EXIT! CRISE E CRÍTICA DA SOCIEDADE DAS MERCADORIAS

CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch

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Daniel Späth 

A DIALÉCTICA DA PULSÃO NA PÓS-MODERNIDADE

I. O sujeito de esquerda radical como empresário de si mesmo ou o extirpar do conceito de pulsão

A psicanálise está out; isso é especialmente verdadeiro para o radicalismo de esquerda. Que noutros tempos a sexualidade tenha sido posta em campo contra a socialização forçada estabelecida pelo capital, isso pode ser concebido pela esquerda amplamente pós-modernizada na melhor das hipóteses como relíquia dum passado distante. O amor livre, outrora eleito como símbolo de “práxis revolucionária”, há muito foi substituído pelo “trabalho de relacionamento” poliamoroso, e também a utopia pitoresca da existência pacífica em comunidade foi completamente substituída por inúmeros workshops e avaliações de todos os tipos. O conteúdo de experiência deprimente institucionalizado em tais “autoconcepções” da própria individualidade alimenta-se de um “trabalho no próprio eu” permanente, a valorização económica do próprio eu, enquanto flexibilidade resistente e aquisição continuada de competências, que não por acaso foram criadas pela esquerda (pós-)68 e adaptadas com sucesso do lado empresarial por razões de eficiência. Se até dentro dos contextos da esquerda radical os conflitos de dinâmica de grupo devem ser conduzidos pela supervisão de uma “solução pacífica”, cristaliza-se a viragem da raiva socialmente produzida contra o próprio eu como racionalização do sofrimento universal em sua inexorável autocoerção..."

A dialéctica da pulsão na pós-modernidade - (Daniel Späth; Agosto de 2014) Deutsch

CONVITE PARA O SEMINÁRIO EXIT! 2014

DE 17 A 19 DE OUTUBRO, EM MAINZ

 

CRISE E TRANSFORMAÇÃO

A crise de 2008 desencadeou na esquerda um debate sobre a transformação. Multiplicam-se as falências nacionais e os programas de ajustamento estrutural, não em último lugar também em países do sul da Europa, daí resultando problemas de legitimação do sistema democrático-capitalista e consequente agitação social. Cenários de guerra civil, partidos de direita, fundamentalismo islâmico, o chamado conflito Israel-Palestina e, não em último lugar, o confronto Ucrânia-Rússia constituem o foco dos média. O discurso da decadência do capitalismo está agora na ponta da língua das várias esquerdas, mesmo se na Alemanha de Merkel reina uma tranquilidade enganadora. Procuram-se novas soluções. Vendo melhor, no entanto, verifica-se que a "questão do sistema" é respondida com concepções e receitas da velha esquerda: democracia económica, medidas keynesianas, economia solidária, commons e similares. Na primeira parte do seminário serão analisados dois aspectos da "Crise", na segunda, são dedicadas duas intervenções ao tema "Transformação".

Convite para o seminário EXIT! 2014 - (Roswitha Scholz e Claus Peter Ortlieb; Outubro de 2014) Deutsch

Manfred Sohn

VIOLAÇÃO DO DIREITO INTERNACIONAL !!!

"Robert Kurz escreveu com toda a razão já em 2003 sobre o "colapso do direito internacional" e apontou o pecado original do ataque da NATO contra a Jugoslávia. “O imperialismo global democrático abandonou o mandato das Nações Unidas deixando assim de reconhecer os seus próprios princípios." (1)

Aqueles que – especialmente na esquerda iludida – lamentam o declínio do direito internacional ignoram tanto a sua génese histórica como a sua limitação histórica. Ele esteve e está, nas suas migalhas residuais queixosamente reclamadas, ligado ao Estado-nação burguês. Mas o Estado-nação burguês está prestes a dissolver-se. Na sua fase ascendente, expansionista, o capitalismo formou Estados nacionais, soberanos ou – após a destruição completa de estruturas pré-capitalistas – colónias ou pseudo-Estados dependentes na periferia capitalista. Deste velho mundo de Estados do século XX resta cada vez menos e no decurso dos séculos XXI e XXII nada mais restará. Já não existe um Estado do Afeganistão, já não existe um Estado do Iraque, não existe um Estado da Ucrânia. Há no seu lugar, na periferia dos centros capitalistas, a propagação de áreas apátridas, que são dominados por gangues, estruturas mafiosas e senhores da guerra."

Violação do direito internacional!!! - (Manfred Sohn; Agosto de 2014) Deutsch

Anselm Jappe em Portugal


Anselm Jappe, autor de «Guy Debord», «As Aventuras da Mercadoria» e «Sobre a Balsa da Medusa - Ensaios acerca da Decomposição do Capitalismo», estará em Lisboa de 2 a 4 de Outubro 2014.

C.e.m centro em movimento

Richard Aabromeit

UMA CRÍTICA SEM VALOR?

O teste de Michael Wendl

"dois conceitos centrais em Marx, por um lado, a “contradição em processo” e, intimamente ligado com ela, o “limite interno” do capital. Ambos os conceitos estão completamente ausentes em Wendl e assim ele fica impedido de ver os momentos fundamentais das manifestações de crise capitalistas. A famosa citação do Fragmento sobre as Máquinas dos Grundrisse “O próprio capital é a contradição em processo, [pelo facto] de que procura reduzir o tempo de trabalho a um mínimo, ao mesmo tempo que, por outro lado, põe o trabalho como única medida e fonte da riqueza.” (MEW 42: 601) não aparece em Wendl nem formalmente de modo directo nem indiretamente em termos de conteúdo. Assim ele desiste da possibilidade de captar a crise de forma mais radical e, portanto, mais realista do que aqueles que criticou. Em complemento a isso, escreve Robert Kurz sobre o limite interno do capital: “A falta de ‘emprego’ global, por causa do nível de produtividade atingido na imanência, conduz à falta de “capacidade de exploração” do capital, e portanto à falta de produção de mais-valia real e com isso à falta de poder de compra no conjunto da sociedade. Para a reprodução sempre alargada do capital desenvolve-se assim aquele limite interno que, finalmente, após um período de incubação condicionado pelos ciclos de retorno (e pelos processos de simulação do capital financeiro), acaba por se manifestar na superfície do mercado como quebra das vendas. Situação em que a restrição do poder de compra social para lá de uma determinada medida, que o marxismo vulgar percebe como mera pobreza de massas a favor do capital, torna-se num problema da própria valorização.” (Kurz, 2013, EXIT 11: 70 sg). Wendl com o seu déficit sobre isto revela o “lugar vazio da teoria da crise” que “se [mostra] não apenas nas escolas do marxismo residual, como a que se agrupa em torno da revista Argument de Haug, do círculo em torno da Prokla mais academicamente plural ou da revista Sozialismus saída dos esforços de “reconstrução” da teoria de Marx, as quais ligaram amplamente a sua reflexão a interesses académicos, ideologias do movimento, conjunturas políticas ou tendências sindicais, mas também nas posições não imediatamente académicas ou redutoramente praxeológicas ou politicistas.” (Kurz, EXIT 10, 2012: 42)."

  Uma crítica sem valor? - (Richard Aabromeit; Julho de 2014) Deutsch

Tomasz Konicz

O MUNDO EM GUERRA CIVIL

"As áreas de guerra civil transnacional em expansão, que agora elevam o fluxo de refugiados para máximos sempre novos, encontram-se principalmente nas regiões em colapso na periferia do mercado mundial, nas quais, após o colapso da modernização atrasada nos anos de 1980 e 1990, não ocorreu mais qualquer valorização significativa do capital, tendo os respectivos aparelhos de Estado perdido a sua base financeira na forma de receitas fiscais e entrado num processo de “asselvajamento”. A produção tardo-capitalista da miséria dos refugiados foi precedida pela produção de um exército de desempregados; ela é constituída por pessoas que permanecem expostas ao terror do mercado mundial, embora não consigam vender-se nele. As ideologias do colapso (islamismo, extremismo de direita) estão a recrutar das suas fileiras os seguidores em crescimento dos seus cegos bandos e milícias.

Cada vez mais pessoas vêem a sua nua existência física ameaçada porque já não conseguem realizar a sua reprodução mediada pelo valor – e porque nenhum modo alternativo de reprodução está disponível. Os conflitos típicos da guerra civil constituem, assim, momentos de uma “guerra civil mundial” (Robert Kurz), como estádio final da decomposição do sistema capitalista mundial. As contradições sistémicas em agudização levariam o sistema capitalista mundial, numa “fuga para a frente” irracional, a uma nova guerra mundial, previa Kurz em 2008 (Poder Mundial e Dinheiro Mundial), sendo que no “nível de desenvolvimento da globalização” a questão já não é uma guerra entre blocos de poder imperiais nacionais por uma “nova partilha do mundo”: “Haveria que falar antes de uma nova guerra civil mundial de tipo novo, tal como já se apresentou nas guerras de ‘desestatização’ e de ordenamento mundial, desde a queda da União Soviética, que talvez não tenham passado dos seus prenúncios”."

