EXIT! CRISE E CRÍTICA DA SOCIEDADE DAS MERCADORIAS

CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch

 textos por temas | actual crise | EXIT! | autores | entrevistas | livros | theory in progress | belicismo | mct | cisão krisis | índice | links

Robert Kurz

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Desde 1989, quando se fala do "fim de uma era", na maior parte dos casos as pessoas referem-se à queda da RDA e do socialismo de Estado, na Rússia e na Europa Oriental; na sua sequência, ao fim da guerra-fria entre os blocos e ao desaparecimento das guerras "quentes" por procuração, nos pátios das traseiras do mercado mundial. Segundo os eufóricos da liberdade de então, a suposta vitória do capitalismo, paralelamente à generalização inevitável da "economia de mercado" e à constituição de um espaço económico unificado global segundo o padrão ocidental, deveria anunciar uma nova era de prosperidade global, desarmamento e paz. Esta expectativa revelou-se completamente ilusória. Nos últimos 17 anos desenvolveu-se realmente bem o contrário dos prognósticos interesseiros dos optimistas profissionais. A globalização trouxe, em levas sucessivas, cada vez mais zonas de pobreza em massa, guerras civis sem perspectiva, e um terrorismo pós-moderno neo-religioso que não se pode qualificar senão como bárbaro. O Ocidente, sob a direcção da última potência mundial, os Estados Unidos da América, reagiu a tudo isso com "guerras de ordenamento mundial" com igual falta de perspectivas e com uma precária administração da crise planetária (sobre isso vd. Kurz, 2003).

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

Daniel Späth

A AUTONOMIA FETICHISTA DA FORMAÇÃO IDEOLÓGICA ANTI-SIONISTA

Breve esboço da extensão do conceito de anti-semitismo

"Na verdade, já a obra do filósofo iluminista Immanuel Kant destila aquela coerção patogénica que nega "a priori" aos judeus e judias qualquer possibilidade de desenvolvimento de um Estado orgânico. Esta motivação anti-sionista (4) torna-se manifesta em seu trabalho Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft [A religião nos limites da simples razão]. Nele explicita o iluminista a condição da possibilidade de uma "comunidade ética" (5), que não só dá as suas leis politicamente, com coerção externa, mas também estabelece uma convicção moral, baseada na interiorização desta mesma coerção. Kant põe aqui em contraste um "bom" e um “mau” princípio no homem, situação em que apenas superando o último tal comunidade poderia ser constituída. Ora aqui é decisivo que ele atribui estes princípios à fé cristã e à fé religiosa, sendo que, como o título já evoca, a questão da fé é julgada sob as premissas da razão e da questão de saber qual a disposição "adequada", ou seja, moral da "comunidade". "Inadequado" em relação a esta "comunidade" a consolidar orgânica e eticamente é para Kant o judaísmo (6): Assim Deus ter-lhe-ia imposto que poderia fundar "apenas uma comunidade política, não uma comunidade ética" (7). O Estado judaico foi sempre, é sempre e sempre será um "estado impróprio", constituído apenas politicamente, sem capacidade para uma disposição moral. A nação judaica não é genuína, é uma "nação de comerciantes barulhentos", desprovida de qualquer forma de "reputação civil" (8). No jargão actual dos/das anti-sionistas, Kant já estava ciente de que a "comunidade" judaica apenas poderia ser uma "construção".

A Autonomia Fetichista da Formação Ideológica Anti-Sionista - (Daniel Späth; Janeiro de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz

Homo Sacer e Os Ciganos

O Anticiganismo – Reflexões sobre uma variante essencial e por isso esquecida do racismo moderno

ANTÍGONA

«Nas relações patriarcais capitalistas, a dissociação-valor é o princípio fundamental de socialização, e não apenas o “valor”. A dissociação é um pressuposto para a formação do trabalho abstracto, tanto como este, inversamente, é também seu pressuposto. Existe uma relação dialéctica entre ambos, que se foi transformando no decurso de um processo histórico. Na Modernidade “a mulher” é considerada um “ser natural domesticado”. Pelo contrário, enquanto banido o cigano é livre como um pássaro (vogelfrei); encontra-se no exterior do mundo do trabalho e da lei, e precisamente nesta exclusão ele está dialecticamente incluído na forma jurídica, como homo sacer par excellence – sem dúvida de uma forma diferente da concepção burguesa da relação entre os sexos. Se a dissociação-valor como princípio fundamental se manifesta, por exemplo, no facto de se imaginar a cigana como prostituta, vagabunda e (não em último lugar) ladra, representando o pólo oposto à dona de casa virtuosa e mãe da Modernidade, esta circunstância prende-se com a existência como homo sacer, que representa a “lei” autêntica e fundamental da socialização da dissociação-valor na forma da ausência da lei. Importante é também que a forma feminina, portanto a imagem da cigana, não por acaso representa o cigano enquanto tal, circunstância que deve lembrar que as modernas ideias sobre os papéis dos sexos também contribuíram para a constituição das relações ciganas aparentemente autóctones.»

Homo Sacer e "Os Ciganos"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch

Robert Kurz

Dinheiro sem valor

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

ANTÍGONA

Dinheiro sem valor (Prefácio e Índice) - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

Cap. 20 - O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

20. O sacrifício e o regresso perverso do arcaico

«Este fantasmático sistema do “trabalho abstracto” como forma de movimento da “riqueza abstracta” está no mundo, mas não é deste mundo. Não é nenhum deus, mas o sacrificado que despertou para uma vida própria sintética, deveras fantasmal. Nunca ninguém viu fisicamente deus nenhum, mas o dinheiro transcendentalmente autonomizado pode tocar-se com a mão e até meter na boca, caso se queira. No entanto, continua a ser um extraterrestre. A sua redução a impulsos de lançamento electrónicos, por seu lado, nada altera no apriorismo transcendental; não é por isso que se evapora rumo ao céu. O que são as fantasias mais audaciosas da ficção científica perante esta monstruosidade histórica? O capitalismo não é nenhuma religião, mas sim a dissolução de toda a religião num movimento sacrificial terreno autonomizado: o fetiche do capital. Os fins limitados e imanentemente compreensíveis, diversos e, numa fase inicial, surgidos separadamente, da história da transformação e da constituição (revolução militar, protestantismo, evasões do emaranhado das relações de obrigação pessoais) confluíram, à medida que eram postos em prática, numa autopoiesis objectivada, ou seja, na dominação absurda sobre os humanos de um objecto por eles próprios criado. O “domínio do Homem sobre o Homem” de Marx já não é imediato, constituído de forma pessoal-sacral, mas a função objectivada de uma sujeição a essa tal acumulação como fim-em-si da antiga objectualidade do sacrifício.

Nesta perspectiva, também a revolução religiosa do cristianismo e as suas consequências desde a Antiguidade tardia se apresentam a uma outra luz. Na figura de Cristo, é o próprio Deus que se sacrifica para libertar os humanos da sua velha “culpa”. Aqui ocorre uma transformação simbólica da divindade transcendente na vítima terrena e física, ou seja, uma inversão no sentido oposto. Esta transformação é incompleta e ambivalente: incompleta porque a passagem de Deus à imanência terrena continua a ser inconsequente e a transcendência se mantém (daí também a materialização apenas do “filho” e a sua recuperação para o seio da transcendência através da “ascensão aos céus”); e ambivalente na medida em que a promessa da redenção total da eterna “culpa” está, ao mesmo tempo, associada a um regresso, se bem que apenas simbólico, do sacrifício humano arcaico, isto é, do Deus tornado Homem – tudo isto representado na simbologia “canibal” da ceia com a carne e o sangue de Cristo. Este aspecto criou repulsa e horror no mundo da Antiguidade tardia, devido à aparência de regressão a uma crueldade ritual arcaica, ao passo que a promessa de salvação a tal associada, por outro lado, também exercia uma tremenda atracção.»

