Estado e assalto aos bancos
Falência
do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz;
Fevereiro de 2010
ESCÁRNIO
PARA O SALÁRIO MÍNIMO
Uma
sentença judicial e as suas consequências
Escárnio para o salário mínimo - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch
-2009-
SOBREPRODUÇÃO
SOBREPRODUÇÃO - Robert Kurz; Dezembro de 2009 Deutsch
NO DESERTO NÃO HÁ ÁGUA
Porque
é vã a busca de poder de compra
MÜNCHHAUSEN
COMO TESOUREIRO
A coligação
preto-amarelo já está a embrulhar uma embalagem enganadora mesmo antes de começar
QUEM
REGULA O QUÊ?
Porque está
a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória
Quem regula o quê? - Robert Kurz; Setembro de 2009 Deutsch
CAPITALISMO
SEM MAIS-VALIA?
Um
debate insuficiente sobre os limites do crescimento
A
HORA DA VERDADE
Contornos
de um programa social de emergência após as eleições federais
TIGRE
PREDADOR E CORÇA ASSUSTADA
Do
teatro de Verão da política fiscal ao próximo desmantelamento social
Tigre predador e corça assustada - Robert Kurz; Maio de 2009 Deutsch
PRESENTES CAROS
A administração política da crise no ano supereleitoral
Presentes Caros - Robert Kurz; Abril de 2009 Deutsch
UMA QUESTÃO DE DETERMINAÇÃO
Na
crise, o direito à palavra dos trabalhadores não passa de um prémio de abate
social
Uma
Questão de Determinação -
Robert Kurz; Março
de 2009
Perplexidade
organizada
Dez
problemas insolúveis para a Cimeira do G-20
Perplexidade organizada - Robert Kurz; Março de 2009 Deutsch
MORTOS
DE FÉRIAS
O
colapso dos mercados de trabalho tornou-se concebível
ECONOMIA
E PSICOLOGIA
Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch
-2008-
O CARISMA DA CRISE
Por que está a obamania condenada ao fracasso
O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch
NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL
Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch
O CAPITALISMO tem salvação?
Pacotes de apoio aos bancos e programas económicos conjunturais à luz do crepúsculo
O CAPITALISMO tem salvação? - Robert Kurz; Outubro de 2008 Deutsch
CAPITALISMO DE ESTADO RELOADED
Porque deixaram os programas de conjuntura de ter qualquer perspectiva social
O CAPITALISMO de Estado Reloaded - Robert Kurz; Outubro de 2008 Deutsch
A ÚLTIMA INSTÂNCIA
A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch
A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL
A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa
A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch
A FÚRIA DA POUPANÇA E O DILEMA DOS JUROS
A reacção da política monetária à estagflação já não ajuda nada
A Fúria da Poupança e o Dilema dos Juros - Robert Kurz; Julho de 2008 Deutsch
MEDO DO MONSTRO
O populismo de crise das elites nada explica e nada controla
Medo do Monstro - Robert Kurz; Maio de 2008 Deutsch
CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS
A longa ressaca após o desastre da Telekom
Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch
CORTAR A EITO NA CLASSE MÉDIA
Cortar a Eito na Classe Media - Robert Kurz; Março de 2008 Deutsch
A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO
Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais
A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch
PASSAR FOME PELOS BIOCOMBUSTÍVEIS?
Passar Fome Pelos biocombustíveis? - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch
-2007-
TEMPO É ASSASSÍNIO
Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch
DESARMAMENTO MORAL
A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social
Desarmamento Moral - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch
A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO
A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch
-2006-
Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho
Revista Trópico, Setembro de 2006
Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho; Setembro de 2006
A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS
A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch
CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO
Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch
-2005-
A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER
O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia
A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch
O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR
Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade
O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch
MAIS VALIA ABSOLUTA
Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch
-2004-
A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO
A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español
Novos e velhos combates
A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.
Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español
O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE
Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens
O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch
UM MUNDO SEM DINHEIRO
Um Mundo sem Dinheiro - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch Español English
O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA
O Ultimo Estadio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español
O COMBUSTÍVEL DA MÁQUINA MUNDIAL
Vem aí uma nova crise do petróleo?
O Combustível da Máquina Mundial - (Robert Kurz; Junho de 2004) Deutsch
A nova simultaneidade histórica
O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.
A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English
-2003-
AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO
LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA
As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español
Não-rentáveis, uni-vos!
Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais
A MÃE DE TODAS AS BATALHAS
A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français
Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano
-2002-
A GUERRA CONTRA A CRISE
A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español
ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS
Economia política dos direitos humanos - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano
CONTRA-REALISMO
Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English
A pulsão de morte da concorrência
Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise
A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español
A guerra dos dois mundos
A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español
-2001-
Economia totalitária e paranóia do terror
A pulsão de morte da razão
capitalista
Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano
As leituras de Marx no Século XXI
As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español
POPULISMO HISTÉRICO
A confusão de sentimentos burgueses e a busca de
bodes expiatórios
Populismo
histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch
English
Español
Italiano
-2000-
Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.
Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español
-1999-
MANIFESTO CONTRA O TRABALHO
Edição Portuguesa Deutsch Español English
O Homem Flexível
O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano
A expropriação do tempo
A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Francais
-1998-
APOCALYPSE NOW!
Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural
Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch
O DUPLO MARX
O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español
Objetividade inconsciente
Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza
Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español
-1997-
ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA
Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"
Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español
Canhões e Capitalismo
A revolução militar como origem da modernidade
Canhões e Capitalismo -(Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français
-1996-
Os últimos combates
O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.
Os últimos combates - (Robert
Kurz; Março de 1996) Deutsch
-1995-
ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO
Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch
O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO
Sobre a contradição histórica na teoria de Marx
O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch
A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS
Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global
A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español
-1994-
O FIM DA POLÍTICA
Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria
O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano
-1993-
DOMINAÇÃO SEM SUJEITO
SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA
Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español
-1992-
O valor é o homem
Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos
O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch
-1991-
A HONRA PERDIDA DO TRABALHO
O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.
A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch Español Italiano
A Superação da Crise e "Utopia"
Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.
A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)
Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)
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Outros Textos
A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno
A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord
Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)
Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)
Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)
O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)
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Lisboa: última actualização - 28.07. 2010