  O Mundo em guerra civil - (Tomasz Konicz; Agosto de 2014) Deutsch

FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE

Objecções da crítica da dissociação-valor a algumas abordagens da actual crítica feminista da economia

 

No entanto, é preciso salientar que a sensualidade no domínio da reprodução, que na aparência é um dado imediato, o consumo e as actividades que o rodeiam, bem como as necessidades que aqui são satisfeitas, também devem ser considerados como historicamente devindos, perante o pano de fundo do processo global de dissociação-valor. Eles não podem ser mal entendidos como imediatamente naturais. Mesmo se comer, beber, amar etc. não se dissolvem em simbolizações, como afirmam os construcionismos vulgares, não podem ser ingenuamente pressupostos como dados ontológicos.

 

As categorias da economia política também noutro aspecto são insuficientes. A dissociação-valor implica uma relação sócio-psicológica específica. Determinadas qualidades menosprezadas (sensualidade, emotividade, fraqueza intelectual etc.) são atribuídas “à mulher” e separadas do sujeito masculino. Tais atribuições específicas de género caracterizam a ordem simbólica do patriarcado capitalista na sua essência. Portanto no caso da relação de género capitalista é preciso ir além da reprodução material e ter em conta tanto a dimensão da psicologia social como a dos símbolos culturais. É especialmente nestes níveis que o patriarcado capitalista se revela como um todo social (ver Scholz, 2011a).»

Feminismo - Capitalismo - Economia - Crise - (Roswitha Scholz; EXIT! nº11 Julho 2013) Deutsch

Roswitha Scholz

Homo Sacer e Os Ciganos

O Anticiganismo – Reflexões sobre uma variante essencial e por isso esquecida do racismo moderno

ANTÍGONA

«Nas relações patriarcais capitalistas, a dissociação-valor é o princípio fundamental de socialização, e não apenas o “valor”. A dissociação é um pressuposto para a formação do trabalho abstracto, tanto como este, inversamente, é também seu pressuposto. Existe uma relação dialéctica entre ambos, que se foi transformando no decurso de um processo histórico. Na Modernidade “a mulher” é considerada um “ser natural domesticado”. Pelo contrário, enquanto banido o cigano é livre como um pássaro (vogelfrei); encontra-se no exterior do mundo do trabalho e da lei, e precisamente nesta exclusão ele está dialecticamente incluído na forma jurídica, como homo sacer par excellence – sem dúvida de uma forma diferente da concepção burguesa da relação entre os sexos. Se a dissociação-valor como princípio fundamental se manifesta, por exemplo, no facto de se imaginar a cigana como prostituta, vagabunda e (não em último lugar) ladra, representando o pólo oposto à dona de casa virtuosa e mãe da Modernidade, esta circunstância prende-se com a existência como homo sacer, que representa a “lei” autêntica e fundamental da socialização da dissociação-valor na forma da ausência da lei. Importante é também que a forma feminina, portanto a imagem da cigana, não por acaso representa o cigano enquanto tal, circunstância que deve lembrar que as modernas ideias sobre os papéis dos sexos também contribuíram para a constituição das relações ciganas aparentemente autóctones.»

Homo Sacer e "Os Ciganos"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch

Robert Kurz

Dinheiro sem valor

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

ANTÍGONA

Dinheiro sem valor (Prefácio e Índice) - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

Cap. 20 - O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

20. O sacrifício e o regresso perverso do arcaico

«Este fantasmático sistema do “trabalho abstracto” como forma de movimento da “riqueza abstracta” está no mundo, mas não é deste mundo. Não é nenhum deus, mas o sacrificado que despertou para uma vida própria sintética, deveras fantasmal. Nunca ninguém viu fisicamente deus nenhum, mas o dinheiro transcendentalmente autonomizado pode tocar-se com a mão e até meter na boca, caso se queira. No entanto, continua a ser um extraterrestre. A sua redução a impulsos de lançamento electrónicos, por seu lado, nada altera no apriorismo transcendental; não é por isso que se evapora rumo ao céu. O que são as fantasias mais audaciosas da ficção científica perante esta monstruosidade histórica? O capitalismo não é nenhuma religião, mas sim a dissolução de toda a religião num movimento sacrificial terreno autonomizado: o fetiche do capital. Os fins limitados e imanentemente compreensíveis, diversos e, numa fase inicial, surgidos separadamente, da história da transformação e da constituição (revolução militar, protestantismo, evasões do emaranhado das relações de obrigação pessoais) confluíram, à medida que eram postos em prática, numa autopoiesis objectivada, ou seja, na dominação absurda sobre os humanos de um objecto por eles próprios criado. O “domínio do Homem sobre o Homem” de Marx já não é imediato, constituído de forma pessoal-sacral, mas a função objectivada de uma sujeição a essa tal acumulação como fim-em-si da antiga objectualidade do sacrifício.

Nesta perspectiva, também a revolução religiosa do cristianismo e as suas consequências desde a Antiguidade tardia se apresentam a uma outra luz. Na figura de Cristo, é o próprio Deus que se sacrifica para libertar os humanos da sua velha “culpa”. Aqui ocorre uma transformação simbólica da divindade transcendente na vítima terrena e física, ou seja, uma inversão no sentido oposto. Esta transformação é incompleta e ambivalente: incompleta porque a passagem de Deus à imanência terrena continua a ser inconsequente e a transcendência se mantém (daí também a materialização apenas do “filho” e a sua recuperação para o seio da transcendência através da “ascensão aos céus”); e ambivalente na medida em que a promessa da redenção total da eterna “culpa” está, ao mesmo tempo, associada a um regresso, se bem que apenas simbólico, do sacrifício humano arcaico, isto é, do Deus tornado Homem – tudo isto representado na simbologia “canibal” da ceia com a carne e o sangue de Cristo. Este aspecto criou repulsa e horror no mundo da Antiguidade tardia, devido à aparência de regressão a uma crueldade ritual arcaica, ao passo que a promessa de salvação a tal associada, por outro lado, também exercia uma tremenda atracção.»

O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

Robert Kurz

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

 

Um fragmento. Segunda parte

 

"Nenhuma crise histórica no capitalismo pode ser derivada de “lutas voluntárias” imediatas; mas a nova crise económica mundial iniciada no Outono de 2008 muito menos que qualquer das anteriores. Pois aqui já nem sequer superficialmente é possível construir uma conexão causal real com “lutas” ou com “políticas” conscientes, ou quando muito só por meio de fantasmagorias óbvias. O estourar das bolhas financeiras, a falência do Lehman Brothers e o que se seguiu não foi um complot do empire, nem sequer foi devido à mínima “luta social”, tanto nos EUA como noutros lados. Isso até os normalizados construtores de casinhas da Opel e os faz-tudo do submundo da esquerda radical compreendem. Por isso a ideologia de crise subjectivista, perante esta situação, tem de cair no apelo puramente mistificatório a um “nós” ideológico, na realidade dificilmente existente.

 

Nisto é bom sobretudo John Holloway que reintroduziu o conceito marxiano de fetiche novamente no pós-operaísmo apenas para o falsificar e minimizar “à maneira existencialista” como determinação de um epifenómeno solto. A total incapacidade para explicar a crise e o seu carácter histórico reinterpreta depois a própria impotência perante a objectivação capitalista como uma força criadora francamente divina: “A fúria da dignidade coloca-nos no centro. Nós produzimos o mundo com a nossa criatividade, com a nossa actividade. Somos nós também que produzimos o capitalismo que nos mata: por isso sabemos que podemos deixar de produzi-lo. Somos nós que produzimos a actual crise do capitalismo, ou melhor, nós somos a crise do capitalismo” (Holloway 2008, 17, destaque de Holloway). O facto de “todos nós” (o “nós” seriam então todos os membros da sociedade sem excepção) reproduzirmos o capitalismo e produzirmos a sua crise, uma vez que “nós” levamos a nossa existência no interior da sua constituição, é aqui retirado da objectivação subjacente e reinterpretado como fantasia de omnipotência subjectiva imediata, que só pode ser designada infantil e da qual não há qualquer consequência. Este “nós” constitui obviamente um mistificador plural majestático merecedor de escárnio. Se NÓS assim na NOSSA magnificência produzimos o mundo, então também somos NÓS que produzimos o capitalismo e mais ainda a sua crise porque NÓS em todo o caso já somos e fazemos sempre tudo. Mas, meu Deus, aqui para nós: não teríamos NÓS podido poupar a produção do capitalismo, se NÓS em todo o caso também produzimos a sua crise e a sua abolição? Ou servirá tudo isto apenas para NOSSO entretenimento porque NÓS na NOSSA superioridade houvemos por bem sentir aborrecimento?"