O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

Robert Kurz

OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA

Uma operação “chumbo derretido” para corações sensíveis

"É impressionante a rapidez com que esta fracção de linha dura entre os opositores de esquerda à intervenção militar israelita se constituiu transversalmente a todos os anteriores movimentos e posições e como, em poucas semanas, foram deixadas cair todas as inibições relativamente a comparações ou equiparações, até então ainda consideradas inaceitáveis, de Israel com os autores de genocídios, com todos os senhores da guerra dos grandes impérios e até mesmo com o Estado nacional-socialista. Antes só havia conhecimento disto com tal intensidade da parte de radicais de direita e de negadores do Holocausto. O descomedimento com que Israel foi declarado inimigo da humanidade por ocasião da guerra de fronteiras contra o Hamas repercute-se na exigência de um tribunal de julgamento de crimes de guerra do governo e dos oficiais do exército israelita, tal como num apelo de Naomi Klein, um ícone do movimento de crítica da globalização, para o boicote universal dos produtos israelitas, apelo que reformula sem rodeios a palavra de ordem nazi “não comprar nada aos judeus” e que foi apoiado no britânico Guardian por toda uma turma de ilustres professores de esquerda...
Sob as condições do capitalismo de crise globalizado, a fundação dum Estado palestiniano é completamente obsoleta; a ideia só se mantém de pé ideologicamente e por força dos interesses dos respectivos aparelhos e elites. A única solução possível consiste em os palestinianos terem autonomia no interior de Israel, ser finalmente dada a respectiva nacionalidade aos descendentes dos refugiados nos guetos nos países vizinhos e integrar nos Estados árabes vizinhos os territórios palestinianos fora de Israel; igualmente com o estatuto de autonomia. Que uma “nação” deva ser o máximo dos máximos e até mesmo um objectivo vital é tão absurdo e anacrónico para a população palestiniana com para os curdos; tanto mais que as nações se estão a desfazer e a tribalizar em grande parte do mundo. O próprio Estado judaico é uma solução de emergência a partir de um contexto social mundial para o qual não existe qualquer equivalente palestiniano. Como mostra a guerra civil entre Hamas e a Fatah em Gaza, o Estado palestiniano desfaz-se ainda antes da sua possível fundação. Regimes bárbaros pós-estatais como o Hamas e o Hesbollah não têm qualquer direito à existência."

Os assassinos de crianças de Gaza - Robert Kurz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

A GUERRA CONTRA OS JUDEUS

Porque se volta a opinião pública global contra Israel na crise económica

"Assim a propaganda islâmica do massacre da população civil cai em terreno fértil. Com efeito, o Hamas transforma a população em refém, exactamente como o Hezbollah libanês em 2006, ao transformar mesquitas em depósitos de armas e ao permitir que seus quadros armados atirem a partir de escolas ou hospitais. A opinião pública mundial não dá importância a isso, pois já reconheceu o Hamas como “força da ordem” no meio da crise social. Por isso o pragmatismo capitalista se volta cada vez mais contra a autodefesa israelita, como se pode observar até na imprensa burguesa liberal. Este é, afinal, o segredo da viragem neo-estatista perante a queda da economia global: as massas depauperadas devem ser pacificadas autoritariamente, e para isso agora até o islamismo serve, mais ainda se ele logra legitimar-se formalmente como democracia. Mesmo uma esquerda, que já não tem qualquer objectivo socialista e se vangloria da “perda de todas as certezas” pós-moderna, corre o risco de ser absorvida pela administração autoritária da crise e como flanqueamento ideológico aceitar a inevitabilidade da guerra islâmica contra os judeus. O conflito por procuração alcançou uma dimensão social no plano global. Contra o mainstream ideológico, faz-se mister constatar que o aniquilamento do Hamas e do Hezbollah é condição elementar não apenas de uma paz capitalista precária na Palestina, mas também de uma melhoria das condições sociais. Se as perspectivas para tanto são más, são boas para a desagregação da sociedade mundial na barbarização."

A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Italiano

A Guerra de Ordenamento Mundial

O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização

"O papel da teoria crítica não pode ser o de inventar "planos de paz" para o Próximo Oriente com base no "realismo" capitalista. Sobre esta base, de qualquer modo, não haverá nunca paz em lado nenhum. O papel da teoria crítica é a análise incorruptível das relações sociais, da qual resulta como consequência imanente a crítica radical destas relações. Neste sentido, relativamente às complexas relações entre a ideologia de crise anti-semita (em todo o mundo, no Ocidente e especialmente também na Alemanha e na Áustria), a evolução social em Israel e o chamado conflito da Palestina, só pode tratar-se de ligar a defesa da existência de Israel ao apoio da esquerda secular israelita e a uma luta comum contra o processo de barbarização do sistema produtor de mercadorias a nível mundial.

Esta necessária ligação tem o seu conteúdo objectivo precisamente na defesa primária de Israel, como existência tornada Estado da resistência contra a síndrome global do anti-semitismo; pois esta existência encontra-se ameaçada, não só a partir do exterior, mas também a partir do interior. Nos anos noventa ocorreu uma ruptura na sociedade israelita, que até coloca fundamentalmente em questão a referência comum à memória do Holocausto. Assim declarava o rabino ultra Chaim Miller: "A nossa intenção é de uma estrita separação entre crentes e não crentes na questão do Holocausto" (cit. de: Der Spiegel 8/1995). O chefe do partido ultra-religioso Agu-dat-Israel, Mosche Feldmann, "exigiu a instituição de um lugar de memória alternativo para os crentes" (ibidem). Esta dissociação ameaça os judeus seculares vítimas dos nazis de serem eliminados até da memória: as "verdadeiras" vítimas já são então apenas os estritamente religiosos, tal como os "verdadeiros" judeus vivos devem ser apenas os ultras. Uma tal deslegitimação interna do projecto sionista põe em questão o lugar histórico de Israel, uma vez que os critérios de inclusão e exclusão são fundamentalmente deslocados e o fundamento (negativo) da legitimação deixa de ser o anti-semitismo global, para o seu lugar ser ocupado por um etno-nacionalismo positivo, excluidor da esquerda judaica secular.

Não é de prever que a curto ou médio prazo Israel possa ser vencido militarmente em sentido tradicional pelo mundo árabe, que ficou muito para trás em termos capitalistas. Em vez disso, Israel está a ser posto em causa pela pulsão de morte da razão capitalista, tanto a partir do exterior como do interior; por comandos suicidas, porventura com cargas explosivas atómicas ou biológicas, bem como pela autodestruição teocrática e racista. O calculismo do imperialismo ocidental do petróleo poderia aceitar precisamente uma destruição violenta da sociedade israelita a partir de dentro como pretexto para uma reorganização regional, que simultaneamente deixaria o caminho livre à ideologia de crise anti-semita no próprio Ocidente."

A crise do sistema mundial e o novel vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español English

As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo I - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo II - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Império e os Seus Teóricos - Capitulo VII - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

A Guerra de Ordenamento Mundial - Bibliografia - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

O pequeno-aburguesamento da Pós-Modernidade e o regresso da utopia do dinheiro de Silvio Gesell

"A cisão esquizofrênica e a polaridade entre falsa identidade e projeção, em vários planos sobrepostos, formam a base da estrutura ideológica que pode ser descrita como economia política do anti-semitismo. O nacional-socialismo pôs em prática essa concepção paradigmaticamente. Não desempenhou nenhum papel prático, quanto a isso, o fato de o anti-semita Gottfried Feder inspirar-se em Silvio Gesell para criar uma "moeda Feder", semelhante ao princípio da "redução monetária", como se queixam os neogesellianos (cf. Gerhard Senft, Weder Kapita!ismus noch Kommunismus, Berlim, 1990, p. 196). A "moeda Feder", por assim dizer, não viu a luz do dia em proporções sociais relevantes, a exemplo da utopia monetária de Gesell. Efetivamente, a política monetária do nacional-socialismo incorreu no extremo oposto, ao criar, com ajuda da chamada "cédula Mefo", um gigantesco programa de crédito protokeynesiano, que possivelmente conduziria ao colapso monetário e à hiperinflação, mesmo com uma vitória militar do regime nazista. Em essência, a economia do nacional-socialismo (à semelhança do contemporâneo planejamento estatal da União Soviética e do New Deal norte-americano, de Roosevelt) era comandada pelo Estado, enquanto a utopia monetária pseudogeselliana de Feder servia, quando muito, para guarnecer uma ideologia anti-semita. A marca geral da época era a ilusão da "primazia da política", que também foi apropriada pelo regime nacional-socialista (cf. Christina Kruse, Die Vokswirtschaftslehre im Nationalsozialismus, Freihurg, 1988).

Porém a utopia monetária da economia vulgar só podia ser, mesmo assim, um pretexto e um disfarce para o desvario da projeção, que integra a lógica da mercadoria. O nacional-socialismo fez o possível para preservar essa projeção, atuando de ambos os lados de seu mecanismo. Tanto os grupos definidos, de maneira racial e sociodarwinista, como "inferiores" (eslavos, homossexuais, ciganos, deficientes físicos etc.) assim como os judeus, definidos de maneira anti-semita como negativamente ‘‘superiores", foram levados para os campos de extermínio: "O sujeito do valor pleno tem de enfrentar-se com os inferiores e os superiores" (Joahim Bruhn, op. cii., p. 19). O filisteu de uniforme preto, que se imaginava como sujeito-trabalho ou como sujeito-mercadoria geneticamente "saudável", queria eliminar os dois lados do "estrangeiro" em seu próprio ser, enviando "o outro" para a câmara de gás.