Crise e Crítica (Segunda parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 11 Julho de 2013) Deutsch

 

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

 

Um fragmento. Primeira parte

  

«Desde o Outono de 2008 que toda a gente fala de uma “crise secular” do capitalismo. Mesmo se o seu desenvolvimento ou ponto de partida não estão de modo nenhum bem estabelecidos e se as primeiras expressões de um verdadeiro pânico há muito foram novamente misturadas com mensagens de confiança baseadas no curtíssimo prazo, mesmo assim uma coisa parece clara: o abalo económico global aponta para um contexto causal profundo até aqui escondido. Representa um corte qualitativo, em paralelismo fatal com o colapso do socialismo de Estado 20 anos antes. Tal como então, do novo “fim de uma época” sairá um mundo profundamente modificado e tudo menos estável.

 

Nesta nova situação histórica, a teoria de Marx, já declarada morta repetidas vezes, ganha uma inesperada actualidade; e naturalmente em particular a teoria da crise. No entanto não se pode aqui recorrer a qualquer fundo seguro. A obra de Marx, numa multiplicidade de textos heterogéneos, atravessou uma história de interpretações ou “versões”, sempre mediada com a história do capitalismo e dos movimentos sociais surgidos nos diferentes níveis de desenvolvimento. Cada “fim de uma época” neste processo global exige um corte na interpretação teórica e no posterior desenvolvimento da teoria. Isto aplica-se também à teoria da crise. Por isso a nova crise económica mundial depara com um mosaico intrincado no campo de debate em torno da teoria de Marx que exige um processo de esclarecimento. O que não se consegue sem um conflito teórico, em que os diferentes padrões de interpretação se confrontem a fim de serem sintetizados e explicados na sua condicionalidade histórica.

 

O texto aqui apresentado está no contexto de uma elaboração teórica que desde os anos de 1980 procura reformular a crítica da economia política e tem assumido uma posição destacada justamente na teoria da crise. Esta abordagem teórica apresentou-se inicialmente com o rótulo de “crítica do valor”. Assim se faz referência às numerosas passagens de Marx que definem o capitalismo fundamentalmente como “o modo de produção baseado no valor”. Daí se conclui que a crítica do capitalismo só pode ser crítica radical do valor; ou seja, uma crítica e suplantação teóricas e em perspectiva práticas do contexto basilar formal e funcional deste modo de produção e de vida, tal como ele se apresenta nas categorias do trabalho abstracto, da forma do valor e da mercadoria, do dinheiro, do capital (valorização do valor como “sujeito automático”), do mercado e do Estado, contexto esse que foi definido por Marx como uma relação fetichista autonomizada face aos actores sociais.»

Crise e Crítica (Primeira parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 10 Outubro de 2012) Deutsch

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Desde 1989, quando se fala do "fim de uma era", na maior parte dos casos as pessoas referem-se à queda da RDA e do socialismo de Estado, na Rússia e na Europa Oriental; na sua sequência, ao fim da guerra-fria entre os blocos e ao desaparecimento das guerras "quentes" por procuração, nos pátios das traseiras do mercado mundial. Segundo os eufóricos da liberdade de então, a suposta vitória do capitalismo, paralelamente à generalização inevitável da "economia de mercado" e à constituição de um espaço económico unificado global segundo o padrão ocidental, deveria anunciar uma nova era de prosperidade global, desarmamento e paz. Esta expectativa revelou-se completamente ilusória. Nos últimos 17 anos desenvolveu-se realmente bem o contrário dos prognósticos interesseiros dos optimistas profissionais. A globalização trouxe, em levas sucessivas, cada vez mais zonas de pobreza em massa, guerras civis sem perspectiva, e um terrorismo pós-moderno neo-religioso que não se pode qualificar senão como bárbaro. O Ocidente, sob a direcção da última potência mundial, os Estados Unidos da América, reagiu a tudo isso com "guerras de ordenamento mundial" com igual falta de perspectivas e com uma precária administração da crise planetária (sobre isso vd. Kurz, 2003).

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

Daniel Späth

A AUTONOMIA FETICHISTA DA FORMAÇÃO IDEOLÓGICA ANTI-SIONISTA

Breve esboço da extensão do conceito de anti-semitismo

"Na verdade, já a obra do filósofo iluminista Immanuel Kant destila aquela coerção patogénica que nega "a priori" aos judeus e judias qualquer possibilidade de desenvolvimento de um Estado orgânico. Esta motivação anti-sionista (4) torna-se manifesta em seu trabalho Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft [A religião nos limites da simples razão]. Nele explicita o iluminista a condição da possibilidade de uma "comunidade ética" (5), que não só dá as suas leis politicamente, com coerção externa, mas também estabelece uma convicção moral, baseada na interiorização desta mesma coerção. Kant põe aqui em contraste um "bom" e um “mau” princípio no homem, situação em que apenas superando o último tal comunidade poderia ser constituída. Ora aqui é decisivo que ele atribui estes princípios à fé cristã e à fé religiosa, sendo que, como o título já evoca, a questão da fé é julgada sob as premissas da razão e da questão de saber qual a disposição "adequada", ou seja, moral da "comunidade". "Inadequado" em relação a esta "comunidade" a consolidar orgânica e eticamente é para Kant o judaísmo (6): Assim Deus ter-lhe-ia imposto que poderia fundar "apenas uma comunidade política, não uma comunidade ética" (7). O Estado judaico foi sempre, é sempre e sempre será um "estado impróprio", constituído apenas politicamente, sem capacidade para uma disposição moral. A nação judaica não é genuína, é uma "nação de comerciantes barulhentos", desprovida de qualquer forma de "reputação civil" (8). No jargão actual dos/das anti-sionistas, Kant já estava ciente de que a "comunidade" judaica apenas poderia ser uma "construção".

A Autonomia Fetichista da Formação Ideológica Anti-Sionista - (Daniel Späth; Janeiro de 2012) Deutsch

A contribuição do povo judeu na superação da crise do Antropoceno

"A humanidade vive hoje o perigo da sua própria extinção por força dos erros cometidos no Antropoceno e no tipo de sociedade erigida pela burguesia liberal - a sociedade da mercadoria - que tem levado o planeta a sua exaustão.
Isto exige um
a atitude por parte dos povos mais antigos e experientes no sentido de guiar a humanidade a uma outra forma de se viver, pois o capitalismo transformou-se em um inimigo da raça humana que precisa ser vencido e extirpado.
Propugnar a hoje a existência de dois Estados na Palestina em nada contribuirá para resolver os impasses da guerra, num momento de falência dos estados Nacionais , com o mundo sendo redesenhado, com o desaparecimento de países e o aparecimento de novos.
Objetivamente, a verdade é que o Estado Palestino em discussão já tornou-se inviável antes mesmo de existir, no seu nascedouro.
Que Estado será este? O do fundamentalismo medieval e obscurantista do Hamas ou o da burocracia corrupta da Cisjordânia?"

  A contribuição do povo judeu na superação da crise do Antropoceno  - (Arlindenor Pedro; Agosto de 2014)

Robert Kurz

OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA

Uma operação “chumbo derretido” para corações sensíveis

"É impressionante a rapidez com que esta fracção de linha dura entre os opositores de esquerda à intervenção militar israelita se constituiu transversalmente a todos os anteriores movimentos e posições e como, em poucas semanas, foram deixadas cair todas as inibições relativamente a comparações ou equiparações, até então ainda consideradas inaceitáveis, de Israel com os autores de genocídios, com todos os senhores da guerra dos grandes impérios e até mesmo com o Estado nacional-socialista. Antes só havia conhecimento disto com tal intensidade da parte de radicais de direita e de negadores do Holocausto. O descomedimento com que Israel foi declarado inimigo da humanidade por ocasião da guerra de fronteiras contra o Hamas repercute-se na exigência de um tribunal de julgamento de crimes de guerra do governo e dos oficiais do exército israelita, tal como num apelo de Naomi Klein, um ícone do movimento de crítica da globalização, para o boicote universal dos produtos israelitas, apelo que reformula sem rodeios a palavra de ordem nazi “não comprar nada aos judeus” e que foi apoiado no britânico Guardian por toda uma turma de ilustres professores de esquerda...
Sob as condições do capitalismo de crise globalizado, a fundação dum Estado palestiniano é completamente obsoleta; a ideia só se mantém de pé ideologicamente e por força dos interesses dos respectivos aparelhos e elites. A única solução possível consiste em os palestinianos terem autonomia no interior de Israel, ser finalmente dada a respectiva nacionalidade aos descendentes dos refugiados nos guetos nos países vizinhos e integrar nos Estados árabes vizinhos os territórios palestinianos fora de Israel; igualmente com o estatuto de autonomia. Que uma “nação” deva ser o máximo dos máximos e até mesmo um objectivo vital é tão absurdo e anacrónico para a população palestiniana com para os curdos; tanto mais que as nações se estão a desfazer e a tribalizar em grande parte do mundo. O próprio Estado judaico é uma solução de emergência a partir de um contexto social mundial para o qual não existe qualquer equivalente palestiniano. Como mostra a guerra civil entre Hamas e a Fatah em Gaza, o Estado palestiniano desfaz-se ainda antes da sua possível fundação. Regimes bárbaros pós-estatais como o Hamas e o Hesbollah não têm qualquer direito à existência."

Os assassinos de crianças de Gaza - Robert Kurz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

A GUERRA CONTRA OS JUDEUS

Porque se volta a opinião pública global contra Israel na crise económica

"Assim a propaganda islâmica do massacre da população civil cai em terreno fértil. Com efeito, o Hamas transforma a população em refém, exactamente como o Hezbollah libanês em 2006, ao transformar mesquitas em depósitos de armas e ao permitir que seus quadros armados atirem a partir de escolas ou hospitais. A opinião pública mundial não dá importância a isso, pois já reconheceu o Hamas como “força da ordem” no meio da crise social. Por isso o pragmatismo capitalista se volta cada vez mais contra a autodefesa israelita, como se pode observar até na imprensa burguesa liberal. Este é, afinal, o segredo da viragem neo-estatista perante a queda da economia global: as massas depauperadas devem ser pacificadas autoritariamente, e para isso agora até o islamismo serve, mais ainda se ele logra legitimar-se formalmente como democracia. Mesmo uma esquerda, que já não tem qualquer objectivo socialista e se vangloria da “perda de todas as certezas” pós-moderna, corre o risco de ser absorvida pela administração autoritária da crise e como flanqueamento ideológico aceitar a inevitabilidade da guerra islâmica contra os judeus. O conflito por procuração alcançou uma dimensão social no plano global. Contra o mainstream ideológico, faz-se mister constatar que o aniquilamento do Hamas e do Hezbollah é condição elementar não apenas de uma paz capitalista precária na Palestina, mas também de uma melhoria das condições sociais. Se as perspectivas para tanto são más, são boas para a desagregação da sociedade mundial na barbarização."

A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Italiano

A Guerra de Ordenamento Mundial

O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização

"O papel da teoria crítica não pode ser o de inventar "planos de paz" para o Próximo Oriente com base no "realismo" capitalista. Sobre esta base, de qualquer modo, não haverá nunca paz em lado nenhum. O papel da teoria crítica é a análise incorruptível das relações sociais, da qual resulta como consequência imanente a crítica radical destas relações. Neste sentido, relativamente às complexas relações entre a ideologia de crise anti-semita (em todo o mundo, no Ocidente e especialmente também na Alemanha e na Áustria), a evolução social em Israel e o chamado conflito da Palestina, só pode tratar-se de ligar a defesa da existência de Israel ao apoio da esquerda secular israelita e a uma luta comum contra o processo de barbarização do sistema produtor de mercadorias a nível mundial.

Esta necessária ligação tem o seu conteúdo objectivo precisamente na defesa primária de Israel, como existência tornada Estado da resistência contra a síndrome global do anti-semitismo; pois esta existência encontra-se ameaçada, não só a partir do exterior, mas também a partir do interior. Nos anos noventa ocorreu uma ruptura na sociedade israelita, que até coloca fundamentalmente em questão a referência comum à memória do Holocausto. Assim declarava o rabino ultra Chaim Miller: "A nossa intenção é de uma estrita separação entre crentes e não crentes na questão do Holocausto" (cit. de: Der Spiegel 8/1995). O chefe do partido ultra-religioso Agu-dat-Israel, Mosche Feldmann, "exigiu a instituição de um lugar de memória alternativo para os crentes" (ibidem). Esta dissociação ameaça os judeus seculares vítimas dos nazis de serem eliminados até da memória: as "verdadeiras" vítimas já são então apenas os estritamente religiosos, tal como os "verdadeiros" judeus vivos devem ser apenas os ultras. Uma tal deslegitimação interna do projecto sionista põe em questão o lugar histórico de Israel, uma vez que os critérios de inclusão e exclusão são fundamentalmente deslocados e o fundamento (negativo) da legitimação deixa de ser o anti-semitismo global, para o seu lugar ser ocupado por um etno-nacionalismo positivo, excluidor da esquerda judaica secular.

Não é de prever que a curto ou médio prazo Israel possa ser vencido militarmente em sentido tradicional pelo mundo árabe, que ficou muito para trás em termos capitalistas. Em vez disso, Israel está a ser posto em causa pela pulsão de morte da razão capitalista, tanto a partir do exterior como do interior; por comandos suicidas, porventura com cargas explosivas atómicas ou biológicas, bem como pela autodestruição teocrática e racista. O calculismo do imperialismo ocidental do petróleo poderia aceitar precisamente uma destruição violenta da sociedade israelita a partir de dentro como pretexto para uma reorganização regional, que simultaneamente deixaria o caminho livre à ideologia de crise anti-semita no próprio Ocidente."

A crise do sistema mundial e o novel vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español English

As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo I - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo II - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Império e os Seus Teóricos - Capitulo VII - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

A Guerra de Ordenamento Mundial - Bibliografia - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

O pequeno-aburguesamento da Pós-Modernidade e o regresso da utopia do dinheiro de Silvio Gesell

"A cisão esquizofrênica e a polaridade entre falsa identidade e projeção, em vários planos sobrepostos, formam a base da estrutura ideológica que pode ser descrita como economia política do anti-semitismo. O nacional-socialismo pôs em prática essa concepção paradigmaticamente. Não desempenhou nenhum papel prático, quanto a isso, o fato de o anti-semita Gottfried Feder inspirar-se em Silvio Gesell para criar uma "moeda Feder", semelhante ao princípio da "redução monetária", como se queixam os neogesellianos (cf. Gerhard Senft, Weder Kapita!ismus noch Kommunismus, Berlim, 1990, p. 196). A "moeda Feder", por assim dizer, não viu a luz do dia em proporções sociais relevantes, a exemplo da utopia monetária de Gesell. Efetivamente, a política monetária do nacional-socialismo incorreu no extremo oposto, ao criar, com ajuda da chamada "cédula Mefo", um gigantesco programa de crédito protokeynesiano, que possivelmente conduziria ao colapso monetário e à hiperinflação, mesmo com uma vitória militar do regime nazista. Em essência, a economia do nacional-socialismo (à semelhança do contemporâneo planejamento estatal da União Soviética e do New Deal norte-americano, de Roosevelt) era comandada pelo Estado, enquanto a utopia monetária pseudogeselliana de Feder servia, quando muito, para guarnecer uma ideologia anti-semita. A marca geral da época era a ilusão da "primazia da política", que também foi apropriada pelo regime nacional-socialista (cf. Christina Kruse, Die Vokswirtschaftslehre im Nationalsozialismus, Freihurg, 1988).

Porém a utopia monetária da economia vulgar só podia ser, mesmo assim, um pretexto e um disfarce para o desvario da projeção, que integra a lógica da mercadoria. O nacional-socialismo fez o possível para preservar essa projeção, atuando de ambos os lados de seu mecanismo. Tanto os grupos definidos, de maneira racial e sociodarwinista, como "inferiores" (eslavos, homossexuais, ciganos, deficientes físicos etc.) assim como os judeus, definidos de maneira anti-semita como negativamente ‘‘superiores", foram levados para os campos de extermínio: "O sujeito do valor pleno tem de enfrentar-se com os inferiores e os superiores" (Joahim Bruhn, op. cii., p. 19). O filisteu de uniforme preto, que se imaginava como sujeito-trabalho ou como sujeito-mercadoria geneticamente "saudável", queria eliminar os dois lados do "estrangeiro" em seu próprio ser, enviando "o outro" para a câmara de gás.