O caráter singular do nacional-socialismo consiste justamente no fato de ele, em uma situação histórica especifica, ter realizado, por assim dizer, todas as conseqüências dessa economia política do anti-semitismo. Do mesmo modo que se apegaram à lenda positiva de Wörgl, os neogesellianos quiseram, assim também, apegar-se à lenda negativa de que o regime nazista havia tão-somente ‘‘roubado" a panacéia de sua utopia monetária , sem jamais procurar realizá-la. Essa utopia do dinheiro "honesto", contudo, é impossível de ser realizada em qualquer versão, e, diante das necessidades atuais de cientificização, ela é menos provável do que nunca. O que se pode realizar, porém, e isso mostraram os nazistas, é a lógica da projeção oculta na utopia monetária burguesa, que acaba em extermínio. O sujeito-trabalho ou o sujeito-mercadoria não escapam ilesos, mas, em princípio, em seu desvario estrutural, são capazes do Holocausto."

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

Manfred Sohn

RECENSÃO TARDIA

Robert Kurz, Weltordnungskrieg – Das Ende der Souveränität und die Wandlungen des Imperialismus im Zeitalter der Globalisierung [A Guerra de Ordenamento Mundial – O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização*], Bad Honnef 2003

 (...) o livro é muito mais do que uma descrição brilhante do nosso mapa-múndi político. É também uma obra económica aprofundada e – talvez mais que todas as outras publicações de Kurz – uma obra filosófica. Isso faz com que o livro, para quem não está familiarizado com o mundo conceptual de nomos, ontologia, mito e pós-modernismo fenomenológico, se torne por vezes difícil e só se consiga ler com um léxico de palavras estrangeiras. Mas o essencial é no fundo simples e compreensível, mesmo para os filosoficamente leigos: O capitalismo é o sistema social que gira em torno da transformação de D (= dinheiro) em D' (= mais dinheiro) e nesse sentido o sistema que fez de um nada sem alma o seu núcleo essencial. Ao longo dos séculos do seu desenvolvimento ele sugou as relações humanas cada vez mais para dentro deste buraco negro, esvaziou-as e destruiu-as. A esta ausência de alma e à tendência do capitalismo para puxar tudo o que vive para este vazio do D – D’ sem sentido e morto chama Kurz a pulsão de morte do capitalismo, a qual, em sua fase de declínio e final, se manifesta logicamente no desprezo individual mesmo da própria vida nos atentados suicidas em regiões em decadência do capitalismo e na perspectiva (para Kurz próxima) do inferno da desgraça nuclear iminente. A época do fascismo alemão é por ele analisada numa das passagens mais brilhantes, como uma espécie de prólogo deste desenvolvimento que na sua vil excrescência ainda está à nossa frente."

Recensão tardia - (Manfred Sohn; Junho de 2014) Deutsch

Robert Kurz

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

 

Um fragmento. Primeira parte

  

«Desde o Outono de 2008 que toda a gente fala de uma “crise secular” do capitalismo. Mesmo se o seu desenvolvimento ou ponto de partida não estão de modo nenhum bem estabelecidos e se as primeiras expressões de um verdadeiro pânico há muito foram novamente misturadas com mensagens de confiança baseadas no curtíssimo prazo, mesmo assim uma coisa parece clara: o abalo económico global aponta para um contexto causal profundo até aqui escondido. Representa um corte qualitativo, em paralelismo fatal com o colapso do socialismo de Estado 20 anos antes. Tal como então, do novo “fim de uma época” sairá um mundo profundamente modificado e tudo menos estável.

 

Nesta nova situação histórica, a teoria de Marx, já declarada morta repetidas vezes, ganha uma inesperada actualidade; e naturalmente em particular a teoria da crise. No entanto não se pode aqui recorrer a qualquer fundo seguro. A obra de Marx, numa multiplicidade de textos heterogéneos, atravessou uma história de interpretações ou “versões”, sempre mediada com a história do capitalismo e dos movimentos sociais surgidos nos diferentes níveis de desenvolvimento. Cada “fim de uma época” neste processo global exige um corte na interpretação teórica e no posterior desenvolvimento da teoria. Isto aplica-se também à teoria da crise. Por isso a nova crise económica mundial depara com um mosaico intrincado no campo de debate em torno da teoria de Marx que exige um processo de esclarecimento. O que não se consegue sem um conflito teórico, em que os diferentes padrões de interpretação se confrontem a fim de serem sintetizados e explicados na sua condicionalidade histórica.

 

O texto aqui apresentado está no contexto de uma elaboração teórica que desde os anos de 1980 procura reformular a crítica da economia política e tem assumido uma posição destacada justamente na teoria da crise. Esta abordagem teórica apresentou-se inicialmente com o rótulo de “crítica do valor”. Assim se faz referência às numerosas passagens de Marx que definem o capitalismo fundamentalmente como “o modo de produção baseado no valor”. Daí se conclui que a crítica do capitalismo só pode ser crítica radical do valor; ou seja, uma crítica e suplantação teóricas e em perspectiva práticas do contexto basilar formal e funcional deste modo de produção e de vida, tal como ele se apresenta nas categorias do trabalho abstracto, da forma do valor e da mercadoria, do dinheiro, do capital (valorização do valor como “sujeito automático”), do mercado e do Estado, contexto esse que foi definido por Marx como uma relação fetichista autonomizada face aos actores sociais.»

Crise e Crítica (Primeira parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 10 Outubro de 2012) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

OS CURANDEIROS

Um balanço intercalar da crise do euro com base nos dados oficiais

A causa mais profunda da crise global, que é também a da crise do euro, é que cada vez é necessário menos trabalho para produzir para todos, com o que cada vez mais pessoas se tornam supérfluas para o capitalismo. Se é certo que nesta situação para uma empresa, uma localização, ou um país inteiro se torna necessário manter ou aumentar a respectiva competitividade, mais certo é que os esforços generalizados nesse sentido podem apenas agravar a crise. O que aqui ainda é chamado de crise, portanto, transforma-se em estado permanente. Sem fim à vista.

Os curandeiros - (Claus Peter Ortlieb; Junho de 2014 Deutsch

Tomasz Konicz

FARINHA DO MESMO SACO

Nova Guerra Fria uma ova: Rússia e China são parte integrante do capital mundial

  Farinha do mesmo saco - (Tomasz Konicz; Junho de 2014) Deutsch

A automatização da produção e a lógica do capital

A automatização da produção e a lógica do capital; (Rumores da crise; Maio de 2014)

Anselm Jappe

Alienação, reificação e fetichismo da mercadoria - (Anselm Jappe; Abril de 2014) (pdf)

Claus Peter Ortlieb

MOEDAS FALSAS DIGITAIS E OUTRAS

O que revela a carreira dos Bitcoins sobre a situação do meio dinheiro

Os selvagens de Cuba achavam que o ouro era o fetiche dos espanhóis.

Organizaram uma festa em honra do ouro, cantaram à volta dele e depois lançaram-no ao mar.

Karl Marx, 1842, MEW 1, p. 147

Sob o título Bits e Barbárie, Paul Krugman, aqui frequentemente citado (a última vez em Fim do Jogo), conta no New York Times de 22 de Dezembro do ano passado uma fábula sobre três tipos de criação de dinheiro, dois dos quais constituem uma regressão monetária, que seria devida à estranha decisão de muitas pessoas de fazerem o tempo andar para trás do nível de progresso alcançado em séculos.

Moedas falsas digitais e outras - (Claus Peter Ortlieb; Março de 2014 Deutsch

JustIn Monday

"MUITAS VENDAS E MUITO TRABALHO"

Sobre o significado do keynesianismo, a propósito do livro de Paul Krugman Acabem com esta Crise Já!

«O livro de Paul Krugman Acabem com esta Crise Já! [original: End This Depression Now!, 2012] está concebido como um escrito de divulgação científica popular de inspiração keynesiana, em polémica contra o padrão, muito semelhante em todo o mundo, de resposta ao colapso do mercado financeiro iminente desde 2008, e contra as consequências que provoca a sua repetida prevenção. E assim se lê também. Ele combate principalmente a ideia de que é preciso poupar na crise. "‘Os peritos altamente respeitáveis’, como alguns os chamam sarcasticamente, deitaram ao lixo um conhecimento decisivo de Keynes: ‘É na retoma e não a crise o momento certo para medidas de austeridade’. Hoje, os governos precisam de gastar mais dinheiro e não menos, e até que o sector privado seja capaz de promover novamente a retoma. Em vez disso, programas de austeridade destruidores de postos de trabalho estão a ser considerados a resposta para tudo ultimamente." É assim que logo o texto de badana se atira ao assunto e assim vai continuar de seguida.»