O caráter singular do nacional-socialismo consiste justamente no fato de ele, em uma situação histórica especifica, ter realizado, por assim dizer, todas as conseqüências dessa economia política do anti-semitismo. Do mesmo modo que se apegaram à lenda positiva de Wörgl, os neogesellianos quiseram, assim também, apegar-se à lenda negativa de que o regime nazista havia tão-somente ‘‘roubado" a panacéia de sua utopia monetária , sem jamais procurar realizá-la. Essa utopia do dinheiro "honesto", contudo, é impossível de ser realizada em qualquer versão, e, diante das necessidades atuais de cientificização, ela é menos provável do que nunca. O que se pode realizar, porém, e isso mostraram os nazistas, é a lógica da projeção oculta na utopia monetária burguesa, que acaba em extermínio. O sujeito-trabalho ou o sujeito-mercadoria não escapam ilesos, mas, em princípio, em seu desvario estrutural, são capazes do Holocausto."

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

Manfred Sohn

RECENSÃO TARDIA

Robert Kurz, Weltordnungskrieg – Das Ende der Souveränität und die Wandlungen des Imperialismus im Zeitalter der Globalisierung [A Guerra de Ordenamento Mundial – O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização*], Bad Honnef 2003

 (...) o livro é muito mais do que uma descrição brilhante do nosso mapa-múndi político. É também uma obra económica aprofundada e – talvez mais que todas as outras publicações de Kurz – uma obra filosófica. Isso faz com que o livro, para quem não está familiarizado com o mundo conceptual de nomos, ontologia, mito e pós-modernismo fenomenológico, se torne por vezes difícil e só se consiga ler com um léxico de palavras estrangeiras. Mas o essencial é no fundo simples e compreensível, mesmo para os filosoficamente leigos: O capitalismo é o sistema social que gira em torno da transformação de D (= dinheiro) em D' (= mais dinheiro) e nesse sentido o sistema que fez de um nada sem alma o seu núcleo essencial. Ao longo dos séculos do seu desenvolvimento ele sugou as relações humanas cada vez mais para dentro deste buraco negro, esvaziou-as e destruiu-as. A esta ausência de alma e à tendência do capitalismo para puxar tudo o que vive para este vazio do D – D’ sem sentido e morto chama Kurz a pulsão de morte do capitalismo, a qual, em sua fase de declínio e final, se manifesta logicamente no desprezo individual mesmo da própria vida nos atentados suicidas em regiões em decadência do capitalismo e na perspectiva (para Kurz próxima) do inferno da desgraça nuclear iminente. A época do fascismo alemão é por ele analisada numa das passagens mais brilhantes, como uma espécie de prólogo deste desenvolvimento que na sua vil excrescência ainda está à nossa frente."

Recensão tardia - (Manfred Sohn; Junho de 2014) Deutsch

Tomasz Konicz

FARINHA DO MESMO SACO

Nova Guerra Fria uma ova: Rússia e China são parte integrante do capital mundial

  Farinha do mesmo saco - (Tomasz Konicz; Junho de 2014) Deutsch

Anselm Jappe

Alienação, reificação e fetichismo da mercadoria - (Anselm Jappe; Abril de 2014) (pdf)

Claus Peter Ortlieb

MOEDAS FALSAS DIGITAIS E OUTRAS

O que revela a carreira dos Bitcoins sobre a situação do meio dinheiro

Os selvagens de Cuba achavam que o ouro era o fetiche dos espanhóis.

Organizaram uma festa em honra do ouro, cantaram à volta dele e depois lançaram-no ao mar.

Karl Marx, 1842, MEW 1, p. 147

Sob o título Bits e Barbárie, Paul Krugman, aqui frequentemente citado (a última vez em Fim do Jogo), conta no New York Times de 22 de Dezembro do ano passado uma fábula sobre três tipos de criação de dinheiro, dois dos quais constituem uma regressão monetária, que seria devida à estranha decisão de muitas pessoas de fazerem o tempo andar para trás do nível de progresso alcançado em séculos.

Moedas falsas digitais e outras - (Claus Peter Ortlieb; Março de 2014 Deutsch

Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz: (Álvaro Briales Conseco; Outubro 2013). pdf)

El "patriarcado productor de mercancías" debate con Roswitha Scholz em Madrid (áudio); Novembro 2013 Deutsch

Robert Kurz

A HISTÓRIA COMO APORIA

Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche

(3ª Série)

SINOPSE: 1. A abordagem da teoria da história para além do marxismo tradicional/ 2. A problemática do conceito de história como constructo moderno/ 3. Aporias solúveis e insolúveis/ 4. A crítica radical da modernidade não pode deixar de ter uma teoria da história/ 5. Dissociação e fetiche/ 6. Capitalismo e Religião/ 7. Sobre o conceito de relações de fetiche/ 8. Metafísica, transcendência e transcendentalidade/ 9. Da divisão de épocas ao relativismo da história/ 10. Alinhar com o processo de desmoronamento da filosofia burguesa da história?/ 11. Que significa pensar contra si mesmo?/ 12. A dialéctica da teoria da história em Adorno/ 13. Crítica do conhecimento da teoria da dissociação e crítica do conceito de história/ 14. Teoria negativa da história e programa de desontologização/ 15. Um novo conceito de unidade entre continuidade e descontinuidade/ 16. Conceitos afirmativos da reprodução e conceitos histórico-críticos da reflexão/ 17. Ruptura ontológica e “superavit crítico [kritischer Uberschuss]”/ 18. Insuficiências e conteúdos de ideologia alemã, reaccionários, da hermenêutica da história/ 19. Fossilização ontológica como vingança da dialéctica/ 20. Consequências possíveis: pose neo-existencialista, decisionismo, reformismo neo-verde.

  A História como aporia (3ª série) - (Robert Kurz; Maio de 2007) Deutsch

A História como aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch

A História como aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch

Robert Kurz

UM MUNDO SEM DINHEIRO

«O pensamento utópico sempre jogou com a ideia de abolir o dinheiro. Mas tal pensamento normalmente não foi longe, pois o dinheiro constitui apenas a superfície de uma determinada forma social. O dinheiro, como disse Marx, é a manifestação de uma entidade social, a saber, do "trabalho abstracto" e do valor (da valorização). Ora, quem quer abolir apenas a manifestação superficial, sem chegar ao fundo da entidade subjacente, traz mais desgraça que libertação. Num sistema de produção de mercadorias em economia empresarial, atingido o dinheiro na sua função reguladora ou mesmo totalmente abolido, no seu lugar só pode surgir uma burocracia totalitária. Na história recente, o regime de Pol Pot tornou realidade as horríveis consequências disso; mas também os regimes desenvolvimentistas do socialismo e do capitalismo de estado disso tinham elementos. Outras formas de abolição do dinheiro, como por exemplo os anéis de troca, não só têm que prescindir das vantagens de uma socialização em alto grau, mas também apenas podem trazer sub-rogações do dinheiro (senhas de serviço, etc.) e no fim têm de falhar, como é precisamente o caso de novo na Argentina.»

Um Mundo sem Dinheiro - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch Español English

CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA E VERDE É A TEORIA

O problema da práxis como evergreen de uma crítica truncada do capitalismo e a história das esquerdas

«A necessidade de aliviar-se “de qualquer maneira” na prática e de um activismo que não quer receber e continuar a exercer a teoria enquanto tal, mas que a quer “realizar” de forma imediatamente prática, e que a apreende em geral a priori num “horizonte de aplicação” parece ser tão forte como a necessidade de urinar. Assim sendo, deter-se “na” teoria provoca um mal-estar semelhante a uma bexiga cheia, mesmo quando ainda não se empreendeu nem se apreendeu muito do ponto de vista teórico. Antes de se entregar à nova problemática da reflexão, antes de desenvolver um pensamento teórico em geral, já não é possível segurar-se e já se quer passar a “vias de facto”, o que geralmente acaba por sujar a roupa. O importante é que seja “prático”. Uma tal incontinência no tocante à tão invocada relação entre teoria e práxis aponta para um entendimento truncado, e arraigado no marxismo tradicional, um entendimento que sempre liga a reflexão teórica a uma “capacidade de acção” ou a uma práxis já pré-estabelecida. A teoria crítica deverá então ser, por um lado, um “manual de instruções para a acção”, merecendo, nesse sentido, gozar de estima; mas, por outro lado, como algo inferior e não-autónomo perante a ominosa “práxis”, ela só deverá ter validade na relação de aplicação.`»

Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch

OS FANTASMAS REAIS DA CRISE MUNDIAL

(Cap. II do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

No essencial é a "continuação da concorrência por outros meios" que dá origem à violência nas regiões de crise e derrocada generalizadas. De certo modo, esta nova forma de reacção não deixa de evidenciar algum parentesco com a velha política capitalista e com a vetusta lógica de expansão imperial. Também a política burguesa enquanto tal afinal não constitui outra coisa senão uma "continuação da concorrência por outros meios"; e esta nunca deixou de desembocar na desregulamentação do uso da violência, sob a forma de uma política externa imperial. A violência da concorrência de crise no limiar do século XXI, no entanto, já apenas constitui uma cruel caricatura desta relação fundamental burguesa. E o facto de a violência se virar, no essencial, para o interior, e não para o exterior, é mais um sinal de decadência da subjacente pseudo-civilização do dinheiro. A relação inverteu-se: Já não é o inimigo externo mas, sim, o inimigo interno a determinar a definição do conflito. Agora a imagem do inimigo interno é construída e desenvolvida até à explosão de excessos, com o mesmo esforço cultural e psíquico outrora usado para definir a imagem do inimigo externo.