 "Muitas vendas e muito trabalho" - (JustIn Monday; Agosto de 2012 Deutsch

Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz: (Álvaro Briales Conseco; Outubro 2013). pdf)

El "patriarcado productor de mercancías" debate con Roswitha Scholz em Madrid (áudio); Novembro 2013 Deutsch

FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE

Objecções da crítica da dissociação-valor a algumas abordagens da actual crítica feminista da economia

 

No entanto, é preciso salientar que a sensualidade no domínio da reprodução, que na aparência é um dado imediato, o consumo e as actividades que o rodeiam, bem como as necessidades que aqui são satisfeitas, também devem ser considerados como historicamente devindos, perante o pano de fundo do processo global de dissociação-valor. Eles não podem ser mal entendidos como imediatamente naturais. Mesmo se comer, beber, amar etc. não se dissolvem em simbolizações, como afirmam os construcionismos vulgares, não podem ser ingenuamente pressupostos como dados ontológicos.

 

As categorias da economia política também noutro aspecto são insuficientes. A dissociação-valor implica uma relação sócio-psicológica específica. Determinadas qualidades menosprezadas (sensualidade, emotividade, fraqueza intelectual etc.) são atribuídas “à mulher” e separadas do sujeito masculino. Tais atribuições específicas de género caracterizam a ordem simbólica do patriarcado capitalista na sua essência. Portanto no caso da relação de género capitalista é preciso ir além da reprodução material e ter em conta tanto a dimensão da psicologia social como a dos símbolos culturais. É especialmente nestes níveis que o patriarcado capitalista se revela como um todo social (ver Scholz, 2011a).»

Feminismo - Capitalismo - Economia - Crise - (Roswitha Scholz; EXIT! nº11 Julho 2013) Deutsch

Robert Kurz

A HISTÓRIA COMO APORIA

Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche

(3ª Série)

SINOPSE: 1. A abordagem da teoria da história para além do marxismo tradicional/ 2. A problemática do conceito de história como constructo moderno/ 3. Aporias solúveis e insolúveis/ 4. A crítica radical da modernidade não pode deixar de ter uma teoria da história/ 5. Dissociação e fetiche/ 6. Capitalismo e Religião/ 7. Sobre o conceito de relações de fetiche/ 8. Metafísica, transcendência e transcendentalidade/ 9. Da divisão de épocas ao relativismo da história/ 10. Alinhar com o processo de desmoronamento da filosofia burguesa da história?/ 11. Que significa pensar contra si mesmo?/ 12. A dialéctica da teoria da história em Adorno/ 13. Crítica do conhecimento da teoria da dissociação e crítica do conceito de história/ 14. Teoria negativa da história e programa de desontologização/ 15. Um novo conceito de unidade entre continuidade e descontinuidade/ 16. Conceitos afirmativos da reprodução e conceitos histórico-críticos da reflexão/ 17. Ruptura ontológica e “superavit crítico [kritischer Uberschuss]”/ 18. Insuficiências e conteúdos de ideologia alemã, reaccionários, da hermenêutica da história/ 19. Fossilização ontológica como vingança da dialéctica/ 20. Consequências possíveis: pose neo-existencialista, decisionismo, reformismo neo-verde.

  A História como aporia (3ª série) - (Robert Kurz; Maio de 2007) Deutsch

A História como aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch

A História como aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch

A questão judaica e a crise da modernidade

  A questão judaica e a crise da modernidade - (Arlindenor Pedro; Janeiro de 2014)

Claus Peter Ortlieb

BATER CONTRA A PAREDE

Sobre as causas comuns da crise ecológica e da económica

«A causa comum da crise económica e da ecológica reside nesta "contradição em processo" (Marx), que consiste em o capital retirar cada vez mais o trabalho para fora do processo de produção, trabalho em cuja exploração, no entanto, a sua riqueza se baseia, riqueza que ele tem de continuar a procurar. Os suportes materiais da riqueza abstracta forçada ao crescimento excessivo são afinal finitos, de modo que esta expansão tem necessariamente de embater contra barreiras: a da procura solvente limitada (crise económica) e a dos limites naturais (crise ecológica).

Também o tratamento dos sintomas da crise, que na melhor das hipóteses ainda é possível no interior do capitalismo, cai ele próprio em contradição: Qualquer tentativa mesmo de apenas mitigar a crise económica por meio de programas de estímulo leva ao aumento da destruição ambiental. Para reduzir esta, pelo contrário, seria imposta à economia global uma profunda depressão persistente, com todas as consequências sociais e materiais que teria para os tripulantes do modo de produção capitalista. Na verdade, a única pequena quebra na curva de crescimento das emissões globais de CO2 foi no ano de recessão de 2009.

O que é necessário é um planeamento social, em conformidade com os pontos de vista unicamente da riqueza material, da sua produção e distribuição. Mas, no capitalismo, a dominância da riqueza abstracta e a coerção ao seu aumento permanente atravessam-se no caminho dessa solução, como Robert Kurz constata para o contexto mais geral no epílogo do seu Schwarzbuch Kapitalismus [Livro Negro do Capitalismo]:

"As tarefas que precisam ser resolvidas são de uma simplicidade quase comovente. Trata-se, em primeiro lugar, de utilizar os recursos e materiais naturais, equipamentos e, não em último lugar, competências humanas, reais e abundantemente existentes, para que seja garantida a todas as pessoas uma vida boa e aprazível, livre da pobreza e da fome. É desnecessário referir que há muito tempo que isso seria possível facilmente se a forma de organização da sociedade não impedisse sistematicamente esta pretensão elementar. Em segundo lugar, trata-se de pôr fim à catastrófica má alocação de recursos, na medida em que são mobilizados à maneira capitalista em projectos piramidais sem sentido e em produções destrutivas. Escusado será dizer que estas "más alocações", tão óbvias como perigosas, também são causadas justamente pela ordem social vigente. E, em terceiro lugar, finalmente, por maioria de razão é de interesse elementar traduzir o fundo de tempo social enormemente inflado pelas forças produtivas da microeletrónica num lazer igualmente grande para todos, em vez de "desemprego em massa", por um lado, e aumento do stress no trabalho, por outro.

O facto de ter sido completamente recalcado na consciência social o que é evidente e realmente nem precisa de ser dito, como se tivesse sido pronunciado um feitiço, apresenta os traços de uma história da carochinha incrível, em que o absurdo parece normal e o óbvio parece incompreensível. Apesar do facto gritantemente evidente de o uso mesmo moderadamente racional dos recursos comuns se ter tornado totalmente incompatível com a forma capitalista, discutem-se apenas "concepções" e procedimentos que pressupõem exactamente esta forma."

Com isto não se contesta o significado de tantas medidas específicas para a preservação do ambiente. Mas a "paz com a natureza", que muito se gosta de alardear, só será conseguida para lá do capitalismo.»

Bater contra a parede - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2013 Deutsch

FIM DO JOGO

Por que é que a desvalorização geral do dinheiro é apenas uma questão de tempo

«Durante os últimos quarenta anos de crise, a produtividade na Alemanha (valor acrescentado bruto por hora de trabalho, de acordo com os dados do Serviço de Estatística alemão) viu-se multiplicada por três na indústria e por seis na agricultura. O trabalho torna-se cada vez mais desnecessário para produzir riqueza material, mas assim a produção de mais-valia real, baseada na exploração do trabalho, torna-se cada vez mais impossível. A incapacidade de o modo de produção capitalista considerar a possibilidade aqui surgida de uma vida sem trabalho revela-se, entre outras coisas, no facto de que, por amor de uma “competitividade” ilusória, se pretende agora abolir a siesta nos países do sul da Europa, devendo assim ser finalmente introduzida a ética protestante do trabalho.»

Fim do jogo - (Claus Peter Ortlieb; Agosto de 2013 Deutsch

JustIn Monday

LIMITES NO ENDIVIDAMENTO E TRAVÕES NA RACIONALIDADE

«Pois a semelhança da "disciplina fiscal" alemã com as exigências do Tea Party está apenas na relação com a realidade capitalista, que ambos abandonam a favor dos mitos nacionais. Os mitos em si dificilmente poderiam ser mais diferentes; o que, aliás, mostra que não existe qualquer ligação de derivação lógica entre os dois. Enquanto a sociedade pós-fascista alemã busca refúgio no Estado autoritário quando sente a necessidade de fantasiar uma sociedade paralela intemporal sem crise, a direita americana do tipo de Ted Cruz regride para a declaração de hostilidade ao "big government”. O olhar para o debate orçamental nos Estados Unidos, alimentado de desprezo, inquietação e desejo de perdição, corresponde ao antigo ressentimento anti-americano contra os EUA como Estado sem raízes e, nessa medida, tem muito menos de simpatia para com o keynesianismo do seguro de saúde de Obama do que é expressão dos seus próprios esforços para perpetuar regressivamente o desastre capitalista.»

Limites no endividamento e travões na racionalidade  - (JustIn Monday; Novembro de 2013 Deutsch

ELOGIO DO ESBANJAMENTO

«O dinheiro parece escassear em toda a parte. Falta na educação e na saúde, no apoio aos idosos, a promoção da cultura também não tem nada e de qualquer maneira nunca é suficiente para os benefícios sociais individuais. Embora isso já seja uma afirmação perigosa, pois desde Hartz IV tornou-se consensual o slogan de que é preciso financiar o trabalho em vez do desemprego, de tal modo que cresce a despesa pública com o chicote e pode ser reduzida ainda mais com a cenoura. Tudo o resto é considerado "defesa dos direitos adquiridos" com prejuízo da comunidade.

Por outro lado: "dinheiro é o que não falta", ouve-se nas sedes dos sindicatos e das bocas de todos aqueles para quem o capitalismo sempre foi um problema de distribuição. Referem-se às fortunas privadas que deviam ser retiradas aos interesses dos seus proprietários/proprietárias e postas ao “serviço de toda a sociedade" através de impostos sobre a propriedade e afins. Uma (grande) percentagem x da riqueza é propriedade de uma (pequena) percentagem y da população. Tal é a ilustração estatística destes planos de redistribuição, que são assim elaborados porque se considera o dinheiro como se fosse apenas um saldo em conta corrente que desapareceu depois de ter sido depositado. Qualquer património acima da média, medida pelas despesas do orçamento familiar médio, surge então como esbanjamento potencialmente imoral por parte daqueles que de qualquer maneira têm muito.»

Elogio do esbanjamento - (JustIn Monday; Agosto de 2013 Deutsch

Bruno Lamas

A “explosão da cidade” e a trajectória do capitalismo

Nota prévia: o presente texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada em Lisboa, a 3 de Outubro de 2013, na sessão “A ‘explosão da cidade’ e a trajectória do capitalismo” do seminário “Pensamento Crítico Contemporâneo e Cidade”, organizado pela Unipop e a revista Imprópria, no âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2013.

A "explosão da cidade"  e a trajectória do capitalismo - (Bruno Lamas; Outubro de 2013)

Revista EXIT! nº 11, Junho 2013

Resumos dos artigos publicados

(Deutsch, Español, Français, Italiano)

SUMÁRIO E EDITORIAL

A falta de profundidade na análise, em termos de teoria da crise na base de uma crítica categorial da socialização patriarcal capitalista, dentro da esquerda que suporta o "Blockupy" tem correspondência na flagrante e sem dúvida devastadora falta de entendimento no que respeita à ligação interna com as generalizadas ideologias do quotidiano e de crise. Tanto à crise como às formas regressivas de a digerir, as esquerdas de partido e do movimento nada mais têm a opor que fórmulas vazias em termos de pseudo-crítica da ideologia e a exigência insossa de "democratização de todos os domínios da vida”. Nestas condições dificilmente se pode esperar deles mais e melhor do que a auto-administração (é claro que "solidária") da miséria capitalista de crise, mesmo que as "relações de forças" políticas lhes sejam mais favoráveis. Pelo contrário, é de recear que as lutas defensivas que continuam desamparadas e imanentes bem como a agitação social na Europa e em todo o mundo, com que a aliança "Blockupy" se solidariza, sucumbam às ideologias já actualmente em expansão, como na Hungria, onde ataques assassinos anticiganistas e campanhas anti-semitas se completam de forma perversa sendo assim a orientação nacionalista autoritária de cima completada com o “empenhamento” popular de baixo.

Sumário e Editorial da Revista EXIT! nº 11 - (Joannes Bareuther; Maio de 2013) Deutsch

Robert Kurz

UM MUNDO SEM DINHEIRO

«O pensamento utópico sempre jogou com a ideia de abolir o dinheiro. Mas tal pensamento normalmente não foi longe, pois o dinheiro constitui apenas a superfície de uma determinada forma social. O dinheiro, como disse Marx, é a manifestação de uma entidade social, a saber, do "trabalho abstracto" e do valor (da valorização). Ora, quem quer abolir apenas a manifestação superficial, sem chegar ao fundo da entidade subjacente, traz mais desgraça que libertação. Num sistema de produção de mercadorias em economia empresarial, atingido o dinheiro na sua função reguladora ou mesmo totalmente abolido, no seu lugar só pode surgir uma burocracia totalitária. Na história recente, o regime de Pol Pot tornou realidade as horríveis consequências disso; mas também os regimes desenvolvimentistas do socialismo e do capitalismo de estado disso tinham elementos. Outras formas de abolição do dinheiro, como por exemplo os anéis de troca, não só têm que prescindir das vantagens de uma socialização em alto grau, mas também apenas podem trazer sub-rogações do dinheiro (senhas de serviço, etc.) e no fim têm de falhar, como é precisamente o caso de novo na Argentina.»

Um Mundo sem Dinheiro - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch Español English

CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA E VERDE É A TEORIA

O problema da práxis como evergreen de uma crítica truncada do capitalismo e a história das esquerdas

«A necessidade de aliviar-se “de qualquer maneira” na prática e de um activismo que não quer receber e continuar a exercer a teoria enquanto tal, mas que a quer “realizar” de forma imediatamente prática, e que a apreende em geral a priori num “horizonte de aplicação” parece ser tão forte como a necessidade de urinar. Assim sendo, deter-se “na” teoria provoca um mal-estar semelhante a uma bexiga cheia, mesmo quando ainda não se empreendeu nem se apreendeu muito do ponto de vista teórico. Antes de se entregar à nova problemática da reflexão, antes de desenvolver um pensamento teórico em geral, já não é possível segurar-se e já se quer passar a “vias de facto”, o que geralmente acaba por sujar a roupa. O importante é que seja “prático”. Uma tal incontinência no tocante à tão invocada relação entre teoria e práxis aponta para um entendimento truncado, e arraigado no marxismo tradicional, um entendimento que sempre liga a reflexão teórica a uma “capacidade de acção” ou a uma práxis já pré-estabelecida. A teoria crítica deverá então ser, por um lado, um “manual de instruções para a acção”, merecendo, nesse sentido, gozar de estima; mas, por outro lado, como algo inferior e não-autónomo perante a ominosa “práxis”, ela só deverá ter validade na relação de aplicação.`»

Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch

OS FANTASMAS REAIS DA CRISE MUNDIAL

(Cap. II do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

No essencial é a "continuação da concorrência por outros meios" que dá origem à violência nas regiões de crise e derrocada generalizadas. De certo modo, esta nova forma de reacção não deixa de evidenciar algum parentesco com a velha política capitalista e com a vetusta lógica de expansão imperial. Também a política burguesa enquanto tal afinal não constitui outra coisa senão uma "continuação da concorrência por outros meios"; e esta nunca deixou de desembocar na desregulamentação do uso da violência, sob a forma de uma política externa imperial. A violência da concorrência de crise no limiar do século XXI, no entanto, já apenas constitui uma cruel caricatura desta relação fundamental burguesa. E o facto de a violência se virar, no essencial, para o interior, e não para o exterior, é mais um sinal de decadência da subjacente pseudo-civilização do dinheiro. A relação inverteu-se: Já não é o inimigo externo mas, sim, o inimigo interno a determinar a definição do conflito. Agora a imagem do inimigo interno é construída e desenvolvida até à explosão de excessos, com o mesmo esforço cultural e psíquico outrora usado para definir a imagem do inimigo externo.

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo II - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

De modo tão ilusório como na "questão da mulher", neste contexto o Ocidente também é apresentado como ultra-aberto no que diz respeito ao comportamento sexual, à homossexualidade masculina e feminina etc. A tolerância superficial face aos trans-flexi pretende esconder o facto de que, mais do que permitir diferentes orientações sexuais, o objectivo é impor identidades compulsoriamente flexíveis compatíveis com a globalização e perfeitamente economificadas sem, por isso, suplantar a estrutura fundamental compulsivamente heterossexual. Os Talibãs bárbaros como inimigos das mulheres e adversários dos "perversos" são assim transformados em mera superfície de projecção para poder esconder completamente, na celebração da civilidade burguesa, a relação básica de género inimiga das mulheres e compulsivamente heterossexual que serve de fundamento à sociedade burguesa...

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO

(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

No processo de barbarização e autodestruição do sistema mundial dominante existe um foco em que se enredam de um modo especial a destrutiva globalização capitalista, a história e a constituição ideológica do mundo moderno nos seus limites sistémicos históricos – é o Próximo Oriente, com Israel e o chamado conflito da Palestina ao centro. À primeira vista parece tratar-se do campo mais importante do imperialismo ocidental do petróleo. O que naturalmente é certo, tendo em conta o cru interesse da cultura de combustão capitalista. Mas este conflito não se circunscreve de modo nenhum a esse aspecto; pelo contrário, ele inclui ainda outra dimensão essencial completamente diferente, que é a lógica do anti-semitismo, como ideologia de crise capitalista central, e a constituição do Estado de Israel a ela associada, Estado este que por isso mesmo não é um Estado como os outros.