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo II - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

De modo tão ilusório como na "questão da mulher", neste contexto o Ocidente também é apresentado como ultra-aberto no que diz respeito ao comportamento sexual, à homossexualidade masculina e feminina etc. A tolerância superficial face aos trans-flexi pretende esconder o facto de que, mais do que permitir diferentes orientações sexuais, o objectivo é impor identidades compulsoriamente flexíveis compatíveis com a globalização e perfeitamente economificadas sem, por isso, suplantar a estrutura fundamental compulsivamente heterossexual. Os Talibãs bárbaros como inimigos das mulheres e adversários dos "perversos" são assim transformados em mera superfície de projecção para poder esconder completamente, na celebração da civilidade burguesa, a relação básica de género inimiga das mulheres e compulsivamente heterossexual que serve de fundamento à sociedade burguesa...

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO

(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

No processo de barbarização e autodestruição do sistema mundial dominante existe um foco em que se enredam de um modo especial a destrutiva globalização capitalista, a história e a constituição ideológica do mundo moderno nos seus limites sistémicos históricos – é o Próximo Oriente, com Israel e o chamado conflito da Palestina ao centro. À primeira vista parece tratar-se do campo mais importante do imperialismo ocidental do petróleo. O que naturalmente é certo, tendo em conta o cru interesse da cultura de combustão capitalista. Mas este conflito não se circunscreve de modo nenhum a esse aspecto; pelo contrário, ele inclui ainda outra dimensão essencial completamente diferente, que é a lógica do anti-semitismo, como ideologia de crise capitalista central, e a constituição do Estado de Israel a ela associada, Estado este que por isso mesmo não é um Estado como os outros.

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2011 para 2012

"A esquerda que cheira o traseiro de cada manifestação social à vista na rua o que mais gostaria era de se regalar nas paisagens florescentes de um ano revolucionário em 2011. Para além da falta de vergonha para voltar a desenterrar e a remoer freneticamente a palavra começada por R, que estava enterrada e esquecida, a mera adulação dos diversos protestos e levantamentos não ajuda nada a causa da libertação social. Marx sublinhou com razão que uma transformação verdadeiramente revolucionária apenas progride na medida em que os seus começos e fases de transição são criticados sem dó nem piedade, para os superar e para repelir as suas meias-verdades, falácias e aberrações. Se assim não for, todo o empreendimento se pode transformar no seu contrário. Decisiva aqui é a importância da reflexão teórica. Isto é especialmente verdade numa situação como a de hoje, em que ainda não há uma ideia desenvolvida da ruptura revolucionária com a ordem estabelecida. A forma de mediação é a polémica contra o estado dos movimentos, e não o envolvimento disposto a adaptar-se, reagindo de modo puramente táctico às dificuldades ideológicas e limitando-se a reflectir afirmativamente para os intervenientes a sua falsa consciência imediatista. Depois de mais de 250 anos de história da modernização não há mais espontaneidade inocente..."

Não há revolução em lado nenhum - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Français

Robert Kurz

A INDÚSTRIA CULTURAL NO SÉCULO XXI

Sobre a actualidade da concepção de Adorno e Horkheimer

 

Da crítica aparente da burguesia intelectual ao culto pós-moderno da superficialidade * Crítica cultural elitista ou emancipatória? * Reducionismo tecnológico * A publicidade como percepção cultural do mundo e de si mesmo * A continuação do "trabalho abstracto" e da concorrência por outros meios * A Internet como novo meio central da indústria cultural * A virtualização do mundo da vida * Interatividade da Web 2.0 e individualização * Uma cultura grátis paga cara * O limite interno do capital e a crise económica da indústria cultural * A caminho do esgotamento das reservas culturais * O mundo não é um acessório. Por que é impossível uma "revolução cultural" separada

A Indústria Cultural no Século XXI - (Robert Kurz; EXIT! nº 9  Março de 2012) Deutsch Vídeo

Roswitha Scholz

Reedição 

O SEXO DO CAPITALISMO

Teorias feministas e a metamorfose pós-moderna do capital

As teses fundamentais deste livro, cuja primeira edição saiu na Primavera de 2000, relacionaram directamente pela primeira vez a crítica do patriarcado moderno com as formas capitalistas basilares de "trabalho abstracto" e valor, em vez de se ficarem no plano sociológico. Ultrapassando o feminismo anterior desenvolve-se a abordagem de uma teorização que apresenta a relação de género burguesa no mesmo nível de abstracção que a crítica da economia política de Marx. Indo para lá quer da antiga noção marxista de "contradição secundária" quer da dissolução pós-moderna do princípio fundamental capitalista em diferenças e situações particulares, a teoria da dissociação sexual ousa afirmar uma nova compreensão da totalidade social que rompe com o universalismo androcêntrico do aparelho conceptual dominante.

Encomendas nas livrarias ou directamente na editora Horlemann: info@horlemann-verlag.de

O Sexo do Capitalismo. Segunda edição - (Roswitha Scholz; Junho 2011) Deutsch

O Sexo do Capitalismo [Excertos] - (Roswitha Scholz; Janeiro 2000) Deutsch

Robert Kurz

Um crítico da economia política

Ricardo Antunes, da Unicamp, e Dieter Heidemann, junto com membros do Grupo de Estudos de Crítica ao Valor-Cisão, da USP, refletem sobre o legado da obra e do pensamento do filósofo alemão Robert Kurz, falecido no mês (Julho) passado

Entrevista de Ricardo Antunes e Dieter Heidemann, junto com membros do Grupo de Estudos de Crítica ao Valor-Cisão, da USP (Agosto 2012)

Roswitha Scholz

 

ESTENDE O TEU MANTO, MARIA!

Produção e reprodução na crise do capitalismo

Estende o teu manto, Maria! - (Roswitha Scholz; Junho 2010) Deutsch Français

Em memória de Robert Kurz

Em memória de Robert Kurz - (Claus Peter Ortlieb; EXIT! nº 10 Dezembro de 2012) Deutsch

Elogio de Robert Kurz, proferido em 26 de Julho de 2012 no cemitério Wöhrd em Nuremberga

Heribert Böttcher - Elogio de Robert Kurz, proferido em 26 de Julho de 2012 no cemitério Wöhrd em Nuremberga Deutsch

DINHEIRO SEM VALOR

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

Pois justamente hoje recomenda-se que se procure a distância teórica não tanto no silêncio de muitos anos de desenvolvimento do conceito da obra de arte total, mas sim como formulação do conflito no corpo a corpo no campo de debate. Num tempo de reais rupturas de época, trata-se menos do que nunca de uma mera compreensão filológica no sentido académico, mas sim afinal da práxis histórica da crítica radical. Também o esclarecimento da relação entre o lógico e o histórico na teoria de Marx, um ponto importante na discussão aqui referida, tem consequências decisivas para uma abolição da sociedade fetichista capitalista, a ser definida de novo após o fim inglório dos programas anteriores de socialismo e comunismo.

Dinheiro sem valor - Novo livro - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

 

Roswitha Scholz

SIMONE DE BEAUVOIR HOJE

DESVALORIZAÇÃO DUPLA

Mas logo que a inundação de dinheiro dos bancos centrais para lá do resgate dos balanços se transforme em procura real, será despertado o potencial de inflação. Como a crise tem vindo a desenvolver-se há tanto tempo, poderá até ocorrer, pela primeira vez na história do capitalismo, uma desvalorização simultânea do meio dinheiro em si e de grande parte do capital (mercadorias, meios de produção, força de trabalho). Esta desvalorização dupla significaria a apresentação à falência histórica do “modo de produção baseado no valor" (Marx) como um todo, por já não conseguir servir de suporte a qualquer reprodução social.