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2011 para 2012

A esquerda que cheira o traseiro de cada manifestação social à vista na rua o que mais gostaria era de se regalar nas paisagens florescentes de um ano revolucionário em 2011. Para além da falta de vergonha para voltar a desenterrar e a remoer freneticamente a palavra começada por R, que estava enterrada e esquecida, a mera adulação dos diversos protestos e levantamentos não ajuda nada a causa da libertação social. Marx sublinhou com razão que uma transformação verdadeiramente revolucionária apenas progride na medida em que os seus começos e fases de transição são criticados sem dó nem piedade, para os superar e para repelir as suas meias-verdades, falácias e aberrações. Se assim não for, todo o empreendimento se pode transformar no seu contrário. Decisiva aqui é a importância da reflexão teórica. Isto é especialmente verdade numa situação como a de hoje, em que ainda não há uma ideia desenvolvida da ruptura revolucionária com a ordem estabelecida. A forma de mediação é a polémica contra o estado dos movimentos, e não o envolvimento disposto a adaptar-se, reagindo de modo puramente táctico às dificuldades ideológicas e limitando-se a reflectir afirmativamente para os intervenientes a sua falsa consciência imediatista. Depois de mais de 250 anos de história da modernização não há mais espontaneidade inocente...

Na história moderna a degradação social da juventude estudantil sempre foi fermento de erupções revolucionárias. Mas para que a partir daí ocorresse uma verdadeira revolução social teve de se criar em primeiro lugar um esboço teórico actualizado e, em segundo lugar, teve de realizar-se uma organização social abrangente, incluindo as classes mais baixas. A este respeito se mostra a completa vergonha intelectual, social e organizacional da geração Facebook. Em todos os movimentos não há vestígios de uma ideia nova e revolucionária, a classe média académica comporta-se em grande parte de modo auto-referencial e sem qualquer conexão sistemática com as classes mais baixas e o encontro não vinculativo através da Internet permanece sem força organizativa no domínio social. Além de frases democráticas ocas não há mais nada. Portanto, também em lado nenhum se pode falar de uma revolução, se se entender isso como mudança fundamental social e económica e não apenas como substituição das personagens da administração da crise por outras ainda piores.

Não há revolução em lado nenhum - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Français

Robert Kurz

A INDÚSTRIA CULTURAL NO SÉCULO XXI

Sobre a actualidade da concepção de Adorno e Horkheimer

 

Da crítica aparente da burguesia intelectual ao culto pós-moderno da superficialidade * Crítica cultural elitista ou emancipatória? * Reducionismo tecnológico * A publicidade como percepção cultural do mundo e de si mesmo * A continuação do "trabalho abstracto" e da concorrência por outros meios * A Internet como novo meio central da indústria cultural * A virtualização do mundo da vida * Interatividade da Web 2.0 e individualização * Uma cultura grátis paga cara * O limite interno do capital e a crise económica da indústria cultural * A caminho do esgotamento das reservas culturais * O mundo não é um acessório. Por que é impossível uma "revolução cultural" separada

A Indústria Cultural no Século XXI - (Robert Kurz; EXIT! nº 9  Março de 2012) Deutsch Vídeo

Robert Kurz

O TERROR DA CRISE

Como se pretende fazer da Grécia um exemplo 

Os gregos, desqualificados como irresponsáveis do ponto de vista capitalista, não devem ser anexados à Disneylândia de Berlim, mas é preciso puxar-lhes as rédeas até eles cuspirem sangue. Esteve mesmo em discussão um comissário alemão para o empréstimo à Grécia, ainda que a maioria da UE se tenha pronunciado contra, com um resto de sentimento de vergonha. O gesto de falsa superioridade resulta da posição provisória da Alemanha como vencedora da crise, porque o rolo compressor da exportação alemã beneficiou dos programas públicos que se espalharam por todo o mundo, da depreciação do Euro por causa da crise da dívida e da imposição interna de salários baixos desde o programa Hartz IV. Esconde-se que o conto de fadas da economia teutónica tem como pressuposto não só a própria dívida também a dos outros, tendo assim de chegar ao fim com a evaporação do poder de compra na recessão europeia e mundial...

O terror da crise - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Français

Bruno Lamas

O trabalho abstracto e o carácter ideológico da arquitectura funcionalista moderna

Nota prévia: o presente texto constitui, com ligeiras modificações, a versão escrita de uma apresentação efectuada em Lisboa, a 9 de Março de 2013, no debate «Niemeyer, Brasília e a cidade moderna», organizado pela Unipop e a revista Imprópria, na Casa da Achada.

O trabalho abstracto e o carácter ideológico da arquitectura funcionalista moderna - (Bruno Lamas; Março de 2013)

Em memória de Robert Kurz

1943-2012

Em memória de Robert Kurz - (Claus Peter Ortlieb; EXIT! nº 10 Dezembro de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz

Reedição 

O SEXO DO CAPITALISMO

Teorias feministas e a metamorfose pós-moderna do capital

As teses fundamentais deste livro, cuja primeira edição saiu na Primavera de 2000, relacionaram directamente pela primeira vez a crítica do patriarcado moderno com as formas capitalistas basilares de "trabalho abstracto" e valor, em vez de se ficarem no plano sociológico. Ultrapassando o feminismo anterior desenvolve-se a abordagem de uma teorização que apresenta a relação de género burguesa no mesmo nível de abstracção que a crítica da economia política de Marx. Indo para lá quer da antiga noção marxista de "contradição secundária" quer da dissolução pós-moderna do princípio fundamental capitalista em diferenças e situações particulares, a teoria da dissociação sexual ousa afirmar uma nova compreensão da totalidade social que rompe com o universalismo androcêntrico do aparelho conceptual dominante.

A argumentação de Roswitha Scholz tem provocado desde então muitas discussões e reacções. Algumas das suas elaborações conceptuais e ideias penetraram de facto no discurso teórico. Mas o debate muitas vezes sofre com o facto de o livro entretanto estar esgotado há anos e só ser conhecido de nome. Após múltiplos pedidos surge agora finalmente a nova edição. Além de um prefácio, a segunda edição é ampliada com um extenso posfácio que reflecte criticamente sobre as tendências feministas na década após a primeira edição do livro.

Encomendas nas livrarias ou directamente na editora Horlemann: info@horlemann-verlag.de

O Sexo do Capitalismo. Segunda edição - (Roswitha Scholz; Junho 2011) Deutsch

O Sexo do Capitalismo [Excertos] - (Roswitha Scholz; Janeiro 2000) Deutsch

Robert Kurz

Um crítico da economia política

Ricardo Antunes, da Unicamp, e Dieter Heidemann, junto com membros do Grupo de Estudos de Crítica ao Valor-Cisão, da USP, refletem sobre o legado da obra e do pensamento do filósofo alemão Robert Kurz, falecido no mês (Julho) passado

Entrevista de Ricardo Antunes e Dieter Heidemann, junto com membros do Grupo de Estudos de Crítica ao Valor-Cisão, da USP (Agosto 2012)

Roswitha Scholz

 

ESTENDE O TEU MANTO, MARIA!

Produção e reprodução na crise do capitalismo

Estende o teu manto, Maria! - (Roswitha Scholz; Junho 2010) Deutsch Français

Johannes Vogele

O lado obscuro do capital

"Masculinidade" e "feminilidade" como pilares da modernidade

O lado obscuro do capital - (Johannes Vogele; Outubro de 2007) Français

Claus Peter Ortlieb

ESPIRAL DESCENDENTE

Não há saída da crise da dívida

O capitalismo global não consegue livrar-se da crise de sobreacumulação que dura desde os anos setenta, pois, com o advento da microeletrónica e sua aplicação na produção, uma parte cada vez menor da força de trabalho global é suficiente para produzir para todos. Ora o "fim da sociedade do trabalho" a isso associado, ou seja, o desaparecimento do trabalho do processo de produção em si não seria nenhuma desgraça, pois a maioria de nós poderia finalmente imaginar algo melhor do que trabalhar no duro toda a vida. O problema deste desenvolvimento só surge porque o capitalismo, como é bem sabido, se baseia na exploração do trabalho, sendo que os lucros sérios do ponto de vista capitalista e continuados só podem ser gerados através da utilização do trabalho humano. E os lucros são, afinal de contas, o sentido e a finalidade da economia capitalista.

Espiral descendente - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2012 Deutsch

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda - (Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2012 Deutsch Français Italiano

Elogio de Robert Kurz, proferido em 26 de Julho de 2012 no cemitério Wöhrd em Nuremberga

Heribert Böttcher - Elogio de Robert Kurz, proferido em 26 de Julho de 2012 no cemitério Wöhrd em Nuremberga Deutsch

DINHEIRO SEM VALOR

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

Pois justamente hoje recomenda-se que se procure a distância teórica não tanto no silêncio de muitos anos de desenvolvimento do conceito da obra de arte total, mas sim como formulação do conflito no corpo a corpo no campo de debate. Num tempo de reais rupturas de época, trata-se menos do que nunca de uma mera compreensão filológica no sentido académico, mas sim afinal da práxis histórica da crítica radical. Também o esclarecimento da relação entre o lógico e o histórico na teoria de Marx, um ponto importante na discussão aqui referida, tem consequências decisivas para uma abolição da sociedade fetichista capitalista, a ser definida de novo após o fim inglório dos programas anteriores de socialismo e comunismo.

Dinheiro sem valor - Novo livro - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

 

Roswitha Scholz

SIMONE DE BEAUVOIR HOJE

DESVALORIZAÇÃO DUPLA

Mas logo que a inundação de dinheiro dos bancos centrais para lá do resgate dos balanços se transforme em procura real, será despertado o potencial de inflação. Como a crise tem vindo a desenvolver-se há tanto tempo, poderá até ocorrer, pela primeira vez na história do capitalismo, uma desvalorização simultânea do meio dinheiro em si e de grande parte do capital (mercadorias, meios de produção, força de trabalho). Esta desvalorização dupla significaria a apresentação à falência histórica do “modo de produção baseado no valor" (Marx) como um todo, por já não conseguir servir de suporte a qualquer reprodução social.

Desvalorização dupla - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Español

 

Roswitha Scholz

 

O Tabu da Abstracção no Feminismo - (Roswitha Scholz; EXIT! nº8 Julho 2011) Deutsch

EUTANÁSIA ECONÓMICA

Como os hospitais gregos estão praticamente falidos, as grandes empresas farmacêuticas suspenderam o fornecimento de medicamentos para o cancro, para a SIDA e para a hepatite; e o abastecimento de insulina também foi interrompido. Este não é um caso especial, mas a imagem do futuro. Pelo menos aos doentes pobres e "supérfluos", não mais utilizáveis do ponto de vista capitalista, será assinalado por todos os peritos o que já o rei Frederico da Prússia berrou aos seus soldados em fuga do campo de batalha: "Cães, vocês querem viver para sempre?"

 Eutanásia económica - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch

O CAPITALISMO NÃO SE REPETE

Na atitude perante a vida, a lembrança de tempos supostamente melhores, por exemplo, do milagre económico, não passa de nostalgia. Na cultura pop chama-se a isso "retro": Quando os produtores de ideias não se lembram de mais nada, eles requentam coisas velhas ligeiramente modificadas. E ao voltar à "cena do crime" pela terceira vez deve ter-se em atenção se ela foi vista há poucos anos. Nada de novo sob o sol, parece ser o lema. De algum modo se espalhou a crença de que quem quiser encontrar uma receita para o presente só tem de olhar para o passado. Por que outra razão estariam a política, os média e a ciência económica, perante a crise em desenvolvimento nos últimos anos, sempre à procura de paralelos históricos? Quem abre um jornal acredita muitas vezes que está perante uma aula de história.

O capitalismo não se repete - (Robert Kurz; Dezembro de 2011) Deutsch

Robert Kurz

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte

Nota prévia * 23 Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª. * 24 A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas * 25 A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política * 26 A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado * 27 O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda * 28 O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista * 29 Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental * 30 A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral" * 31 A política como definição do inimigo existencial * 32 Estado de excepção e capacidade política * 33 Executores e executados do estado de excepção * 34 Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda * 35 A miséria do positivismo jurídico * 36 A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses * Antevisão da terceira parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 8  Julho de 2011) Deutsch

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte

 

 1 O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial • 2 A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise • 3 Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização • 4 A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes • 5 O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã • 6 "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários • 7 Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau • 8 O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida • 9 Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral" • 10 O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral" • 11 A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral" • 12 O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial • 13 A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel • 14 A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral" • 15 Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização • 16 O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário • 17 A repetição feminista da emancipação redutora • 18 O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado • 19 A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental • 20 O duplo Marx e a dupla definição do político • 21 O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels • 22 Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels • Antevisão da segunda parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 7  Dezembro de 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS

A identidade (masculina) pós-moderna entre a mania da diferenciação e a segurança da teoria marxista vulgar. Réplica às críticas à teoria da dissociação e do valor

Não digo nada sem a minha alltours - (Roswitha Scholz; EXIT! nº7 Dezembro 2010) Deutsch

Apresentação do ensaio “O Valor é o Homem” de Roswitha Scholz e da teoria da dissociação-valor

Apresentação do ensaio "O Valor é o Homem" de Roswitha Scholz e da teoria da dissociação-valor - (Bruno Lamas; Outubro de 2011)

 

A inocência perdida da produtividade

A inocência perdida da produtividade - Claus Peter Ortlieb; Maio de 2010 Deutsch  English Francais

A ECONOMIA EMPRESARIAL COMO JOGO DE RISCO

A economia empresarial como jogo de risco - Robert Kurz; Abril de 2011 Deutsch 

A EUROLÂNDIA ESTÁ REDUZIDA A CINZAS

A inflação só é evitada à custa de uma deflação radical

A salvação do Euro e do sistema bancário, de todo o modo em grande parte já dependente da alimentação endovenosa pelo Estado, e que agora também assenta em títulos de dívida pública duvidosos, só vai à custa da depressão nos países do Euro financeiramente fracos. A agulha já esta feita para aí na Grécia; seguem-se a Espanha, Portugal e outros países.

A Eurolândia está reduzida a cinzas - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch Español

Robert Kurz

A TEORIA DE MARX, A CRISE E A ABOLIÇÃO DO CAPITALISMO

Perguntas e respostas sobre a situação histórica da crítica social radical

Nota: A entrevista que se segue constitui a introdução a uma colectânea de análises e ensaios do autor, a publicar em França.

A teoria de Marx, a crise e a abolição do capitalismo - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch

Claus Peter Ortlieb

A ECONOMIA NÃO É VERDADEIRAMENTE UMA CIÊNCIA

Entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung

A economia não é verdadeiramente uma ciência - Claus Peter Ortlieb; Maio de 2010 Deutsch

FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA

Na urgência de um realismo dialéctico hoje

Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais

 Forma social e totalidade concreta  - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO

“Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital

O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

UMA CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA

Sobre a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise final

1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão

 

Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch

Robert Kurz

CRISE ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.

Comunicação apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009

Crise Económica Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert Kurz; Novembro de 2009 Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

A ROTA DE COLISÃO NO PACÍFICO

O milagre da exportação da China baseava-se no milagre do consumo dos E.U.A.

A Rota de Colisão no Pacífico - Robert Kurz; Outubro de 2009 Deutsch

ASSISTIR O CAPITALISMO NA DOENÇA?

A esquerda e o crash financeiro histórico

Nota prévia: Versão textualizada da comunicação apresentada ao congresso da ATTAC “O capitalismo está no fim?”, ocorrido de 6 a 8/03/2009 na Universidade Técnica de Berlim. Texto publicado na documentação do Congresso (Editora VSA, Hamburgo)

Assistir o capitalismo na doença? - Robert Kurz; Março de 2009 Deutsch

O CAPITAL E A HISTÓRIA

A confiança no capitalismo parece inabalável, até na esquerda. Ele renascerá como Fénix das cinzas de todas as crises e iniciará novas retomas. Entretanto, já não pode ser negado que estamos actualmente confrontados com uma queda histórica. Uma nova crise económica mundial com consequências imprevisíveis está na ordem do dia da história. Porém, apesar de tudo, a pergunta geral é apenas: Quando é que a crise acaba? Que capitalismo virá após a crise? Esta expectativa alimenta-se do entendimento de que o capitalismo é o "eterno retorno do mesmo". Os mecanismos fundamentais da valorização permanecem sempre os mesmos. É verdade que há revoluções tecnológicas, convulsões sociais, mudanças nas "relações de forças" e novas potências hegemónicas. Mas esta é apenas uma superficial "história de eventos", um eterno sobe e desce de ciclos. Nesta perspectiva, a crise é meramente funcional para o capitalismo. Ela leva à "limpeza", pois desvaloriza o capital em excesso. Assim se abre caminho para novos processos de acumulação.

  O Capital e a História - Robert Kurz; Abril de 2009 Deutsch Vídeo

ENTREVISTA À REVISTA ONLINE PORTUGUESA “SHIFT”, ZION EDIÇÕES

Entrevista à Revista Online Portuguesa "SHIFT", ZION EDIÇÕES - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch Italiano

WASTE TO WASTE

Os Roma e “nós”

WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch

Robert Kurz

ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE “TELEPOLIS”

(Hannover, Alemanha)

Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch

O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"

O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo

1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX – breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.