Desvalorização dupla - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Español

 

Roswitha Scholz

 

O Tabu da Abstracção no Feminismo - (Roswitha Scholz; EXIT! nº8 Julho 2011) Deutsch

EUTANÁSIA ECONÓMICA

Como os hospitais gregos estão praticamente falidos, as grandes empresas farmacêuticas suspenderam o fornecimento de medicamentos para o cancro, para a SIDA e para a hepatite; e o abastecimento de insulina também foi interrompido. Este não é um caso especial, mas a imagem do futuro. Pelo menos aos doentes pobres e "supérfluos", não mais utilizáveis do ponto de vista capitalista, será assinalado por todos os peritos o que já o rei Frederico da Prússia berrou aos seus soldados em fuga do campo de batalha: "Cães, vocês querem viver para sempre?"

 Eutanásia económica - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch

O CAPITALISMO NÃO SE REPETE

Na atitude perante a vida, a lembrança de tempos supostamente melhores, por exemplo, do milagre económico, não passa de nostalgia. Na cultura pop chama-se a isso "retro": Quando os produtores de ideias não se lembram de mais nada, eles requentam coisas velhas ligeiramente modificadas. E ao voltar à "cena do crime" pela terceira vez deve ter-se em atenção se ela foi vista há poucos anos. Nada de novo sob o sol, parece ser o lema. De algum modo se espalhou a crença de que quem quiser encontrar uma receita para o presente só tem de olhar para o passado. Por que outra razão estariam a política, os média e a ciência económica, perante a crise em desenvolvimento nos últimos anos, sempre à procura de paralelos históricos? Quem abre um jornal acredita muitas vezes que está perante uma aula de história.

O capitalismo não se repete - (Robert Kurz; Dezembro de 2011) Deutsch

Robert Kurz

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte

Nota prévia * 23 Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª. * 24 A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas * 25 A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política * 26 A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado * 27 O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda * 28 O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista * 29 Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental * 30 A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral" * 31 A política como definição do inimigo existencial * 32 Estado de excepção e capacidade política * 33 Executores e executados do estado de excepção * 34 Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda * 35 A miséria do positivismo jurídico * 36 A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses * Antevisão da terceira parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 8  Julho de 2011) Deutsch

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte

 

 1 O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial • 2 A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise • 3 Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização • 4 A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes • 5 O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã • 6 "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários • 7 Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau • 8 O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida • 9 Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral" • 10 O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral" • 11 A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral" • 12 O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial • 13 A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel • 14 A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral" • 15 Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização • 16 O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário • 17 A repetição feminista da emancipação redutora • 18 O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado • 19 A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental • 20 O duplo Marx e a dupla definição do político • 21 O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels • 22 Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels • Antevisão da segunda parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 7  Dezembro de 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS

A identidade (masculina) pós-moderna entre a mania da diferenciação e a segurança da teoria marxista vulgar. Réplica às críticas à teoria da dissociação e do valor

Não digo nada sem a minha alltours - (Roswitha Scholz; EXIT! nº7 Dezembro 2010) Deutsch

Apresentação do ensaio “O Valor é o Homem” de Roswitha Scholz e da teoria da dissociação-valor

Apresentação do ensaio "O Valor é o Homem" de Roswitha Scholz e da teoria da dissociação-valor - (Bruno Lamas; Outubro de 2011)

 

A inocência perdida da produtividade

A inocência perdida da produtividade - Claus Peter Ortlieb; Maio de 2010 Deutsch  English Francais

A ECONOMIA EMPRESARIAL COMO JOGO DE RISCO

A economia empresarial como jogo de risco - Robert Kurz; Abril de 2011 Deutsch 

A EUROLÂNDIA ESTÁ REDUZIDA A CINZAS

A inflação só é evitada à custa de uma deflação radical

A salvação do Euro e do sistema bancário, de todo o modo em grande parte já dependente da alimentação endovenosa pelo Estado, e que agora também assenta em títulos de dívida pública duvidosos, só vai à custa da depressão nos países do Euro financeiramente fracos. A agulha já esta feita para aí na Grécia; seguem-se a Espanha, Portugal e outros países.

A Eurolândia está reduzida a cinzas - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch Español

Robert Kurz

A TEORIA DE MARX, A CRISE E A ABOLIÇÃO DO CAPITALISMO

Perguntas e respostas sobre a situação histórica da crítica social radical

Nota: A entrevista que se segue constitui a introdução a uma colectânea de análises e ensaios do autor, a publicar em França.

A teoria de Marx, a crise e a abolição do capitalismo - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch

FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA

Na urgência de um realismo dialéctico hoje

Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais

 Forma social e totalidade concreta  - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO

“Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital

O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

UMA CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA

Sobre a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise final

1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão

 

Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch

Robert Kurz

CRISE ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.

Comunicação apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009

Crise Económica Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert Kurz; Novembro de 2009 Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

A ROTA DE COLISÃO NO PACÍFICO

O milagre da exportação da China baseava-se no milagre do consumo dos E.U.A.

A Rota de Colisão no Pacífico - Robert Kurz; Outubro de 2009 Deutsch

ASSISTIR O CAPITALISMO NA DOENÇA?

A esquerda e o crash financeiro histórico

Nota prévia: Versão textualizada da comunicação apresentada ao congresso da ATTAC “O capitalismo está no fim?”, ocorrido de 6 a 8/03/2009 na Universidade Técnica de Berlim. Texto publicado na documentação do Congresso (Editora VSA, Hamburgo)

Assistir o capitalismo na doença? - Robert Kurz; Março de 2009 Deutsch

O CAPITAL E A HISTÓRIA

A confiança no capitalismo parece inabalável, até na esquerda. Ele renascerá como Fénix das cinzas de todas as crises e iniciará novas retomas. Entretanto, já não pode ser negado que estamos actualmente confrontados com uma queda histórica. Uma nova crise económica mundial com consequências imprevisíveis está na ordem do dia da história. Porém, apesar de tudo, a pergunta geral é apenas: Quando é que a crise acaba? Que capitalismo virá após a crise? Esta expectativa alimenta-se do entendimento de que o capitalismo é o "eterno retorno do mesmo". Os mecanismos fundamentais da valorização permanecem sempre os mesmos. É verdade que há revoluções tecnológicas, convulsões sociais, mudanças nas "relações de forças" e novas potências hegemónicas. Mas esta é apenas uma superficial "história de eventos", um eterno sobe e desce de ciclos. Nesta perspectiva, a crise é meramente funcional para o capitalismo. Ela leva à "limpeza", pois desvaloriza o capital em excesso. Assim se abre caminho para novos processos de acumulação.

  O Capital e a História - Robert Kurz; Abril de 2009 Deutsch Vídeo

ENTREVISTA À REVISTA ONLINE PORTUGUESA “SHIFT”, ZION EDIÇÕES

Entrevista à Revista Online Portuguesa "SHIFT", ZION EDIÇÕES - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch Italiano

WASTE TO WASTE

Os Roma e “nós”

WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch

Robert Kurz

ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE “TELEPOLIS”

(Hannover, Alemanha)

Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch

O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"

O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo

1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX – breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.

O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

A RUPTURA ONTOLÓGICA

Antes do início de uma outra história mundial

A Ruptura Ontológica - Robert Kurz; Agosto de 2004 Deutsch

BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL

Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial

Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005  Deutsch

O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO

(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo  - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS

Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois  (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS

Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal

Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura

    Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO

Uma aliança não santa de transviados da modernização

A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch

A Substância do Capital

O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.

Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".

O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo

A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.

"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"

A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch

A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS

Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.

Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização

A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

TABULA RASA

Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?

Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)

A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ

Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos

A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)

ONTOLOGIA NEGATIVA

Os obscurantistas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade

A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.

Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)

Robert Kurz

Razão Sangrenta

20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"

O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.

Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español

AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?

Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español

Textos, entrevistas, conferências

-2013-

BATER CONTRA A PAREDE

Bater contra a parede - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2013 Deutsch

LIMITES NO ENDIVIDAMENTO E TRAVÕES NA RACIONALIDADE

Limites no endividamento e travões na racionalidade  - (JustIn Monday; Novembro de 2013 Deutsch

FIM DO JOGO

Fim do jogo - (Claus Peter Ortlieb; Agosto de 2013 Deutsch

ELOGIO DO ESBANJAMENTO

Elogio do esbanjamento - (JustIn Monday; Agosto de 2013 Deutsch

A “explosão da cidade” e a trajectória do capitalismo

A "explosão da cidade"  e a trajectória do capitalismo - (Bruno Lamas; Outubro de 2013)

O trabalho abstracto e o carácter ideológico da arquitectura funcionalista moderna

O trabalho abstracto e o carácter ideológico da arquitectura funcionalista moderna - (Bruno Lamas; Março de 2013

-2012-

ESPIRAL DESCENDENTE

Espiral descendente - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2012 Deutsch

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda - (Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2012 Deutsch Français Italiano

"MUITAS VENDAS E MUITO TRABALHO"

 "Muitas vendas e muito trabalho" - (JustIn Monday; Agosto de 2012 Deutsch

O TERROR DA CRISE

O terror da crise - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Français

-2011-

CEGOS NA CRISE

Cegos na crise - Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2011 Deutsch

O FIM DO BOOM DAS MATÉRIAS-PRIMAS

O fim do Boom das matérias-primas   - (Robert Kurz; Outubro de 2011) Deutsch

Apresentação do ensaio “O Valor é o Homem” de Roswitha Scholz e da teoria da dissociação-valor

Apresentação do ensaio "O Valor é o Homem" de Roswitha Scholz e da teoria da dissociação-valor - (Bruno Lamas; Outubro de 2011)

A educação para a barbárie

A educação para a barbárie - (Moinhos Satânicos; Setembro de 2011)

O FIM DA FÁBULA DO AUTOMÓVEL

O fim da fábula do automóvel - (Robert Kurz; Agosto de 2011) Deutsch

OS DEPÓSITOS DE LIXO TÓXICO DO CRÉDITO

Os depósitos de lixo tóxico do crédito - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

O TERROR DA POUPANÇA E A REVOLTA

O Terror da Poupança e a Revolta - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

REAÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL

Reação em Cadeia Pós-Nacional - Robert Kurz; Junho de 2011 Deutsch

UM HERÓI DO MUNDO PÓS-MODERNO

Um Herói do Mundo Pós-Moderno - Robert Kurz; Março de 2011 Deutsch

A ECONOMIA POLÍTICA DA EDUCAÇÃO

A economia política da educação - Robert Kurz; Março de 2011  Deutsch

TRABALHO SEM VALOR

Trabalho sem valor - Robert Kurz; Maio de 2011 Deutsch

A BOMBA INFLACIONÁRIA

A Bomba inflacionária - Robert Kurz; Fevereiro de 2011 Deutsch

O CONSUMO DO FUTURO

O Consumo do Futuro - Robert Kurz; Janeiro de 2011 Deutsch

-2010-

POLÍTICA DE BALANÇOS CRIATIVOS

Política de balanços criativos - Robert Kurz; Novembro de 2010 Deutsch

PRÉMIO NOBEL PARA O HARTZ IV

Prémio Nobel para o Hartz IV - Robert Kurz; Outubro de 2010 Deutsch

ENTRE A MANIA DA POUPANÇA E A MANIA DAS GRANDEZAS

Entre a mania da poupança e a mania das grandezas - Robert Kurz; Setembro de 2010 Deutsch

O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL

O Fim da economia da potência mundial - Robert Kurz; Agosto de 2010 Deutsch

QUEM VIVE ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES?

Quem vive acima das suas possibilidades? - Robert Kurz; Junho de 2010 Deutsch

A BOLHA CHINESA

A bolha chinesa - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch

Falência do Estado e assalto aos bancos

Falência do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch

NO FIO DA NAVALHA

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010

No fio da navalha - Robert Kurz; Janeiro de 2010 Deutsch

-2009-

SOBREPRODUÇÃO

SOBREPRODUÇÃO - Robert Kurz; Dezembro de 2009 Deutsch

QUEM REGULA O QUÊ?

Porque está a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória

Quem regula o quê? - Robert Kurz; Setembro de 2009 Deutsch

CAPITALISMO SEM MAIS-VALIA?

Um debate insuficiente sobre os limites do crescimento

 Capitalismo sem mais-valia - Robert Kurz; Julho de 2009 Deutsch

O CREPÚSCULO DO EURO

O crepúsculo do euro - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch

ECONOMIA E PSICOLOGIA

Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch

DEFLAÇÃO E INFLAÇÃO

Deflação e Inflação - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Español

-2008-

O CARISMA DA CRISE

Por que está a obamania condenada ao fracasso

O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL

Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE

Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil

Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU

A ÚLTIMA INSTÂNCIA

A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch

A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL

A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa

A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch

CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS

A longa ressaca após o desastre da Telekom

Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch

A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO

Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais

 A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch

-2007-

O lado obscuro do capital

O lado obscuro do capital - (Johannes Vogele; Outubro de 2007) Français

TEMPO É ASSASSÍNIO

   Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch

DESARMAMENTO MORAL

A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social

Desarmamento Moral  - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch

A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO

A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch

-2006-

Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho

Revista Trópico, Setembro de 2006

Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho; Setembro de 2006

A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS

A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch

CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO

Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch

-2005-

A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER

O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia

A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch

O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR

Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade

O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch

MAIS VALIA ABSOLUTA

Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch

-2004-

A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO

A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español

Novos e velhos combates

A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.

Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE

Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens

O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch

O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA

O Ultimo Estádio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español

A nova simultaneidade histórica

O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.

A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English

-2003-

AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO

LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA

As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español

O que é a terciarização?

Perspectivas de mudança social.

O que é a terciarização - (Robert Kurz; Novembro 2003) Deutsch Español English Italiano

Um corte maior: Anulação das dívidas

Um corte maior: Anulação das dívidas - (Robert Kurz; Setembro 2003) Deutsch

Não-rentáveis, uni-vos!

Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais

A MÃE DE TODAS AS BATALHAS

A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français

IMPERIALISMO DE CRISE

6 Teses sobre o carácter das novas guerras de ordenamento mundial

Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano

-2002-

A GUERRA CONTRA A CRISE

A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español

ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS

Economia política dos direitos humanos - (Robert  Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano

CONTRA-REALISMO

Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English

A pulsão de morte da concorrência

Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise

A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español

A guerra dos dois mundos

A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español

-2001-

Economia totalitária e paranóia do terror

A pulsão de morte da razão capitalista  

Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert  Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano

As leituras de Marx no Século XXI

As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español

POPULISMO HISTÉRICO

A confusão de sentimentos burgueses e a busca de bodes expiatórios

Populismo histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch English Español Italiano

-2000-

Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.

Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español

-1999-

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Edição Portuguesa Deutsch Español English

O Homem Flexível

O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano

A expropriação do tempo

A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Français

-1998-

APOCALYPSE NOW!

Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural

Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch

O DUPLO MARX

O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español

Objetividade inconsciente

Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza

Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español

-1997-

ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA

Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"

Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español

Canhões e Capitalismo

A revolução militar como origem da modernidade

Canhões e Capitalismo -(Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français

-1996-

Os últimos combates

O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.

Os últimos combates - (Robert Kurz; Março de 1996) Deutsch Español

-1995-

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO

Sobre a contradição histórica na teoria de Marx

O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch

A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS

Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global

A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español

-1994-

O FIM DA POLÍTICA

Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria

O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano

-1993-

DOMINAÇÃO SEM SUJEITO

SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA

Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español

-1992-

O valor é o homem

Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos

O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch

-1991-

A HONRA PERDIDA DO TRABALHO

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español  Italiano

A Superação da Crise e "Utopia"

Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.

A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)

Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)

Outros Textos

A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno

A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord

Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)

Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)

Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)

O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)

Últimos textos: "EDITORIAL DA REVISTA EXIT nº 11" " CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI" "EXIT! - AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA" ...Robert Kurz; "O sacrifício e o regresso perverso do arcaico" "NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM" "Não há Leviatã que vos salve" "OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA" "CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA  E VERDE A TEORIA" "O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO" "A HISTÓRIA COMO APORIA (3ª série)" "A SUBSTÂNCIA DO CAPITAL (segunda parte)" "A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO" "A DESCER NO ELEVADOR DA HISTÓRIA" "O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR" "O IMPÉRIO E OS SEUS TEÓRICOS" "DEAD MEN WRITING" "O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE" "OS FANTASMAS REAIS DA CRISE MUNDIAL" "A REVOLUÇÃO DAS BOAS MANEIRAS" "TABULA RASA " ... Roswitha Scholz; "FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE" O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO" "NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS" "FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA " "A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno" "O ser-se supérfluo e a "angústia da classe média"  "Homo Sacer e "Os Ciganos" "SOBRE O CONCEITO DE VALOR E DE VALOR-DISSOCIAÇÃO" "O REGRESSO DO JORGE" "DON’T TREAT EVERY "THING" ALIKE!" "A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS" ...Veja todos os textos por ordem cronológica em índice, por autores clic em autores.

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