O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

A RUPTURA ONTOLÓGICA

Antes do início de uma outra história mundial

A Ruptura Ontológica - Robert Kurz; Agosto de 2004 Deutsch

BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL

Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial

Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005  Deutsch

O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO

(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo  - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS

Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois  (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS

Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal

Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura

    Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO

Uma aliança não santa de transviados da modernização

A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch

A Substância do Capital

O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.

Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".

O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo

A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.

"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"

A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch

A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS

Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.

Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização

A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

TABULA RASA

Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?

Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)

A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ

Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos

A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)

ONTOLOGIA NEGATIVA

Os obscurantistas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade

A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.

Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)

Robert Kurz

Razão Sangrenta

20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"

O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.

Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español

AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?

Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español

Textos, entrevistas, conferências

-2011-

CEGOS NA CRISE

Cegos na crise - Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2011 Deutsch

O FIM DO BOOM DAS MATÉRIAS-PRIMAS

O fim do Boom das matérias-primas   - (Robert Kurz; Outubro de 2011) Deutsch

A educação para a barbárie

A educação para a barbárie - (Moinhos Satânicos; Setembro de 2011)

O FIM DA FÁBULA DO AUTOMÓVEL

O fim da fábula do automóvel - (Robert Kurz; Agosto de 2011) Deutsch

OS DEPÓSITOS DE LIXO TÓXICO DO CRÉDITO

Os depósitos de lixo tóxico do crédito - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

O TERROR DA POUPANÇA E A REVOLTA

O Terror da Poupança e a Revolta - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

REAÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL

Reação em Cadeia Pós-Nacional - Robert Kurz; Junho de 2011 Deutsch

UM HERÓI DO MUNDO PÓS-MODERNO

Um Herói do Mundo Pós-Moderno - Robert Kurz; Março de 2011 Deutsch

A ECONOMIA POLÍTICA DA EDUCAÇÃO

A economia política da educação - Robert Kurz; Março de 2011  Deutsch

TRABALHO SEM VALOR

Trabalho sem valor - Robert Kurz; Maio de 2011 Deutsch

A BOMBA INFLACIONÁRIA

A Bomba inflacionária - Robert Kurz; Fevereiro de 2011 Deutsch

O CONSUMO DO FUTURO

O Consumo do Futuro - Robert Kurz; Janeiro de 2011 Deutsch

-2010-

POLÍTICA DE BALANÇOS CRIATIVOS

Política de balanços criativos - Robert Kurz; Novembro de 2010 Deutsch

PRÉMIO NOBEL PARA O HARTZ IV

Prémio Nobel para o Hartz IV - Robert Kurz; Outubro de 2010 Deutsch

ENTRE A MANIA DA POUPANÇA E A MANIA DAS GRANDEZAS

Entre a mania da poupança e a mania das grandezas - Robert Kurz; Setembro de 2010 Deutsch

O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL

O Fim da economia da potência mundial - Robert Kurz; Agosto de 2010 Deutsch

QUEM VIVE ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES?

Quem vive acima das suas possibilidades? - Robert Kurz; Junho de 2010 Deutsch

A BOLHA CHINESA

A bolha chinesa - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch

Falência do Estado e assalto aos bancos

Falência do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch

NO FIO DA NAVALHA

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010

No fio da navalha - Robert Kurz; Janeiro de 2010 Deutsch

-2009-

SOBREPRODUÇÃO

SOBREPRODUÇÃO - Robert Kurz; Dezembro de 2009 Deutsch

QUEM REGULA O QUÊ?

Porque está a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória

Quem regula o quê? - Robert Kurz; Setembro de 2009 Deutsch

CAPITALISMO SEM MAIS-VALIA?

Um debate insuficiente sobre os limites do crescimento

 Capitalismo sem mais-valia - Robert Kurz; Julho de 2009 Deutsch

O CREPÚSCULO DO EURO

O crepúsculo do euro - Robert Kurz; Maio de 2010 Deutsch

ECONOMIA E PSICOLOGIA

Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch

DEFLAÇÃO E INFLAÇÃO

Deflação e Inflação - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Español

-2008-

O CARISMA DA CRISE

Por que está a obamania condenada ao fracasso

O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL

Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE

Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil

Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU

A ÚLTIMA INSTÂNCIA

A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch

A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL

A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa

A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch

CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS

A longa ressaca após o desastre da Telekom

Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch

A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO

Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais

 A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch

-2007-

TEMPO É ASSASSÍNIO

   Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch

DESARMAMENTO MORAL

A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social

Desarmamento Moral  - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch

A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO

A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch

-2006-

Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho

Revista Trópico, Setembro de 2006

Robert Kurz em entrevista a José Galisi Filho; Setembro de 2006

A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS

A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch

CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO

Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch

-2005-

A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER

O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia

A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch

O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR

Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade

O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch

MAIS VALIA ABSOLUTA

Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch

-2004-

A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO

A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español

Novos e velhos combates

A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.

Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE

Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens

O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch

O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA

O Ultimo Estádio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español

A nova simultaneidade histórica

O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.

A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English

-2003-

AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO

LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA

As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español

O que é a terciarização?

Perspectivas de mudança social.

O que é a terciarização - (Robert Kurz; Novembro 2003) Deutsch Español English Italiano

Um corte maior: Anulação das dívidas

Um corte maior: Anulação das dívidas - (Robert Kurz; Setembro 2003) Deutsch

Não-rentáveis, uni-vos!

Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais

A MÃE DE TODAS AS BATALHAS

A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français

IMPERIALISMO DE CRISE

6 Teses sobre o carácter das novas guerras de ordenamento mundial

Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano

-2002-

A GUERRA CONTRA A CRISE

A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español

ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS

Economia política dos direitos humanos - (Robert  Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano

CONTRA-REALISMO

Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English

A pulsão de morte da concorrência

Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise

A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español

A guerra dos dois mundos

A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español

-2001-

Economia totalitária e paranóia do terror

A pulsão de morte da razão capitalista  

Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert  Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano

As leituras de Marx no Século XXI

As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español

POPULISMO HISTÉRICO

A confusão de sentimentos burgueses e a busca de bodes expiatórios

Populismo histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch English Español Italiano

-2000-

Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.

Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español

-1999-

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Edição Portuguesa Deutsch Español English

O Homem Flexível

O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano

A expropriação do tempo

A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Français

-1998-

APOCALYPSE NOW!

Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural

Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch

O DUPLO MARX

O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español

Objetividade inconsciente

Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza

Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español

-1997-

ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA

Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"

Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español

Canhões e Capitalismo

A revolução militar como origem da modernidade

Canhões e Capitalismo -(Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français

-1996-

Os últimos combates

O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.

Os últimos combates - (Robert Kurz; Março de 1996) Deutsch Español

-1995-

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO

Sobre a contradição histórica na teoria de Marx

O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch

A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS

Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global

A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español

-1994-

O FIM DA POLÍTICA

Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria

O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano

-1993-

DOMINAÇÃO SEM SUJEITO

SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA

Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español

-1992-

O valor é o homem

Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos

O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch

-1991-

A HONRA PERDIDA DO TRABALHO

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español  Italiano

A Superação da Crise e "Utopia"

Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.

A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)

Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)

Outros Textos

A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno

A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord

Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)

Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)

Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)

O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)

Últimos textos: "EDITORIAL DA REVISTA EXIT nº 11" " CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI" "EXIT! - AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA" ...Robert Kurz; "O sacrifício e o regresso perverso do arcaico" "NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM" "Não há Leviatã que vos salve" "OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA" "CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA  E VERDE A TEORIA" "O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO" "A HISTÓRIA COMO APORIA (3ª série)" "A SUBSTÂNCIA DO CAPITAL (segunda parte)" "A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO" "A DESCER NO ELEVADOR DA HISTÓRIA" "O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR" "O IMPÉRIO E OS SEUS TEÓRICOS" "DEAD MEN WRITING" "O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE" "OS FANTASMAS REAIS DA CRISE MUNDIAL" "A REVOLUÇÃO DAS BOAS MANEIRAS" "TABULA RASA " ... Roswitha Scholz; "FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE" O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO" "NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS" "FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA " "A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno" "O ser-se supérfluo e a "angústia da classe média"  "Homo Sacer e "Os Ciganos" "SOBRE O CONCEITO DE VALOR E DE VALOR-DISSOCIAÇÃO" "O REGRESSO DO JORGE" "DON’T TREAT EVERY "THING" ALIKE!" "A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS" ...Veja todos os textos por ordem cronológica em índice, por autores clic em autores.

 textos por temas | actual crise | EXIT! | autores | entrevistas | livros | theory in progress | belicismo | mct | cisão krisis | índice | links

Contactos: Osnabrück - Lisboa - São Paulo - Rio de Janeiro - Fortaleza

Lisboa: última actualização - 17.08.2014

«webmasters»